A história de ídolos do Bolton Wanderers começa de maneira triste. O primeiro grande ícone da história do clube foi Dai Jones, que ficou marcado pela sua morte precoce. Ele já havia feito 228 partidas pelo clube no Campeonato Inglês quando faleceu por causa de tétano.
Naquele período, também se destacaram nomes como Archie Taylor, George Eccles e, principalmente, Albert Shepherd, que, posteriormente, seria convocado para a seleção inglesa.
Na década de 1910, uma dupla foi responsável pelos melhores momentos do clube na segunda divisão do futebol inglês. Ted Vizard e Joe Smith ajudaram a equipe a conseguir acessos, mas também participaram de algumas quedas. Outro ídolo da época foi Billy Hughes, que marcou 51 gols em 100 partidas.
A grande fase do Bolton, porém, viria nos anos 1920, quando o time conseguiu três de suas quatro Copas da Inglaterra. O grande herói das duas primeiras taças (conquistadas em 1922/23 e 1925/26) foi David Jack.
Na primeira, ele marcou o primeiro gol da decisão, que foi também o primeiro da história do estádio de Wembley, que estava sendo inaugurado naquele dia. No fim do jogo, uma multidão invadiu o gramado e coube a um policial, que montava um enorme cavalo branco, conter as pessoas. Por isso, até hoje o jogo é conhecido como a final do Cavalo Branco.
Na segunda, David Jack foi ainda mais decisivo. Isso porque ele marcou o único gol do jogo contra o Manchester City, aos 31 minutos do segundo tempo. Outro grande artífice desses dois títulos foi John Smith, que também seria destaque da seleção inglesa naquele período.
A terceira conquista veio no fim da década. Dessa vez, sem a participação de David Jack, que havia sido negociado um ano antes com o Arsenal. O maior nome foi Harold Blackmore, que marcou em todas as partidas da campanha do Bolton. Na final não poderia ser diferente. Fez um dos gols (Billy Butler anotou o outro) da vitória por 2 a 0 sobre o Portsmouth.
Nos anos 1930, o time passou por mais um curto período na segunda divisão, em que Ray Westwood, que também tivera destaque na seleção nacional, alçou o time à elite do esporte na Inglaterra. Depois disso, o clube passaria 29 temporadas consecutivas entre os melhores. Teria um ídolo, porém, somente nos anos 1950. E seria o maior deles.
Nat Lofthouse estreou pelo clube em 1946, na vitória por 5 a 1 contra o Middlesbrough, quando marcou os dois últimos gols e chamou a atenção da torcida. Defendeu o clube até 1960, e fez história como um dos atacantes de maior sucesso no país.
Pelo Bolton, encontrou seu auge em 1957/58, quando marcou o gol do título da Copa da Inglaterra de 1957/58, vencida em final contra o Manchester United. Foi também um ídolo da seleção da Rainha. Pelo English Team, marcou 30 gols em 33 partidas, sendo o capitão na maior parte delas.
Depois da saída de Lofthouse, o Bolton precisou se adaptar à nova realidade, passou por dificuldade e não conseguiu estabilidade até o fim da década de 1990. Neste longo período, teve poucos destaques.
Entre eles, a passagem de Peter Reid. O jogador, que construiria parte de sua carreira de sucesso no Everton, foi criado no clube e lá jogou de 1974 a 1982, marcando 23 gols em 226 partidas.
Outro que ganhou destaque foi Tony Caldwell. Em 1983/84 ele estabeleceu um recorde na história da agremiação. Na vitória por 8 a 1 sobre o Walsall, anotou nada menos do que cinco gols, feito até hoje não igualado.

Imagem cedida pelo Bolton Wanderers Football Club
Bolton/Divulgação
Principais títulos
Copa da Inglaterra
| 1922/23 | 1925/26 | 1928/29 | 1957/58 |
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