Introdução de Como funciona a bola inteligente
 Divulgação/CBV Final da Superliga feminina 2007/2008 teve lance duvidoso definindo a partida
|
Final da Superliga Feminina de Vôlei 2007/2008. No quarto e decisivo set, Finasa/Osasco e Rexona-Ades (RJ) seguem disputando ponto a ponto, até que em um bloqueio, a bola cai na linha e o juiz marca bola fora. As jogadoras do time paulista reclamam, dizem que foi dentro, mas não teve jeito. O que seria o ponto de virada do Finasa acabou sendo o decisivo na virada e consequente vitória do Rexona-Ades. Pontos polêmicos como esse acontecem com frequência no vôlei, um esporte em que a bola pode ultrapassar facilmente os 120 km por hora em um saque ou em uma cortada. Nessa velocidade, o toque da bola no chão é muito rápido, e, para marcar o ponto corretamente, os juízes de rede e de linha precisam estar bem atentos.
E se fosse possível saber na hora se a bola caiu dentro ou fora da quadra, sem recorrer aos replays do vídeo, como acontece no tênis? E se os juízes pudessem ter em mãos um dispositivo que apontasse o local exato onde a bola quicou? Melhor: e se a própria bola pudesse dizer se caiu dentro ou fora? Pensando nisso, a Penalty criou um sistema em que a bola, literalmente, decide os lances duvidosos em tempo real e ainda fornece, durante a partida, estatísticas do jogo: quantas vezes bateu fora, quantas dentro, em que velocidade ela foi sacada ou cortada, e, claro, quantas quicadas deu na linha.

|
Batizado de Penalty d-Tech, o sistema integra câmeras de vídeo, antenas que recebem o sinal RFID (Radio Frequence Identification), bola com chip embutido e palm top. Como as jogadas são analisadas milimetricamente e o desvio padrão é quase zero, sua precisão é de 99,9%. Na primeira versão do sistema, apresentada em 2006, a margem de erro era de 33% - havia uma variação de até 9 cm para cada lado da linha. Muita coisa para uma jogada que pode decidir um campeonato.
Em razão da precisão dessa nova versão, a Confederação Brasileira de Vôlei já pensa em adotar a tecnologia nos campeonatos oficiais do país. Antes, porém, precisa resolver uma questão financeira. Como arcar com os custos de instalação do sistema e monitoramento, que são, respectivamente, de R$ 100 mil e R$ 30 mil por partida?
Saiba, nas próximas páginas, como o sistema foi desenvolvido para ser tão preciso, quais são os seus problemas e as suas aplicações futuras.