História

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Fundado em 1908 por um grupo de estudantes, o atual Clube Atlético Mineiro, à época Athlético Mineiro Football Club, é um dos maiores clubes de futebol de Minas Gerais e também do país. No âmbito estadual, é uma das principais potências desde a sua criação.

Prova disso é que o primeiro jogo do clube foi logo contra o Sport, melhor time de Belo Horizonte do começo do século 20. Com uma vitória por 3 a 0, o Alvinegro começou a escrever sua história rica em conquistas e ídolos. As primeiras vieram na década de 10. Em 1915, foi disputado o primeiro Campeonato da Cidade, competição que equivalia a um Estadual, e o Atlético sagrou-se campeão, vencendo o América na decisão.

Atlético-MG

Nome: Clube Atlético Mineiro

Apelido: Galo

Data de fundação: 1908

Localização: Av. Olegário Maciel, 1516, Lourdes; Belo Horizonte-MG

Estádio: Mineirão

Maior Artilheiro: Reinaldo (255 gols)

Principais Títulos

Campeonato Mineiro: (39) 1915, 1926, 1927, 1931, 1932, 1936, 1938, 1939, 1941, 1942, 1946, 1947, 1949, 1950, 1952, 1953, 1954, 1955, 1956, 1958, 1962, 1963, 1970, 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986, 1988, 1989, 1991, 1995, 1999, 2000 e 2007.

Campeonato Brasileiro: (1) 1971.

Copa Conmebol: (2) 1992 e 1997.

Destaque na temporada 2007: Éder Luís

*ACOMPANHE AQUI OS RESULTADOS DO CAMPEONATO MINEIRO

O Alviverde, aliás, seria o principal adversário do Galo na primeira metade do século, quando o Cruzeiro, atual arqui-rival, era apenas um sonho. Depois de estrear o lugar mais alto do pódio mineiro, o Atlético assistiu ao desfile de conquistas do América. Foram dez na seqüência (inédita até hoje), quebrada justamente pela equipe alvinegra em 1926, que começava a montar seu primeiro grande esquadrão.

Com Said, Jairo e Mário de Castro, o Galo venceu ainda os campeonatos de 1927 e 1931. Este último ainda deu ao clube uma glória individual única. Foi o primeiro atleta chamado à seleção brasileira em atuação por um clube fora do eixo Rio-São Paulo. Para aumentar ainda mais sua identificação com a torcida (que já era grande à época), recusou o convite, por só querer vestir a camisa atleticana.

As arquibancadas foram ao delírio. Elas eram, e são, aliás, um capítulo à parte na história da agremiação. Ao contrário do padrão em tempos de profissionalização do futebol, o Galo procurava não ser elitista. Tentava sempre agradar a todas as classes sociais e, por isso, ficou famoso por ser o time do povo em Minas Gerais.

Para a consolidação dessa posição ser completa, bastavam os títulos, que chegaram. Só na década de 1930 foram cinco (1931, 1932, 1936, 1938 e 1939), com Kafunga e Guará no comando da equipe. Além disso, venceu um dos primeiros torneios nacionais que já existiu. Foi a Copa dos Campeões do Brasil, em 1937, que reuniu os vencedores de Estaduais em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

Com o América em crise, com jejum de títulos, e o Cruzeiro começando a crescer, o Atlético era o maior time de Minas Gerais já no início da década de 40.

Naquele período, venceu mais seis Estaduais (1941, 1942, 1946, 1947, 1949 e 1950), contra três do Cruzeiro (1943 a 1945) e apenas um do América (1948). Os ídolos eram vários. Lero, Tião e Nívio garantiam as alegrias.

O auge veio em 1950. Consolidado como potência, foi à Europa para o Torneio de Inverno da Alemanha, que incluía Munich 1860, Hamburgo e Werder Bremen. Com vitória em terras germânicas e triunfos contra times de França, Luxemburgo, Áustria e Bélgica, o Atlético voltou como “Campeão do Gelo”, em referência ao clima sob o qual as partidas foram disputadas. A “taça” simbólica está presente no hino da agremiação.

Na seqüência, de volta ao território nacional, o Galo foi pentacampeão mineiro, entre 1952 e 1956, com Tomazinho, Ubaldo e Vavá na equipe. O Atlético, absoluto no Estado até então, começava a ver o rival Cruzeiro crescer em termos de conquistas. Muito se fala sobre o crescimento celeste a partir de 1965, quando foi inaugurado o Mineirão.


