História
O bodyboarding tem seus primeiros registros no Havaí, onde era conhecido como paipo-board. O paipo nada mais era do que uma pranchinha de madeira que proporcionava pegar belas ondas, isso por volta do século 15. Porém, o interessante é que os reis do Havaí não queriam ser “iguais” ao resto da população e criaram algo parecido com troncos de madeira para que eles, e apenas eles (os reis) pudessem surfar em pé. Os demais havaianos deveriam continuar surfando deitados em seus reles paipos.
Em 1971, porém, o engenheiro e surfista americano, Tom Morey, escreveu o primeiro grande capítulo da história do esporte. Morey aperfeiçou o paipo dos nativos havaianos e criou a primeira prancha de polietileno, batizando-a de morey boogie. Ao voltar para os Estados Unidos, Morey passou a fabricar suas pranchas no fundo do quintal da sua casa. O sucesso foi tanto que em pouco tempo uma multinacional americana comprou os direitos de produção e passou a fabricá-la em grande escala.A influência de Tom Morey foi tão grande que durante toda aquela década o esporte ficou conhecido como morey boogie e até hoje muita gente ainda o chama assim.
O auge da morey boogie foi a sua versão Match 7.7. A prancha marcou uma geração e hoje faz parte das boas lembranças dos anos 80... |
Equipamentos
O equipamento mais importante do bodyboarding é, sem dúvida, a prancha. Os tamanhos das pranchas variam, mas o ideal é que você compre uma prancha que, em pé, chegue ao seu umbigo. As pranchas com bordas chatas são melhores para águas mais calmas. As usadas em competições oficiais possuem entre 39 e 43 polegadas, em torno de 99 a 109 centímetros.
Uma das grandes vantagens do bodyboarding em relação ao surfe é justamente a prancha. No surfe a prancha possibilita apenas a sensação da água passando sob os pés e o deslizar sobre as ondas. Já a prancha de bodyboarding permite que o praticante sinta realmente a onda.
Além da prancha é comum o uso dos pés-de-pato (nadadeiras) que ajudam o praticante a “entrar” na onda. Assim como no surfe, o leash prende o atleta à prancha e é indispensável. Outro equipamento importante é a capa para a prancha que protege-a contra o sol, arranhões, batidas, etc.
Imagem cedida pela ABBCTour
Crédito: Flávio Brito
E já que estamos falando em proteção, veja abaixo algumas dicas de como conservar o seu equipamento de bodyboarding:
- não use sua prancha para praticar sandboarding – o atrito com a areia pode causar um belo estrago na sua prancha;
- assim que sair do mar, dê um banho de água doce na sua prancha e nos pés-de-pato e deixe-os secando ao ar livre;
- muito calor não faz bem ao seu equipamento, então evite deixar a sua prancha exposta ao sol ou guardada dentro do carro por um longo período;
- tome muito cuidado para não raspar as bordas da sua prancha, pois além de piorar o seu desempenho, as bordas deterioradas também podem servir como depósito de água;
- não guarde a prancha onde o seu cachorro tenha acesso – por serem flexíveis as pranchas são “brinquedos” bem divertidos para os cachorros mastigarem.