A primeira estrela a brilhar em campo pelo Atlético foi Alberto Gottardi. Ele defendeu a agremiação por sete anos, sendo considerado um dos melhores goleiros que o Estado do Paraná já teve. Além disso, quando parou de jogar, seu irmão Alfredo Gottardi, o Caju, assumiu a posição e seus filhos, Rui, a Maquininha do Atlético, Aldir e Almir chegaram a jogar também no clube.
Caju conseguiu feitos incríveis e chegou a ser titular pela seleção brasileira na Copa Sul-Americana, deixando no banco Aymoré Moreira. Por sua habilidade debaixo das traves, ganhou o apelido de Majestade do Arco. Foi campeão Estadual pelo Atlético em 1934, 1936, 1940, 1943, 1945 e 1949, além de ser o diretor e treinador do time campeão de 1958.
Otávio Zanetti também é uma das figuras marcantes na trajetória do Furacão. É considerado um dos melhores zagueiros da história do clube, ajudando a equipe atleticana conquistar títulos durante 13 anos que serviu o rubro-negro. Era um defensor viril, porém leal e que os adversários viam como um grande obstáculo.
Djalma Santos, um dos maiores laterais que o mundo já conheceu, campeão do mundo em 1958 e 1962, encerrou sua carreira no Atlético-PR. Mesmo com 40 anos, demonstrava um fôlego incomum, além do seu velho e conhecido futebol. Em 1970, o jogador conseguiu o último título de sua carreira, o Campeonato Estadual Paranaense.
Imagem cedida pelo Clube Atlético Paranaense
Atlético/Divulgação
O meio-campo do Atlético sente saudades do habilidoso meia Nilson Borges. Era um driblador, um articulador e um artilheiro, um dos melhores jogadores da história do clube. Seu entrosamento com o artilheiro Sicupira renderam vários títulos ao clube.
E é do próprio Sicupira o status de maior ídolo da agremiação. Com o número 8 às costas, o craque marcou 131 gols pelo clube (décadas de 60 e 70) e, até hoje, é o jogador que mais balançou as redes dos adversários vestindo a camisa rubro-negra.
A dupla de atacantes Washington e Assis, também conhecida como "Casal 20", encantou os torcedores do Atlético. Eles foram responsáveis pela quebra de um longo jejum de 12 anos sem conquistar títulos importantes. Seu sucesso foi tão repentino que os dois foram campeões Estaduais pelo Atlético em 1982 e em 1983 foram vendidos para o Fluminense, onde conquistaram o título do Campeonato Brasileiro de 1984 e o tri estadual – 1983,1984 e 1985.
Outra parceria que deu certo no ataque atleticano foi Paulo Rink e Oséas. Eles ajudaram a equipe no retorno à primeira divisão. Os dois marcaram muitos gols pelo Atlético e logo se projetaram. Paulo Rink que também possuía cidadania alemã, chegou a ter algumas convocações para a seleção da Alemanha. Oséas ficou lembrando pelas suas irreverentes tranças e se tornou ídolo do Palmeiras, onde conquistou uma Libertadores e outros títulos.
O craque Sicupira, vestindo a camisa 8 rubro-negra, marcou 131 gols pelo Atlético Clube Paranaense, tornando-se o maior artilheiro da história da agremiação. |
Principais títulos
Campeonato Brasileiro
2001
Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão
1995
Campeonato Estadual Paranaense
1925
1929
1930
1934
1936
1940
1943
1945
1949
1958
1970
1982
1983
1985
1988
1990
1998
2000
2001
2002
2005
2009