Liga dos Campeões - Apoel

Autor: 
MBPress

APOEL FC

Apoel


Nome: Athletikos Podosferikos Omilos Ellinon Lefkosias (“Aθλητικός Ποδοσφαιρικός Όμιλος Eλλήνων Λευκωσίας”, em grego).

Apelido: Thrylos (“A Lenda”, em português; “Θρύλος”, em grego).

Fundação: 8 de novembro de 1926.

Localização: Nicosia, Chipre.

Estádio: GSP Stadium (The Pancyprian Gymnastic Association Stadium) – capacidade: 22.859 pessoas.

Maior artilheiro:
Andreas Stylianou – 149 gols.

Principais títulos:  Campeonatos Nacionais: 20
(1936, 1937, 1938, 1939, 1940, 1947, 1948,
1949, 1952, 1965, 1973, 1980, 1986, 1990, 1992, 1996, 2002, 2004, 2007,
2009); 

Copas do Chipre: 19
(1937, 1941, 1947, 1951, 1963, 1968, 1969,
1973, 1976, 1978, 1979, 1984, 1993, 1995, 1996, 1997, 1999, 2006, 2008) 

Super Taças do Chipre: 11 (1963, 1984, 1986, 1992, 1993, 1996, 1997,
2002, 2004, 2008, 2009).

Destaque da última temporada: Konstantinos Charalambides, 28 anos, cipriota, meia-armador.

Brasileiros na equipe: Jean Paulista (Jean Francisco Rodrigues).

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O APOEL FC é um octogenário clube de futebol do Chipre que, embora não seja muito conhecido na comunidade futebolística europeia, possui um currículo invejável em seu país: são, no total, 50 títulos nacionais – 20 campeonatos, 19 Copas do Chipre e 11 Super Taças.

A agremiação foi fundada em 1926, época em que a ilha insular do Mar Mediterrâneo era uma simples colônia da Inglaterra, com o intuito de representar todos os gregos residentes em Nicosia. Além da hegemonia local, possui como marco significativo uma honrosa participação no Campeonato Grego de 1974, quando se tornou o único clube cipriota a evitar o rebaixamento no país vizinho, terminando a competição no 13º lugar.

Em agosto de 2009, escreveu mais um capítulo de sua história ao bater por 3 a 1 o FC København (DIN), em casa, e se tornar o segundo clube do Chipre a se classificar para a fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, a exemplo do rival Anorthosis Famagusta.

Como várias agremiações esportivas em todo o mundo, o APOEL FC surgiu do entusiasmo de um grupo de amigos. E foi durante um encontro na pastelaria X'Ioanou Haralambos, localizada na Rua Ledra, em Nicosia, que George Poulias, Diomedes Symeonidis, Christos Symeonidis, Nikos Stilianakis, Tziozef Kiounsler, Artemis Angelos, Christodoulos Pikis, entre outras 33 pessoas, fundaram o Athletic Football Club of Greeks of Nicosia (“Atlético Clube de Futebol dos Gregos de Nicosia”, em português). Esse foi um feliz desfecho para uma ideia que começara ainda em 1922, ano em que o grego Poulias chegou à ilha para administrar a empresa da família, "Kapnoviomichanias Dianellou Bergopoulou”.

O trabalho, entretanto, ficou em segundo plano para Poulias. Desde a chegada, ele se envolveu em assuntos relacionados ao futebol, que na época era prática comum entre os operários. Ele frequentava os jogos realizados na área de Bastion, região rodeada por vários grupos de bairros. Um desses locais, Aetos, possuía uma equipe de futebol liderada pelos irmãos Symeonidis, Diomedes e Christos. Poulias ficou imediatamente encantando com o talento dos dois e, dessa admiração, surgira uma profunda e sincera amizade. Tanto que, nos anos que se seguiram, os três ajudaram na criação de vários clubes de futebol em Nicosia.

