A participação brasileira na história dos jogos

A primeira participação do atletismo brasileiro nas Olimpíadas ocorreu quatro anos após a estréia do país nos Jogos. Em 1924, na cidade de Paris, apenas 12 atletas representaram o Brasil, sendo que um deles era Alfredo Gomes, competidor do extinto cross-country.

Em Los Angeles, nos Jogos de 1932, o substancial aumento no número de brasileiros que foram disputar as competições não traduziu-se em medalhas. Porém, o atletismo novamente contou com um de seus esportistas para carregar a bandeira do país: Antônio Pereira Lira. Nesse ano, a modalidade mostrou relativa evolução - o atleta Lúcio de Almeida Castro conquistou o sexto lugar no salto com vara.

Em 1936,  ano em que o esportista negro norte-americano Jessé Owens conquistou quatro medalhas de ouro na Berlim dominada pelo nazismo, o Brasil também foi bem. Silvio Magalhães Padilha, que anos mais tarde se tornaria presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), terminou a competição dos 400 metros com barreiras em quinto lugar.

Um dos maiores ícones do atletismo brasileiro começou sua trajetória vitoriosa na Olimpíada de Helsinque, na Finlândia, em 1952. Adhemar Ferreira da Silva bateu o recorde mundial e levou a medalha de ouro no salto triplo. Com um salto de 16,22 metros, o atleta foi o primeiro representante do país a subir no lugar mais alto do pódio olímpico. Outro bom resultado também foi obtido por José Telles da Conceição, que ficou com a medalha de bronze no salto em altura, atingindo a marca de 1,98 metro.

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Imagem cedida pela Confederação Brasileira de Atletismo
Adhemar Ferreira da Silva


Quatro anos mais tarde, Adhemar Ferreira da Silva repetiu o feito de Helsinque e, em Melbourne, na Austrália, ganhou mais uma medalha de ouro.

Nos Jogos de Tóquio, em 1964, o Brasil mandou para o Japão apenas um representante no atletismo. Aída dos Santos atravessou o mundo para competir no salto em altura e, sem treinador, conquistou um excelente quarto lugar.

A tradição brasileira nos Jogos Olímpicos se manteve em 1968, na Cidade do México. Por alguns instantes, Nelson Prudêncio, além da vitória, estava garantindo o recorde mundial do salto triplo. Porém, o soviético Viktor Saneyev ultrapassou o brasileiro, que ficou com a prata. Ele repetiria a boa exibição quatro anos  depois ao garantir a medalha de bronze na Olimpíada de Munique, na Alemanha.

Em 1976, na Olimpíada de Montreal, no Canadá, o Brasil se viu diante da possibilidade de conquistar mais uma medalha de ouro no salto triplo. João do Pulo era recordista mundial, feito conseguido em 1975, e foi para a disputa como favorito. Porém, o atleta não repetiu o mesmo salto e ficou com o terceiro lugar.

Após algum tempo sem nenhum resultado expressivo no atletismo, o Brasil voltou com força em 1984, em Los Angeles. Joaquim Cruz não só conquistou a medalha de ouro nos 800 metros rasos para a delegação brasileira como também estabeleceu o recorde mundial da modalidade, com o tempo de 1min43s, que perdurou até os Jogos de Atlanta, em 1996.

Joaquim Cruz, quatro anos mais tarde, em Seul, na Coréia do Sul, terminou a prova em segundo lugar. Outra boa surpresa foi Robson Caetano, que ficou com a medalha de bronze nos 200 metros rasos.

Em 1996, nos Jogos de Atlanta, nos Estados Unidos, o revezamento brasileiro conquistou sua primeira medalha olímpica. O time composto por André Domingos, Arnaldo Oliveira, Edson Luciano e Robson Caetano terminou a competição dos 4 x 100 metros rasos em terceiro lugar, garantindo a medalha de bronze.

Quatro anos mais tarde, com praticamente o mesmo time, o Brasil melhorou seu desempenho no revezamento e ficou com a prata. O grupo, dessa vez, possuía André Domingos e Edson Luciano (dois remanescentes da conquista nos Estados Unidos), além de Claudinei Quirino e Vicente Lenilson.

Na volta da Olimpíada de Atenas, na Grécia, em 2004, o Brasil foi protagonista de um dos episódios mais emblemáticos da história dos Jogos. Vanderlei Cordeiro de Lima liderava  a maratona e caminhava firme para conquistar a medalha de ouro. Mas, por volta do km 36 o atleta foi atacado por um padre irlandês e perdeu o ritmo da prova. O brasileiro, dando mostras de espírito olímpico, levantou-se e continuou competindo, terminado em terceiro lugar. Esse ato lhe rendeu a medalha Barão Pierre de Coubertin, de mérito olímpico.

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Imagem cedida pela Confederação Brasileira de Atletismo
Vanderlei Cordeiro de Lima

Em 2008, a atleta brasileira Maurren Maggi conquistou um feito inédito ao conquistar a medalha de ouro no salto em distância, a primeira medalha de ouro do atletismo brasileiro.