Introdução a O Brasil na Copa do Mundo de 1990
O Brasil disputou uma verdadeira “guerra” para se garantir no
Mundial de 1990, que seria disputado na Itália. Nas eliminatórias, a equipe dirigida por Sebastião Lazaroni caiu num grupo com Chile e Venezuela. A seleção e o Chile passaram facilmente pelos venezuelanos. A briga pela vaga ficou entre as duas equipes e só acabou no Comitê Disciplinar da FIFA.
O primeiro confronto pelas eliminatórias foi realizado em Santiago, no Chile. A torcida chilena comportou-se mal, levando a FIFA a interditar o Estádio Nacional. Tanto que o jogo contra a Venezuela teve quer ser realizado na cidade de Mendoza, na Argentina.
O jogo entre brasileiros e chilenos para decidir a vaga no Mundial seria no Maracanã, no dia 3 de setembro de 1989. Uma grande expectativa cercava a partida. Para o Brasil bastava apenas um empate. A seleção nacional saiu na frente logo no início do segundo tempo com um gol de Careca. O jogo correu muito bem até os 24 minutos, quando uma torcedora lançou um sinalizador em direção do campo e ele caiu às costas do goleiro chileno Roberto Rojas.
Mesmo não sendo atingido, o goleiro simulou um corte. A equipe chilena abandonou o gramado. A Fifa analisou a situação do jogo e declarou que o Brasil seria vencedor por 2 a 0 devido ao abandono da equipe visitante. Com isso a seleção se classificou para a Copa do Mundo e o goleiro Rojas do Chile, por ter simulado tudo, foi banido do
futebol.
Ao todo, 22 jogadores foram convocados para defender o Brasil no Mundial da Itália. Entre eles estava o atacante Romário, que foi apenas opção para o banco de reservas e entrou como titular apenas na partida contra a Escócia, por sinal a única em que o Baixinho esteve em campo na Itália. A convocação do ainda garoto Bismarck foi muito contestada. Assim como a escalação do volante Dunga na função de líbero. Utilizado como bode espiatório pelos críticos, o jogador foi símbolo do péssimo futebol apresentado pela seleção, o que fez com que esta época fosse conhecida como a “Era Dunga”. Após a Copa, Lazaroni deixou o comando da equipe e deu lugar ao ex-jogador Paulo Roberto Falcão.
Confira a lista de convocados:
Atacantes: Careca (Napoli - ARG), Muller (Torino - ITA), Bebeto (Vasco), Renato Gaúcho (Flamengo) e Romário (PSV - HOL)
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| Taffarel (Internacional) |
| Acácio (Vasco) |
| Zé Carlos (Flamengo) |
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| Mauro Galvão (Botafogo) |
| Mauro Galvão (Botafogo) |
| Ricardo Rocha (São Paulo) |
| Ricardo Gomes (Benfica - POR) |
| Branco (Porto - POR), |
| Aldair (Benfica - POR) |
| Mozer (Marseille - FRA) |
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| Alemão (Napoli - ITA) |
Dunga (Fiorentina - ITA) |
| Valdo (Benfica - POR) |
Bismarck (Vasco) |
| Silas (Sporting - POR) |
Tita (Vasco) |
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| Careca (Napoli - ARG) |
Muller (Torino - ITA) |
| Bebeto (Vasco) |
Renato Gaúcho (Flamengo) |
| Romário (PSV - HOL) |
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A equipe brasileira ficou marcada como um time retranqueiro. Até os dias de hoje o treinador Lazaroni é considerado um técnico que não joga pra cima dos adversários. O ataque formado por Muller e Careca era entrosado. Jogando com três zagueiros e dois volantes a seleção era muito mais marcação e pouca criação. O único meia que tinha função de municiar os atacantes do Brasil era Valdo, que também não fez um grande Mundial.