Introdução a O Brasil na Copa de 58

A Copa do Mundo de 1958 ocorreu na Suécia.  Pela primeira vez a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) fez um planejamento mais sério visando à conquista da taça Jules Rimet.  A delegação foi chefiada por Paulo Machado de Carvalho e era formada por diversos profissionais.

Nas eliminatórias, o Brasil enfrentou o Peru. Houve um jogo em Lima e outro no Rio de Janeiro. O vencedor garantiria a vaga para a Copa. Na ocasião, a seleção era treinada por Osvaldo Brandão. Jogando fora de casa, o Brasil empatou com os peruanos. No Maracanã, a seleção brasileira encontrou muitas dificuldades e venceu por 1 a 0. O gol foi marcado pelo meia Didi, em bela cobrança de falta, que ficou apelidada de “folha seca”.

Com a vaga garantida, a CBD mudou o comando técnico da seleção.  Os dirigentes da instituição não confiavam em Brandão e, a um mês da Copa, o Brasil estava sem treinador. Zezé Moreira, técnico em 54, recebeu o convite, mas recusou.  O cargo ficou com Vicente Feola, que fizera parte da comissão vice-campeã em 1950.  

A delegação embarcou para Europa no dia 24 de maio. Antes do torneio, o Brasil jogou dois amistosos na Itália, contra a Inter de Milão e Fiorentina. Em ambas as partidas, o selecionado venceu por 4 a 0. Contra a Viola, Garrincha driblou a defesa inteira da equipe e, em vez de marcar o gol, driblou novamente um adversário antes de balançar as redes. Com isso, o jogador do Botafogo perdeu a vaga no time titular, pois foi visto como irresponsável.

O jovem Pelé, com apenas 17 anos, também começou a competição no banco de reservas. Ao todo, 22 jogadores foram convocados para a Copa do Mundo da Suécia. Vicente Feola chamou os seguintes jogadores:

Gilmar (Corinthians)
Castilho (Fluminense)
Bellini (Vasco)
Mauro Ramos (São Paulo)
Orlando (Vasco)
Zózimo (Bangu)
De Sordi (São Paulo)
Djalma Santos (Portuguesa)
Nilton Santos (Botafogo)
Oreco (Corinthians)
Dino Sani (São Paulo) Zito (Santos)
Dida (Flamengo) Didi (Botafogo)
Moacir (Flamengo) Pelé (Santos)
Garrincha (Botafogo) Joel (Flamengo)
Mazola (Palmeiras) Vavá (Vasco)
Zagallo (Flamengo) Pepe (Santos)


No início do Mundial, o Brasil jogava com: Gilmar, De Sordi, Orlando, Bellini e Nilton Santos;  Dino Sani e Didi;  Joel, Mazola, Dida e Zagallo. Com essa formação, a seleção brasileira venceu a Áustria.  No empate com a Inglaterra, Vavá entrou no lugar de Dida.  A grande reformulação só ocorreu na partida contra a União Soviética. Entraram Garrincha, Pelé e Zito para as saídas de Joel, Mazola e Dino Sani. Dessa forma, o Brasil venceu os soviéticos, galeses e franceses. Para a grande final contra a Suécia, Djalma Santos entrou no lugar de De Sordi.

O time formado por: Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito, Didi; Garrincha, Pelé, Vavá e Zagallo, venceu a final por 5 a 2 e sagrou-se campeão.