Amilcar Teixeira de Castro pode ser considerado o primeiro ídolo do América. Além de marcar o primeiro gol da história do clube, em uma época de pioneirismo, Amilcar foi o responsável por treinar e ensinar aos jogadores os princípios básicos do esporte.
Belfort Duarte também foi outro astro americano e ajudou o clube na sua caminhada inicial. Nascido em São Luiz-MA, Belfort foi jogador, técnico e diretor geral do futebol. Em sua administração linha-dura, proibia jogadores boêmios e permitiu o ingresso do primeiro atleta negro no time. Ele também foi o responsável por implementar o uniforme vermelho no lugar do então preto. O maranhense conquistou o primeiro título carioca do América.
Claudionor de Souza Lemos, mais conhecido como Alemão, também teve uma bela carreira na agremiação. Ele foi um meia muito habilidoso, um dos melhores do seu tempo, ajudando na conquista do Campeonato Carioca de 1931. Foi o responsável, desta vez como dirigente, por sanar uma grande crise financeira que reinava no clube em 1946. Este grande feito foi conseguido em apenas nove meses de gestão.
A elegância dentro e fora de campo e a habilidade renderam a Osvaldo Mello, o Osvaldinho, o apelido de Divina Dama. Ele foi ponto de referência do América por muitos anos, acumulando títulos como os cariocas de 1922 e 1928. Por muitos é considerado o maior jogador da história do clube.
Por sinal, o time de 1928 foi um dos mais fortes já formados. Além do Divina Dama, o elenco contava com o defensor Orlando Pennaforte de Araújo, o Pennaforte. Este ajudou o time nas conquistas de 1928 e 1931. Juntamente com eles, Joel, Hildegardo, Hermógenes, Valter, Floriano, Gilberto, Mário Pinto, Ondino, Mineiro e Miro integraram este time memorável.
Mais recentemente, o América não conseguiu repetir os feitos do passado, mas contou com alguns ídolos. O irmão de Zico, Edu Coimbra, sem dúvida foi o grande destaque do time nas décadas de 1960 e 1970. Ele ajudou o time na conquista da Taça Guanabara, em 1974 e, por sua habilidade, dribles curtos e passes precisos, é lembrado como um dos maiores jogadores da história do clube. Na sua trajetória, marcou 212 gols com a camisa vermelha americana.
No entanto, a artilharia do América fica por conta de Luíz Alberto da Silva, o Luizinho Tombo. O centroavante, americano assumido, teve passagens pelo clube entre 1973-74 e 1982-84. No total, marcou 311 gols, acumulando os títulos do Torneio dos Campeões em 1982, da Taça Guanabara de 1974 e da Taça Rio em 1982.
O último jogador a se projetar como ídolo foi o veterano Válber. Após passagens pela seleção e jogar por muitos clubes, em 2006 chegou ao América a convite do então treinador Jorginho. Seu carisma, sua habilidade e liderança o tornaram uma figura fundamental nestes últimos anos.
Com 311 gols, Luizinho Tombo reinou como o maior matador da história da agremiação. Ao lado do segundo maior goleador do clube, Edu Coimbra, formou o grupo que conquistou depois de muito tempo um título expressivo para o time, a Taça Guanabara em 1974. Seus gols foram fundamentais também nas conquistas do Torneio dos Campeões em 1982 e da Taça Rio, em 1982. Americano assumido, Luizinho passou por diversos clubes do Brasil como Flamengo, Botafogo, Internacional e Palmeiras. No exterior, rodou por equipes da Espanha, México e Catar. Por duas vezes firmou-se como artilheiro do estadual, em 1974 e 1983, atuando pelo América em ambas. |
Principais títulos
Campeonato Carioca
| 1913 | 1916 | 1922 | 1928 |
| 1931 | 1935 | 1960 | |
Troféu Campeão dos Campeões
| 1982 |