Introdução a O Brasil na Copa do Mundo de 1966

A seleção brasileira entrou na Copa do Mundo de 1966, disputada na Inglaterra, como favorita. Afinal, a equipe era nada menos que a atual bicampeã do certame. Porém, a a preparação do selecionado para a competição mostrou que algo estava errado. Em abril de 1963 o país fez uma excursão pela Europa e o time treinado pelo técnico Aymoré Moreira decepcionou.

Em amistosos perdeu para Portugal por 1 a 0, foi massacrado pela frágil Bélgica por 5 a 1 e derrotada por 3 a 0 pela Itália. Empatou com a boa seleção da Inglaterra por 1 a1 e bateu França e Alemanha Ocidental por 3 a 2 e 2 a 1, respectivamente. Mesmo assim, a reputação da equipe estava manchada e precisava mudar.

O técnico Aymoré Moreira, campeão em 62, deu lugar a Vicente Feola, responsável pela conquista de 58.  Nos dois anos que antecederam o Mundial, o Brasil fez uma série de partidas amistosas e o treinador não repetiu uma vez sequer a formação em duas partidas consecutivas. Assim sendo, ninguém sabia qual seria a equipe titular na Copa.

Inicialmente, Feola chamou o excessivo número de 45 jogadores. Às vésperas do Mundial, finalmente foram convocados os 22 que disputariam a competição. Em depoimento, o zagueiro e capitão Bellini afirmou que o técnico era muito pressionado por dirigentes na escalação do time. Segundo o zagueiro, para o confronto contra Portugal, quanto houve nove alterações (inclusive o próprio capitão), o técnico afirmou que era “voto vencido” e deveria mudar a equipe.

Os jogadores convocados para a Copa de 66 foram:


Gilmar dos Santos Neves (Santos)
Manga (Botafogo)
Fidélis (Bangu)
Djalma dos Santos (Palmeiras)
Bellini (São Paulo)
Brito (Vasco)
Orlando (Santos)
Altair (Fluminense)
Rildo (Botafogo)
Paulo Henrique (Flamengo)
Denílson (Fluminense) Zito (Santos)
Lima (Santos) Gérson (Botafogo)
Jairzinho (Botafogo) Garrincha (Corinthians)
Alcindo (Grêmio) Tostão (Cruzeiro)
Silva (Flamengo) Pelé (Santos)
Edu (Santos) Paraná (São Paulo)

O time de Feola não teve uma identidade. Em cada confronto uma equipe foi relacionada, e nessa época ainda não eram permitidas substituições. Desta forma, Garrincha, o craque da Copa de 62, acabou ficando de fora do último confronto da equipe, que culminou na eliminação do Brasil do torneio após derrota para Portugal por 3 a 1.