Ídolos, títulos e artilharia

O primeiro grande ídolo da história do Belenenses esteve entre seus fundadores e, mais tarde, ampliaria seus bons momentos na agremiação como treinador da geração vitoriosa das décadas de 20 e 30. Artur José Pereira foi um dos garotos que criou o clube de Belém. Mesmo sem títulos como jogador, construiu sua sólida reputação no início do século 20 com boas atuações nas competições da época.

Seus grandes feitos históricos, porém, foram no banco de reservas. Comandou a equipe que assombrou o futebol português antes da criação do atual Nacional.

Com isso, fez com que seus pupilos também entrassem para a história. Os maiores ídolos daquela geração foram Augusto Silva, Pepe e Alfredo Ramos, que levaram o Belenenses ao tricampeonato português (1926/27, 1928/29 e 1932/33).

O desempenho notável fez deles figuras carimbadas nas convocações da seleção. Os três disputaram, por exemplo, a Olimpíada de Amsterdã, em 1928, a primeira competição oficial do time lusitano.

De todos, o maior destaque era Pepe. Ficou marcado como recordista de gols em uma única partida - dez. Ele estreou aos 18 anos, em 1926, em um duelo contra o Benfica. A partida estava empatada por 4 a 4 quando o novato marcou a segundos do fim e deu o triunfo ao Belenenses.

Por todos os serviços prestados em campo, Pepe foi homenageado pela diretoria do clube. Teve seu nome (José Manuel Soares) dado ao estádio das Salésias, antiga sede do Belenenses, além de um busto erguido. Quando foi construído o estádio do Restelo, viu sua imagem ser levada até à nova sede.

Um de seus companheiros ainda ficaria marcado pela carreira de técnico. Além de ter participado de todas as conquistas das décadas de ouro de 20 e 30, Augusto Silva se firmou como o maior técnico da história do clube ao levar a agremiação à conquista do Campeonato Português de 1945/46.

Naquela oportunidade, os ídolos eram outros. A integridade da defesa era assegurada pelas “Torres de Belém”, como ficaram conhecidos Capela, Feliciano e Vasco, que foram alguns dos destaques que asseguraram ao Belenenses aquela taça.

Enquanto isso, no ataque, Mariano Amaro é quem fazia a diferença. Por sua genialidade nos gramados, ficou conhecido como “Einstein”. O atacante capitaneou a equipe de 1945/46 e foi, durante muitos anos, o jogador que mais vezes esteve presente na seleção portuguesa.

O maior jogador da história do Belenenses, porém, ainda estava por aparecer. Matateu surgiu logo após a geração campeã da década de 1940. Moçambicano de nascimento, foi o grande ícone do esporte português antes de Eusébio, que faria sucesso pelo Benfica na década de 60.

Estreou pelo Belenenses em 1951, em uma vitória emocionante por 4 a 3 sobre o Sporting, maior clube da época, quando marcou dois gols. Apesar de nunca ter vencido o Português, foi o artilheiro da competição em duas oportunidades (1952/53 e 1954/55).

Deixou o Belenenses apenas em 1964, quando passou a rumar por clubes menores do país, até chegar ao Canadá. No país da América do Norte, foi um dos precursores do esporte no local. Recentemente, entrou na lista dos três melhores jogadores de futebol de todos os tempos de Portugal ao lado de Figo e Eusébio.

Artilharia

O maior artilheiro da história do Belenenses foi o atacante Matateu, que defendeu o clube nas décadas de 1950 e 1960 e marcou, no total, 217 gols.


Brasileiros

O Belenenses é o time que mais tem brasileiros na Liga Portuguesa. O número é tão elevado que é quase igual ao de jogadores lusitanos. São 16 ao todo.



Imagem cedida pelo Clube de Futebol Os Belenenses
Belenenses/Divulgação

Títulos

Campeonato Português

1945/46


Taça de Portugal

1941/42 1959/60
1988/89