Brasileiros que se destacam no basquete

A estréia do basquete em Olimpíadas aconteceu em Berlim-1936 e a seleção brasileira já estava presente. Porém, a primeira medalha só chegou 12 anos depois, em Paris-1948, com a conquista do bronze.

A equipe masculina, dirigida por Moraci Daiuto, conseguiu sete vitórias e uma derrota, para a França.

Os craques do esporte nacional começaram a surgir no início da década de 1960. Amaury, Wlamir e Rosa Branca foram os grandes responsáveis pelos bronzes nos Jogos Olímpicos de Roma, 1960 e Tóquio, 1964.

Amaury Antonio Pasos começou sua carreira na natação, mas, para o bem do basquete mundial, o jogador decidiu trocar as piscinas pelas quadras.

Nascido em São Paulo, o atleta defendeu o Clube de Regatas Tietê, o Sírio e o Corinthians, deixando saudades por onde passou.

Pela seleção brasileira, Amaury foi um dos comandantes da equipe nas Olimpíadas de 1960 e 1964, quando a seleção ganhou duas medalhas de bronze, além de conquistar os mundiais de 1959 e 1963.

Wlamir Marques, junto com Amaury e Rosa Branca, participou dos dois terceiros lugares brasileiros nos Jogos Olímpicos já mencionados.

Nascido em São Vicente, o paulista começou no esporte com dez anos de idade, jogando pelo Tumiaru. Wlamir ainda passou pelo XV de Piracicaba e pelo Corinthians. O grande atleta possui quatro medalhas em mundiais, sendo duas de ouro e duas de prata, com destaque para a edição de 1960, no Chile, quando terminou como cestinha do torneio.

Carmo de Souza, mais conhecido como Rosa Branca,foi um dos jogadores mais completos da história do basquete brasileiro. Nascido no Estado de São Paulo, o jogador atuou nas posições de pivô, ala e armador, obtendo sucesso em todas elas.

Rosa Branca, assim como Wlamir e Amaury, foi bicampeão mundial e conquistou duas medalhas de bronze olímpicas, até que, em 1971, encerrou sua carreira jogando pelo Corinthians.

­Depois da geração de 60, o Brasil nunca mais conquistou uma medalha olímpica. Porém, assistiu ao surgimento de um dos ídolos do esporte, o potiguar Oscar Daniel Bezerra Schmidt.

Conhecido como “Mão Santa”, por sua precisão nos arremessos, o brasileiro participou de cinco Olimpíadas e, apesar de ser o maior cestinha da história do torneio, nunca conquistou uma medalha.

Oscar é um dos principais responsáveis pelo maior feito do basquete brasileiro: a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987, batendo a poderosa seleção americana na grande final, pelo placar de 120 a 115, com 46 pontos do “Mão Santa”

Brasileiras que se destacam

A seleção feminina só começou a disputar os Jogos Olímpicos em Barcelona, 1992, mas teve um bom desempenho em sua estréia, ocupando a penúltima colocação geral.

A redenção veio em Atlanta, quatro anos mais tarde, com a medalha de prata conquistada, principalmente, pela genialidade de Paula e Hortência.

Maria Paula Gonçalves da Silva, a Magic Paula, começou no basquete com apenas dez anos de idade e, apenas quatro anos depois, recebeu sua primeira convocação para a seleção brasileira adulta.

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Imagem cedida pela Confederação Brasileira de Basquete
Crédito: Alexandre Vidal

Paula

A jogadora, que tradicionalmente vestia a camisa 8, participou efetivamente da conquista do vice-campeonato olímpico de 1996, além da histórica medalha de ouro no Pan-Americano de Havana, entregue pelo lendário Fidel Castro, que, brincando, disse para Paula e Hortência não voltarem mais a Cuba.

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Imagem cedida pela Confederação Brasileira de Basquete

Hortência Marcari, assim como Paula, conquistou a medalha de prata em Atlanta e o título em Havana e, apesar dos boatos de que ambas não se entendiam fora das quadras, formaram a maior dupla do basquete feminino nacional.

A "rainha", apelido dado a Hortência, tem seu nome gravado no Hall da fama do esporte, como uma das principais atletas do mundo.

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Crédito: Alexandre Vidal

Paula, Hortência e Janeth

 
Vestindo a camisa quatro da seleção, a atleta disputou cinco campeonatos mundiais, um a menos que Paula, e obteve uma das maiores médias de pontos, marcando 936 vezes em 36 partidas.