A bola inteligente e o vôlei

  • Medalha de ouro nas Olimpíadas de Barcelona (92) e Atenas (2004)
  • Medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles (84) e Pequim (2008)
  • Bi-campeão mundial em 2002 e 2006
  • Heptacampeão da Liga Mundial (1993, 2001, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007)
  • Bicampeão da Copa do Mundo (2003 e 2007)
  • Bicampeão da Copa dos Campeões (1997 e 2005)
  • Tricampeão da Copa América (1998, 1999 e 2001)
  • Tricampeão panamericano (63,83 e 2007)
  • Vice-campeão panamericano sete vezes (59, 67, 75, 79, 91 e 2008)
  • 26 vezes campeão sulamericano

Esses resultados do vôlei de quadra masculino e feminino mais o ótimo desempenho da modalidade na areia levaram a Penalty a escolher o esporte como "cobaia" de seu sistema d-Tech.Segunda paixão nacional depois do futebol, o vôlei é a modalidade esportiva com o maior número de lances duvidosos por partida. Uma marcação errada dos juizes de rede e de linha pode desanimar jogadores, quebrar o embalo do time e até definir  partida.

O vôlei brasileiro é premiadíssimo em todas as suas modalidades
FIV/ Divulgação
O vôlei brasileiro é premiadíssimo em todas as suas modalidades

"Esse sistema trará um grande avanço tecnológico para o vôlei mundial, pois é algo inédito e beneficiará o esporte", disse Roberto Estefano, presidente da Penalty. Cinco anos atrás, Estefano imaginou uma tecnologia que pudesse ajudar os juízes e bandeirinhas do futebol a marcar uma bola dentro ou fora do gol. A ideia era desenvolver uma bola com chip, mas a possibilidade de aplicá-la no futebol logo caiu por terra quando percebeu-se que o esporte apresenta poucos lances duvidosos em que a "opinião" da pelota seria decisiva. Estefano guardou para si a ideia até encontrar o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ari Graça. Começou ali o desenvolvimento do sistema d-Tech para o vôlei. O engenheiro Fabio Vitaliano, que na década de 80 havia inventado o tira-teima do futebol, sistema usado pela Rede Globo para indicar se houve ou não jogada impedida, foi contratado para a tarefa. Ex-diretor da Itautec e dono da 3RCorp, Vitaliano foi atrás de uma solução de mercado que pudesse ser adaptada e usada no vôlei.

Dois anos depois, em 2006, foi aprensentada a primeira versão do sistema: uma bola com chip que usava sinais de radio frequência para informar ao computador onde tinha caído. A ideia era ótima, mas tinha uma falha: era imprecisa. O sinal enviado apresentava 33% de erro, e a precisão variava 9cm para cada lado da linha. Penalty e 3RCorp voltaram para a prancheta e para as pesquisas de tecnologias em software e hardware. Foram ajudados pela evolução da tecnologia de hardware, principalmente no processo de fabricação de chips. Os chips ficaram menores, mais leves e mais baratos, e sso permitiu que a Penalty colocasse o chip dentro da bola sem alterar seu peso e sem o risco de que ele quebrasse com o impacto da bola no chão.

Apesar disso, faltava ainda resolver a questão da imprecisão. Vitaliano decidiu integrar um sistema de câmeras ao que já havia sido feito. Assim, o lance teria a confirmação visual, acabando com a imprecisão. Foram necessários mais três anos de testes com vários chips e o desenvolvimento de um software que integrasse câmeras, sistema de radiofrequência e bola até chegar ao resultado satisfatório. Em 18 de abril de 2009, após cinco anos de desenvolvimento e US$ 2 milhões em investimentos com a tecnologia, montagem de quadra e testes, o Penalty d-Tech foi apresentado à imprensa já com a possibilidade de estrear oficialmente na Superliga de 2009/2010.

Na próxima página, saiba o que é o sistema d-Tech.