Imagem cedida pelo Clube Atlético Mineiro
Atlético Mineiro/Divulgação

Antes disso, porém, o futebol nas Alterosas já era equilibrado. Mais precisamente desde 1958, quando o Estadual deixou de ser conhecido como Campeonato da Cidade passando a Campeonato Mineiro. Dali até 1965 foram três conquistas de cada lado, e um tri para a Raposa. Afirmava-se, então, uma poderosa rivalidade, que hoje é uma das maiores do país.

Na década de 1960, enquanto o Cruzeiro montava o melhor time de sua história, o Atlético aguardava o momento certo para dar o bote. Com Dadá Maravilha, Grapete e Humberto Ramos no elenco, o Galo conseguiu uma façanha em 1969, ao bater a seleção brasileira que viria a ser campeã mundial no ano seguinte, com Pelé, Tostão, Gérson, Rivellino e Jairzinho em campo, em um amistoso por 2 a 1, com gols de Amauri de Dadá.

Era o prenúncio do que viria logo a seguir. Em 1971, no primeiro Campeonato Brasileiro organizado no país com esse nome, o Atlético sagrou-se vencedor, ao bater São Paulo e Botafogo em um triangular final, com Dadá Maravilha, um dos maiores artilheiros da história do clube, como principal expoente.

Há quem diga, porém, que esse não foi o principal acontecimento alvinegro em 1971. É lógico que esse é um exagero, mas a subida de Reinaldo aos profissionais deve ser relembrada com carinho. O maior jogador que já vestiu a camisa alvinegra começou naquela temporada sua trajetória vitoriosa.

Ao longo dos anos 70, faria parte da montagem de um time preparado para vencer, que quase conquistaria novamente o Brasil em 1977. Depois de uma campanha quase impecável, invicta, o Galo de João Leite, Luizinho e Toninho Cerezo perderia a final do Nacional nos pênaltis para um guerreiro São Paulo.

Era apenas a primeira das decepções. Em 1980, o Atlético-MG, com Éder somado ao time de 1977, foi à decisão contra o Flamengo, de Zico, Júnior, Adílio, Andrade, Leandro e Nunes. Depois de vencer no Mineirão por 1 a 0, o Galo foi ao Rio de Janeiro e perdeu por 3 a 2, ficando mais uma vez com o vice.

Como consolação, o domínio estadual. Na sua época de ouro, o Alvinegro venceu o Mineiro seis vezes seguidas, entre 1978 e 1983. Também subiu ao lugar mais alto do pódio em 1985, 1986, 1988 e 1989, mesmo com o time de glórias já em decadência. Além do domínio regional, o Galo também conseguia bons resultados no Brasileirão, apesar de não vencer.

Na década de 90, as coisas começariam a mudar. Principalmente por causa do crescimento do Cruzeiro, que conseguiu a façanha de passar 15 anos vencendo pelo menos um título por ano. O Atlético, então, ficou por baixo. Venceu apenas três Estaduais (1991, 1995 e 1999), e se destacou nacionalmente em poucas oportunidades. Uma delas foi em 1999, quando, com Guilherme e Marques formando a dupla de ataque, foi à final do Nacional, perdendo para o poderoso Corinthians, que sagrava-se bi.

Se não dava alegrias à torcida no fim do século 20, não seria diferente no 21. Os anos 2000 até o momento não são nada bons para o Galo. Sempre com equipes medianas, brigou ainda menos por títulos com a implantação dos pontos corridos em 2003. Pior que isso, fez más campanhas em 2004 e 2005 e acabou sendo rebaixado no último ano.

O fundo do poço parece ter balançado o torcedor. Com uma campanha segura em campo e muita força nas arquibancadas, o Atlético subiu em 2006 ameaçando voltar aos seus tempos de glória. A manutenção da diretoria que caiu com a equipe, porém, não deixou que nada mudasse de verdade. Assim, o Alvinegro não fez muito em 2007. Viu o Cruzeiro ir à Libertadores e apenas brigou por Sul-Americana. Como consolo, triunfou no Mineiro com um 4 a 0 no primeiro jogo da final, que abalou as estruturas celestes à época.

Mascote

A mascote do Atlético-MG é o galo, que, assim como os símbolos de outros clubes mineiros, partiu de Fernando “Mangabeira”. Em 1945, o chargista criou a ligação por causa de um animal muito conhecida em rinhas na década anterior, que brigava muito e sempre vencia. Por ver o Alvinegro em campo da mesma forma, imortalizou a ave.


Mascote do Atlético Mineiro