![]() Imagem cedida Lyle Cameron Jr./ Larry Walsh AirTrash Carl Boenish, o fundador do Base Jumping moderno |
O nome "Base Jumping" é um acrônimo para os quatro tipos de objetos dos quais as pessoas podem pular.
![]() Imagem cedida National Park Service A ponte New River Gorge Bridge |
![]() Imagem licenciada pela Creative Commons Attribution ShareAlike 2.0 License O El Capitan no Parque Nacional Yosemite |
História
Houve alguns pulos a partir de objetos fixos nos anos 60 e 70, mas foram casos isolados que não tiveram um final feliz. Em 1966, dois praticantes de skydiving (queda-livre) pularam do El Capitan, mas o equipamento deles não era indicado para Base Jumping e eles se machucaram. Em 1975, uma pessoa saltou da torre sul do World Trade Center e foi presa [ref. (em inglês)].
O Base Jumping moderno foi inventado por Carl Boenish, em 1978. Ele se convenceu de que equipamentos modernos de skydiving eram propícios para um pulo seguro de El Capitan. Depois de explorar a área por alguns dias, Carl e quatro amigos subiram no topo do El Capitan e Carl os filmou saltando. Todos aterrissaram em segurança. Logo depois, Carl e outros pioneiros do Base Jumping chegaram ao acrônimo BASE para este tipo de pulo. Uma outra alternativa era Best Jumping (Bridge, Earth, Span e Tower, em português, ponte, terra, ponte e torre) [ref. (em inglês)].
Carl desenvolveu o sistema numérico de Base Jumping logo depois. Todas as pessoas que conseguem realizar um pulo são registradas em um caderno. Quando elas completam um pulo de cada tipo, recebem um número BASE em seqüência à última pessoa que completou os quatro tipos de pulo antes. O número de Carl era 4. Em 1984, ele morreu ao tentar fazer um pulo na Noruega. Ninguém testemunhou o pulo, mas aparentemente ele colidiu contra alguma formação rochosa [ref. (em inglês)].
Como fazer um Base Jumping
![]() Imagem cedida por USMC Os praticantes do Base Jumping moderno utilizam um pára-quedas "ram-air" para controlar a velocidade e direção da queda |
![]() Imagem cedida por USMC Os primeiros praticantes de Base Jumping utilizavam pára-quedas redondos, que não têm um controle tão bom quanto os pára-quedas retangulares "ram-air" |
O Base Jumping é uma variação da queda livre. Para uma boa explicação sobre queda livre e o equipamento utilizado, leia o artigo Como funciona a queda livre. Os praticantes de Base Jumping usam modernos pára-quedas "ram-air" (as pessoas que se machucaram em El Capitan em 1966 utilizam os pára-quedas redondos e isso foi um fator crucial para que os problemas acontecessem). Os pára-quedas "ram-air" são retangulares e têm mais controle da direção e velocidade uma vez que são acionados. Existe uma diferença básica entre os equipamentos de queda livre e Base Jumping. Por isso, os praticantes de Base Jumping precisam de equipamento e técnicas especiais. Um pára-quedas feito especialmente para Base Jumping custa entre US$1.200 e US$1.500.
Os praticantes de Base Jumping enfrentam dois problemas: baixa altitude e a proximidade do objeto que serve como base do pulo. Os praticantes de queda livre abrem seus pára-quedas a uma altura de 610 metros. Isso dá tempo para eles abrirem o pára-quedas gradualmente (reduzindo o risco da corda se enroscar e a pessoa ser puxada abruptamente) utilizando um dispositivo conhecido como slider. Isto também dá a eles um pouco de tempo para agir. Se acontecer qualquer problema com o pára-quedas, eles ainda podem abrir o pára-quedas reserva.
