Os atletas profissionais trabalham quase sempre dentro de suas capacidades máximas, o que por sua vez os torna mais vulneráveis aos efeitos da desidratação. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Castilla la Mancha (UCLM) revelou que 91% dos atletas profissionais de basquete, vôlei e handebol já estão desidratados quando começam a treinar.
“A desidratação afeta negativamente o desempenho esportivo, mesmo quando o nível de desidratação é baixo (tal como uma perda de 2% do peso corporal através da transpiração)”, disse o pesquisador Ricardo Mora Rodríguez.
Muito já se estudou sobre a desidratação em esportes praticados ao ar livre, mas muito pouca informação científica havia até então sobre o efeito da desidratação em esportes praticados em quadras cobertas. Este novo estudo, publicado no European Journal of Sport Science, calculou a perda de liquidos e sais do corpo em atletas profissionais do basquete, vôlei e handebol.
“Apesar de se tratarem de esportes praticados em quadras cobertas, o ritmo desses esportes faz com que os atletas suem muito”, disse Mora Rodríguez. Alguns jogadores chegam a perder aproximadamente 1,8 litro por hora através da transpiração.
Os pesquisadores analisaram como os atletas profissionais repõem os líquidos corporais perdidos ao beber líquidos durante os treinos e o grau de desidratação “herdado” do dia anterior (ou seja, eles já começam a sessão de treinamento desidratados).
Ao todo foram estudados atletas de quatro times profissionais. Desses apenas 43 jogadores conseguiram repor 63% dos fluídos que haviam perdido durante a transpiração. Como resultado, o nível de desidratação deles manteve-se abaixo de 2%.
De acordo com dados extraídos da urina dos atletas, 91% deles começaram seus treinamentos levemente desidratados. Além disso, o total de sódio perdido através da transpiração atingiu uma média de 1,3 g por jogador. Vale lembrar que atletas profissionais dos esportes em questão chegam a perder 1,4 litros de suor por hora.
Publicado em 20 de outubro de 2010.