Em 1926, Poulias e os irmãos Symeonidis tiveram a ideia de integrar todos os entusiastas e amantes do futebol em torno de uma só agremiação. Convocou, então, uma reunião na pastelaria X'Ioanou Haralambos para debater o assunto. Pouco depois, uma assembleia deferiu a nova associação de futebol da capital, nomeada “POEL”, e Poulias foi eleito por unanimidade como o seu primeiro presidente. Além dele, Christodoulos Pikis foi selecionado para o cargo de secretário-geral. As primeiras deliberações da nova diretoria foram escolher uma sede, “Athinaion”, situada na própria Rua Ledra, e oficializar a pastelaria X'Ioanou Haralambos como fórum das assembleias.

Depois de uma viagem da equipe ao Kuwait para uma série de amistosos, o “POEL” foi rebatizado em 1928 e passou a se chamar “APOEL”, com o acréscimo da palavra “Athlitikos” (“Atlético”, em português). Isso porque, dado o excelente desempenho físico dos jogadores em campo, os dirigentes pensaram em expandir a marca do clube para outros esportes, a começar pelo atletismo. Dessa forma, o APOEL ganhou representações no atletismo, no vôlei e no tênis de mesa. Anos mais tarde, em setembro de 1934, o clube foi decisivo para a criação da Federação de Futebol do Chipre (KOP), um passo fundamental rumo à profissionalização. Em novembro do mesmo ano, fora realizada a primeira partida oficial: vitória por 1 a 0 do APOEL sobre o EPA, com gol de Avraamidi Pambos, o primeiro jogador da história do clube a marcar um gol em jogos oficiais.

O primeiro Campeonato Cipriota de Futebol foi organizado em 1936. O APOEL confirmou o favoritismo e faturou um título inédito em todos os sentidos, tanto para o país quanto para o clube. A euforia perdurou pelos anos seguintes, mas foi gravemente abalada em 1948, ano em que a ilha sofreu com uma guerra civil.

A agremiação também foi afetada pelo maniqueísmo político, o que resultou em uma ruptura: os jogadores Lympouris, Tsialis, Gogakis, X'Basileiou e Christodoulou, todos favoráveis à “esquerda”, foram punidos pela direção do clube por conta do posicionamento político. Dessa forma, eles resolveram criar uma nova associação, o Omonoia (Athlitikos Sullogos Omonoia Lefkosias), fundado em 4 de junho de 1948 e que até hoje é considerado o maior rival do APOEL.

A década de 70 foi simplesmente mágica para os entusiastas do APOEL. Dez anos depois de se tornar o primeiro clube cipriota a ser escolhido para a Taça da Europa, a equipe comandada pelo então treinador Panos Markovits conseguiu uma dobradinha na temporada 1972-1973 ao conquistar o título nacional e o da Copa do Chipre, o que não acontecia desde 1947. No ano seguinte, conseguiu um efeito inesquecível ao participar do competitivo Campeonato Grego e terminar a competição na 13ª colocação, com 27 pontos em 34 jogos – foram 11 vitórias, 5 empates e 18 derrotas, 39 gols pró e 48 gols contra –, tornando-se o primeiro clube do Chipre a não ser rebaixado na competição. O elenco tinha alguns dos jogadores que se tornariam os principais ídolos do APOEL, tais como Andreas Stylianou, Leonidas, George Pantziaras, Kritikos e Timothy.

A trajetória de sucesso do APOEL não foi o bastante para impulsionar uma total profissionalização do futebol no Chipre, o que perdurou até a década de 80. Os clubes trabalhavam com orçamentos irrisórios e os jogadores recebiam salários bem inferiores se comparados à realidade do futebol europeu. O próprio APOEL passou por uma grave crise financeira e suas dívidas chegaram à casa dos sete dígitos.

Mas as coisas começaram a mudar nos anos 90. Em 1997, o presidente da agremiação, Mike Ioannides, teve uma ideia inovadora: criar uma empresa pública que operasse departamentos financeiros e de gestão e que fosse independente do clube. Em maio, o APOEL passou a funcionar no formato clube-empresa – APOEL FC LTDA – por meio de um contrato de cinco anos, estipulado em 600 mil euros. Depois de gerir o novo empreendimento até 2000, o presidente Mike Ioannides foi substituído por Charis Papanastasiou, que ficou até 2001. Depois dele, foram eleitos Padromos Petrides (2001-2006) e Kyriakos Zivanaris, que está no cargo desde 2006.