Vários praticantes de Base Jumping já começam muito abaixo de 610 metros. Alguns locais de pulo, como El Capitan e Angel Falls, na Venezuela, têm cerca de 900 metros, mas eles são exceção. Arranha-céus e torres de antenas geralmente têm de 300 a 450 metros de altura. Por causa disso, os praticantes têm de abrir os seus pára-quedas rapidamente.
Algumas modificações no equipamento básico de queda livre ajudam a realizar estes saltos perigosos. Por exemplo, alguns praticantes de Base Jumping utilizam pára-quedas auxiliares maiores. Estes são os pequenos pára-quedas que abrem antes do pára-quedas principal. Assim, eles pegam mais ar e abrem o pára-quedas principal mais rápido. Eles também são muito úteis porque os pulos em baixas altitudes forçam as pessoas a abrirem os seus pára-quedas em uma velocidade mais baixa, já que não caíram o suficiente para atingir a velocidade final de uma pessoa em queda livre (cerca de 190 km/h). Velocidades mais baixam significam menos pressão de ar no pára-quedas, por isso um pára-quedas maior é mais eficaz. Muitos Base Jumpings são tão baixos que são só cinco segundos de queda livre antes do impacto, por isso os praticantes nem colocam pára-quedas reserva. Se o pára-quedas principal não abrir, ou abrir incorretamente, não há tempo para abrir o reserva.
![]() Imagem domínio público Angel Falls, Venezuela, um local popular |
Em vez de utilizar um ripcord, os praticantes de Base Jumping preferem abrir seu pára-quedas manualmente. Nos pulos mais altos, o pára-quedas é armazenado em um bolso de fácil acesso e o esportista pode puxá-lo no momento desejado. Isto deixa as duas mãos livres no breve momento de queda livre. Se o pulo for mais baixo, o praticante simplesmente segura o pára-quedas na sua mão.
Em saltos de 91 metros ou menos, os praticantes quase não têm tempo de queda livre para liberar o pára-quedas. Eles usam uma corda fixa para abrir o pára-quedas automaticamente. Esta linha é amarrada no praticante e o no objeto de onde ele salta. Durante o pulo, esta linha puxa o pára-quedas principal.
![]() Imagem cedida por Rodolfo Clix/Sxc.hu Os saltos de antenas são os mais baixos e os mais perigosos |
Os praticantes de queda livre não precisam se preocupar com a proximidade do objeto de onde se pula. Eles precisam se preocupar em chegar ao solo, mas não ligam para a lateral de um prédio ou montanha. A maioria dos acidentes de Base Jumping acontece quando o praticante atinge um objeto e não quando ele cai diretamente no chão. Por isso um pára-quedas com bom controle é extremamente necessário. Os saltos podem levar o praticante a uma direção não desejada, como uma parede de concreto. Os praticantes chamam isto de "off-heading opening".
Isto é compensado quando se usa um pequeno pára-quedas "ram-air" com sete células de ar em vez de nove. Pára-quedas modernos, criados especificamente para Base Jumping começaram a incorporar sliders modificados que suavizam a liberação do pára-quedas e assim, evitar mudanças indesejadas de percurso.
A posição do corpo na hora do pulo e a trajetória são fatores importantes para o sucesso de um salto. Pular de cabeça e girar para frente são movimentos incorretos. É vital manter o corpo sob controle, de barriga para baixo e com o pára-quedas abrindo por trás. Em saltos de apenas alguns segundos de queda livre, os praticantes utilizam o próprio corpo para se afastar dos objetos. Isto significa que a pessoa "voa" para longe dos objetos utilizando o formato aerodinâmico do corpo, em vez de cair em linha reta.
Quando um pára-quedas "ram-air" é lançado, o praticante pode estar voando a uma velocidade altíssima, portanto, ser capaz de se movimentar para os lados e evitar colidir com um objeto pode salvar a vida da pessoa.
Agora, vamos conhecer as estatísticas do Base Jumping.
| FAVORITOS | |||||
| Faça do HowStuffWorks a sua página inicial | | | digg it! (?) | | | del.icio.us | |