Nome: Clube Atlético Paranaense Apelido: Furacão Data de fundação: 1924 Localização: Rua Buenos Aires, 1260 - Água Verde/ PR Estádio: Kyocera Arena Maior artilheiro: Sicupira (131 gols) Principais títulos Campeonato Brasileiro (1): 2001 Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão (1): 1995 Campeonato Estadual Paranaense (22): 1925, 1929, 1930, 1934, 1936, 1940, 1943, *ACOMPANHE AQUI OS RESULTADOS DO CAMPEONATO PARANAENSE |
O campeão da segunda divisão, o Universal, aproveitou o desentendimento e reivindicou a vaga para jogar, no lugar do América, a primeira divisão. Apesar de Ernesto de Moura Brito, jogador americano, ter quitado a pendência, a confusão já estava formada.
A federação, então, determinou que haveria um jogo entre Universal e América. A partida estava transcorrendo normalmente e o placar era de 3 a 3, quando um pênalti foi marcado contra os americanos.
Após muita discussão, o América decidiu abandonar a partida e foi eliminado da divisão de elite do futebol paranaense. Logo depois do ocorrido, o clube decidiu se unir ao Internacional para tornar-se mais forte e disputar novos títulos.
A nova formação permitiu a estruturação de uma equipe forte, que logo em 1925, no seu segundo ano de existência, conquistou seu primeiro título estadual. Na final do campeonato, derrotou o Savóia e sagrou-se campeão, começando a se firmar como uns dos clubes mais tradicionais do Paraná.
Em 1949, surgiu o apelido de Furacão. Com um dos melhores times que o clube já teve, formado por craques como Caju, Jackson e Cireno, o time passou como um verdadeiro vendaval sobre os adversários, aplicando diversas goleadas e conquistando mais um título estadual.
O Atlético-PR continuou com um bom desempenho nos campeonatos estaduais, conquistando no total de 21 títulos. Porém, entre 1950 e 1982 a equipe obteve apenas dois troféus, pouco para um clube acostumado com grandes conquistas.
Um dos grandes motivos para o jejum de títulos foi uma forte crise que atingiu o clube na década de 60. Problemas financeiros e má administração resultaram em uma campanha pífia, condenando o time ao rebaixamento para a segunda divisão estadual.
Mas para a alegria dos atleticanos, o saudoso Jofre Cabral e Silva assumiu a presidência do clube. Ele foi o responsável por reerguer o abatido Atlético.
Jofre deixou um legado importante ao Atlético, uma boa infra-estrutura e a contratação de reforços. Graças a ele Djalma Santos, que se tornou amigo do presidente, veio para o clube em 1970. Após 12 anos de jejum, contando com estrelas como o artilheiro Sucupira, que fez 20 gols, o Rubro-negro foi o grande campeão estadual.
Imagem cedida pelo Clube Atlético Paranaense
Atlético/Divulgação
Arena da Baixada
Também conhecido como Furacão, só voltaria a soprar os ventos da vitória em 1982 com uma nova conquista do Estadual. Neste ano, o clube contou com uma das duplas de ataque mais lembradas pelos torcedores, o "casal 20", Assis e Washington.
Outro momento difícil para a agremiação aconteceu em 1993. O clube fez uma campanha para ser esquecida e acabou sendo rebaixado no Campeonato Brasileiro, obtendo somente em 1995 o título e o retorno à primeira divisão.
Com a dupla de atacantes formada por Paulo Rink e Oséas, no ano de reestréia na Primeira Divisão, o Atlético Paranaense ficou em oitavo, iniciando sua ascendente trajetória no cenário nacional. Sinal de tempos melhores para os atleticanos.
Em 1997, o antigo estádio Joaquim Américo foi demolido para a construção de um dos mais modernos estádios brasileiros. Erguido em menos de dois anos, o novo estádio, a Arena da Baixada, passou a ser referência nacional. Assim, o Atlético passou a jogar em um estádio digno de sua grandeza e que podia comportar, confortavelmente, seus muitos torcedores.
A grande consagração viria em 2001. Após ganhar o Campeonato Estadual Paranaense, o clube conquistou o Campeonato Brasileiro batendo na final a surpresa da competição, o São Caetano. Em 2004, o clube chegaria perto novamente, mas acabou ficando com o vice-campeonato.
Com o sucesso na competição nacional, vieram as participações na Taça Libertadores da América. Nas três edições que disputou, sua melhor campanha foi o vice-campeonato, alcançado em 2005, quando foi derrotado pelo São Paulo, em uma final marcada por muita emoção.
O fato curioso desta decisão é que o Atlético não pôde jogar a primeira partida em seu estádio, pois o regulamento exigia 40 mil lugares, disposição que a Arena da Baixada ainda não possuía. Apesar dos esforços dos dirigentes, que construíram arquibancadas tubulares para aumentar a capacidade da Arena da Baixada, a primeira partida foi realizada no Beira Rio, casa do Internacional-RS.
MASCOTE
O Clube Atlético Paranaense tem duas figuras que simbolizam a entidade. A primeira mascote, o “Cartolinha”, simboliza a força e a grandeza da agremiação.
Cartolinha, primeira mascote do Atlético-PR
Porém, em 1949, após ser apelidado de “Furacão”, devido a uma belíssima campanha no Campeonato Estadual, o time ganhou outra mascote.
Furacão, segunda mascote do Atlético-PR