Os primeiros grandes ídolos do Atlético de Madrid apareceram na começo da década de 1940, justamente quando o clube conquistou seus primeiro títulos. Na temporada 1940/41, o atacante Pruden chamou a atenção com a camisa alvirrubra. O espanhol, nascido em Salamanca, marcou 33 gols no ano do bicampeonato do Atlético. Na temporada seguinte, porém, frustrou os torcedores ao mudar-se para o Real Madrid, rival local do clube, onde ficou por cinco campeonatos.
No começo da década de 1950, quando o Atlético de Madrid conseguiu seu segundo bicampeonato nacional, quem chamava atenção era Adrián Escudero. Nos anos dos títulos (1949/50 e 1950/51) ele marcou 28 gols em 49 partidas, média de mais de 0,5 por jogo. Além disso, ficou marcado pela longevidade na equipe. Ele atuou com a camisa alvirrubra em treze temporadas entre 1945 e 1957.
Depois da passagem de Escudero pelo clube, um brasileiro herdaria o posto de artilheiro. Impressionado com a postura do atacante na conquista da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, o Atlético de Madrid contratou Vavá, e não se arrependeu. Foram três temporadas pelo time da capital, com 21 gols marcados, que colocaram o jogador no rol de ídolos.
O maior nome da história do Atlético de Madrid, porém, surgiu na segunda metade dos anos 1960. Campeão espanhol em três oportunidades com o clube alvirrubro, o atacante José Eulogio Gárate também conseguiu ser o artilheiro da competição nacional em três oportunidades (entre 1968/69 e 1970/71). Também participou do time que foi vice-campeão da Liga dos Campeões e campeão mundial em 1974.
O maior artilheiro da história do Atlético de Madrid é o atacante Adrián Escudero, que, com a camisa do clube da capital espanhola, balançou as redes adversárias em 170 oportunidades. O jogador defendeu o clube de 1945 a 1958. Neste período, ele participou com destaque do bicampeonato espanhol nas temporadas 1949/50 e 1950/51. Ao todo, Escudero marcou 152 gols no Campeonato Espanhol e 18 na Copa da Espanha, e até hoje é lembrado pela diretoria do Atlético em constantes homenagens. |
Ao seu lado, tinha Luís Aragonés. Os dois formaram a melhor dupla da história do clube. O meio-campista participou das mesmas conquistas que Gárate, e também ficou marcado como lenda do Atlético de Madrid. No título de 1976/77, Gárate ainda teve companhia de dois ex-palmeirenses que também ficaram marcados no Atlético de Madrid. O zagueiro Luís Pereira e o atacante Leivinha fizeram sucesso com a camisa alvirrubra, e são considerados lendas no clube.
Se passou seu auge nos anos 1970, o clube alvirrubro viveu momentos mais tensos nas décadas seguintes. Não obteve títulos até 1995/96. Naquela época, quem se destacou foi o meio-campista argentino Diego Simeone. O volante participou da conquista do Campeonato Espanhol e da Copa da Espanha com a camisa do Atlético de Madrid.

Imagem cedida pelo Clúb Atlético de Madrid
Crédito: Ángel Gutierrez/ Atlético de Madrid/ Divulgação
Brasileiros no Atlético de Madrid
Atualmente, o Atlético de Madrid conta com quatro brasileiros em seu elenco. Contratado do Santos, o meio-campista Cléber Santana foi para o clube da capital espanhola com o objetivo de se firmar no futebol europeu e repetir as boas atuações na função de segundo volante que se aproxima mais dos atacantes.
Ao seu lado, terá Thiago Motta. Depois de várias temporadas defendendo o Barcelona, o volante foi negociado com o Atlético de Madrid em 2007, principalmente para conseguir jogar com mais freqüência.
Além de Thiago Motta e Cléber Santana, integram o elenco do Atlético de Madrid os brasileiros Diego da Silva e Paulo Assunção.
Títulos
Campeonato Espanhol
| 1939/40 | 1940/41 | 1949/50 | 1950/51 | 1965/66 | 1969/70 | 1972/73 | 1976/77 | 1995/96 |
Copa da Espanha
| 1959/60 | 1960/61 | 1964/65 | 1971/72 | 1975/76 | 1984/85 | 1990/91 | 1991/92 | 1995/96 |
Recopa da Europa
| 1961/62 |
Mundial Interclubes
| 1974 |