Ídolos, títulos e artilharia

O primeiro grande jogador do Barcelona foi, curiosamente, o seu próprio fundador. Em quatro anos, o suíço Hans Gumper fez 51 partidas e marcou 120 gols, marca impressionante para o futebol atual. Depois disso, o empresário ainda presidiu o clube em cinco oportunidades no começo do século 20.

Em termos de gols, no entanto, ninguém supera o filipino Paulino Alcantara. O jogador, que atuou entre 1912 e 1927 no Barcelona, é o maior artilheiro do clube azul-grená. Depois de se aposentar, Paulino chegou a ser diretor de futebol da equipe.

Artilharia

O maior artilheiro da história do Barcelona é o filipino Paulino Alcantara, com 357 gols marcados em 357 jogos, e a incrível média de um gol marcado por jogo em 15 temporadas disputadas com a camisa do clube da Catalunha.

Nesse período, Alcantara conquistou cinco Copas da Espanha e dez Campeonatos Catalães. Ficou marcado principalmente pela força de seu chute. Em 1922, defendendo a Espanha (ele já havia se naturalizado) em uma partida contra a França, o atacante chegou a furar uma rede com a potência que impôs à bola.

Depois de se aposentar do futebol, em 1927, Paulino Alcantara se formou em medicina. Posteriormente, na década de 1930, foi membro do corpo de dirigentes do Barcelona.

Após a saída de Paulino, o Barcelona passou por um momento delicado por causa dos problemas como governo espanhol, e só voltou a ter um time competitivo na segunda metade da década de 1940. Naquele momento, o grande ídolo do clube era Josep Éscola. O atacante, conhecido como gentleman do futebol, conquistou três títulos espanhóis com o Barcelona, e se destacou pelo número de gols marcados. Foram 223 em apenas 253 jogos, com média de quase um por confronto. Éscola foi um dos atletas que, em 1936, teve de ficar exilado na França para não ser morto pela ditadura de Francisco Franco, que perseguia os catalães por motivos políticos.

A saída de Éscola, em 1949, no entanto, não foi tão sentida pela torcida. Isso porque logo na temporada seguinte o meia húngaro Ladislau Kubala chegou ao Barça. Com o estrangeiro no comando do time, o Barcelona foi duas vezes bicampeão campeão espanhol, em 1951/52 e 1952/53 e em 1958/59 e 1959/60. Em 11 temporadas, Kubala marcou 274 gols em 345 confrontos.

Depois da saída de Kubala, em 1961, o Barcelona passou por mais um momento complicado. Na década de 1960, com o domínio do Real Madrid, o time não conseguiu nenhum título sequer do Campeonato Espanhol. O retorno das glórias só aconteceria muitos anos depois, mais precisamente em 1973.

Foi exatamente nesse ano que o holandês Johan Cruyff chegou ao clube para se tornar o maior jogador da história do Barcelona. Credenciado pelas três conquistas de Ligas dos Campeões com o Ajax, clube que o revelou, o meia chegou ao Camp Nou no auge da sua brilhante carreira. Suas melhores atuações pela seleção holandesa (no vice-campeonato da Copa do Mundo de 1974), conhecida como “Laranja Mecânica”, foram no período em que esteve no Barcelona. No clube, porém, conquistou apenas um título importante, o Campeonato Espanhol de 1973/74.

Criou no time, porém, uma tradição de jogadores holandeses. Logo em 1974, viu Johan Neeskens ser contratado. O centroavante foi peça fundamental na conquista do primeiro título europeu do Barça (a Recopa de 1979, logo depois da saída de Cruyff).


Imagem cedida pelo Barcelona
Barcelona/Divulgação
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Em 1980, o grande expoente do time azul-grená foi o argentino Diego Maradona. Depois de boas temporadas no Boca Juniors, de Buenos Aires, o lendário meia foi comprado pelo Barça, e fez curto sucesso no clube. Conseguiu um Campeonato Espanhol (em 1982/83) e mostrou bom futebol, mas teve seguidas lesões e, depois de uma grande briga em uma final da Copa do Rei (em um confronto ante o Athletic Bilbao) decidiu transferir-se para o Napoli, da Itália, onde encontrou seu auge.

