Ídolos, títulos e artilharia

Autor: 
MBPress

O Betis viu florescerem seus primeiros ídolos assim que conseguiu o acesso à divisão de elite do futebol espanhol, o que ocorreu logo na temporada 1932/33. O atacante Lecue chamou a atenção de imediato. Já na primeira participação do clube na divisão principal, ele foi convocado para a seleção espanhola, tendo assim a primazia de um atleta do clube a conseguir isso. Foi também peça importante na conquista do título espanhol de 1934/35, quando marcou dez gols em 21 partidas. No ano seguinte, transferiu-se para o Real Madrid, onde não repetiu o mesmo desempenho.

No ano da principal conquista da história do clube, porém, Lecue não foi um craque isolado. Tinha ao seu lado, por exemplo, o meia Saro e o atacante Unamuno. Além deles, Aedo e Arezo se destacaram e também garantiram vaga na seleção espanhola. Depois disso, o time entrou em crise, passou por quase vinte anos de incertezas entre a primeira e a segunda divisão, e só voltou a ter bom rendimento na temporada 1963/64, quando terminou o certame no terceiro lugar.

Na época, os grandes destaques eram os atacantes Fernando Ansola e Luís Aragonés. O primeiro passou mais dois anos no clube e mais tarde transferindo-se para o Valencia, onde não reeditou o mesmo futebol. Já o segundo, até hoje um dos atletas com mais destaque na história do futebol espanhol, deixou o clube após a boa campanha para atuar no Atlético de Madrid, onde repetiu o sucesso e encontrou o auge de sua carreira.

Artilharia

O maior artilheiro da história do Betis é também o único que conseguiu se destacar como artilheiro do Campeonato Espanhol, na temporada 1982/83. Poli Rincón atuou no clube alviverde de 1981 a 1990. No total, marcou 78 gols em 223 partidas, mas não conquistou nenhum título com o clube.

Com a saída de seus principais jogadores, o Betis se lançou de volta à gangorra. Só se firmaria novamente no começo da década de 1970. Naquela época, já contava com a força do trio Cardeñosa, Gordillo e Anzarda. Dos três, apenas o primeiro sobreviveu às campanhas ruins que se sucederam, os outros foram tentar a sorte em clubes maiores.

Nos anos 80, o grande destaque foi o atacante espanhol Poli Rincón. O jogador conseguiu, apesar das más campanhas do clube no período, sagrar-se artilheiro do Espanhol, feito inédito para um atleta do clube alviverde. Foi em 1982/83, quando balançou as redes adversárias em 20 oportunidades.

No começo da década de 90, mais uma geração de atletas tentava melhorar a situação do time. Quem se destacava era o goleiro argentino Nery Pumpido, campeão mundial com sua seleção em 1986, que atuou no Betis por dois anos.

Mais adiante, com o clube já firme na primeira divisão, destacariam-se o croata Jarni (que depois de três temporadas sairia para o Real Madrid) e, principalmente, o espanhol Cuellar, que ganhou notoriedade atuando no ataque da equipe.

Já no século XXI, quem angariou espaço foram os brasileiros Ricardo Oliveira e Edu. Ao lado do meia Joaquín, eles comandaram o Betis na campanha de 2004/05, quando o time conseguiu sua segunda Copa da Espanha e o quarto lugar no Espanhol, que lhe rendeu uma vaga na Liga dos Campeões.


Imagem cedida pelo Real Betis de Balompié
Betis/Divulgação

Brasileiros no Betis

 O clube alviverde possui três representantes do Brasil no elenco. O mais promissor é o atacante Rafael Sóbis. Depois de uma temporada de adaptação, o jogador, ex-Internacional-RS, sofrerá mais pressão no terceiro ano, e precisa corresponder em campo para seguir nos planos do técnico Dunga para a seleção brasileira.

Seu fiel escudeiro será, mais uma vez, o também brasileiro Edu. O jogador, já experiente no Campeonato Espanhol, segue sendo um dos pilares do meio-campo do Betis, e um dos principais criadores de jogadas da equipe.

Além deles, o time de Sevilha também conta com o zagueiro Lima, ex-Atlético-MG.

Títulos

O Betis conquistou uma vez o Campeonato Espanhol e duas vezes a Copa da Espanha.

Campeonato Espanhol

1934/35

Copa da Espanha

1976/77 2004/05