Posteriormente, um zagueiro holandês ajudaria o Barça na conquista do seu maior título. Em 1992, Ronald Koeman comandou o time que venceu a Liga dos Campeões. Foi ele quem marcou o gol decisivo para a taça, contra a italiana Sampdoria, confirmando seu talento ofensivo. Apesar de ser zagueiro, Koeman marcou 102 gols em 345 partidas.

Essa equipe em questão ficou conhecida como “time dos sonhos” pelo número de estrelas. Além de Koeman, o Barcelona contava com o búlgaro Hristo Stoichkov e os espanhois Guillermo Amor e Josep Guardiola, outras lendas do clube.

Anos depois o Barcelona veria uma legião de brasileiros ganhar espaço. O primeiro foi o atacante Romário. Sob o comando de Johan Cruyff, então técnico da equipe, o atacante se notabilizou pelo jeito irreverente e pelo elevado número de gols. Certa vez, Romário teria feito a seguinte aposta com Cruyff: se marcasse três gols em uma partida ganharia alguns dias extras de folga. Conseguiu o feito e impressionou o treinador, que depois o definiria como o “gênio da grande área”. No Barcelona, o atacante foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa, em 1994, ano em que também foi campeão do mundo pela seleção brasileira.

Logo na seqüência, outro brasileiro conquistou a torcida do Barca. Trata-se do atacante Ronaldo. O atleta chegou ao clube em 1996, logo após as Olimpíadas de Atlanta, nos Estados Unidos, e brilhou logo na primeira temporada, ao marcar 48 gols em 51 jogos, ajudando o Barça a conquistar a Recopa daquele ano. Foi eleito o melhor jogador pela Fifa em 1996, e logo no fim da temporada transferiu-se para a Inter de Milão, da Itália.

O espaço, no entanto, não ficou vago durante muito tempo. Rivaldo chegou ao Camp Nou em 1997, após boa passagem pelo Deportivo La Coruña, e logo conseguiu o bicampeonato espanhol (1997/98 e 1998/99). Em 1999, inclusive, o meia foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa.

De todos, porém, talvez o brasileiro que tenha feito mais sucesso é Ronaldinho Gaúcho. O meia chegou ao clube em 2003, e, depois de uma temporada de adaptação, tirou o Barcelona de uma fila de cinco anos sem títulos espanhóis. No ano seguinte, confirmaria seu nome na galeria dos maiores atletas do clube.

Ao lado de outros grandes nomes como Samuel Eto’o e Carles Puyol, conquistou o bi nacional (2004/05 e 2005/06) e a Liga dos Campeões da Europa em 2006, ao vencer o Arsenal em Paris. Foi eleito, em 2004 e 2005, o melhor jogador do mundo pela Fifa.

Na temporada 2008/09 o argentino Messi foi um dos destaques do Barcelona - ele foi artilheiro da Liga dos Campeões, com 9 gols.

Brasileiros no Barça

O Barcelona de 2008/09 é o menos brasileiro dos últimos anos. Isso porque o clube perdeu um de seus  maiores representantes de todos os tempos - Ronaldinho Gaúcho. O atleta brasileiro transferiu-se para o Milan para disputar o Campeonato Italiano 2008/09.

Mesmo assim, o clube azul-grená ainda tem dois brasileiros no elenco: Daniel Alves e Sylvinho.


Títulos

Liga dos Campeões

1991/92 2005/06 2008/09

Recopa Européia

1978/79 1981/82 1988/89 1996/97

Campeonato Espanhol

1928/29 1944/45 1947/48 1948/49 1951/52 1952/53
1958/59 1959/60 1973/74 1984/85 1990/91 1991/92
1992/93 1993/94 1997/98 1998/99 2004/05 2005/06
2008/09



Copa do Rei da Espanha

1909/10 1911/12 1912/13 1919/20 1921/22 1924/25
1925/26 1927/28 1941/42 1950/51 1951/52 1952/53
1956/57 1958/59 1962/63 1967/68 1970/71 1977/78
1980/81 1982/83 1987/88 1989/90 1996/97 1997/98
2008/09