A campanha brasileira

A seleção brasileira, que não disputou as eliminatórias por ser a atual campeã, ficou no grupo A juntamente com Escócia, Marrocos e Noruega.

A estréia na Copa do Mundo foi contra a Escócia. Logo aos 3 min, o volante César Sampaio abriu o placar para o Brasil. Mas a partida que parecia ser tranqüila ficou tensa, quando aos 36 min Colins empatou o jogo para o time britânico. O Brasil só conseguiu passar à frente novamente do placar aos 22 min do segundo tempo com o lateral-direito Cafú.

Na segunda partida, o meia Giovanni deu lugar a Leonardo no time titular. Sem dificuldades, Ronaldo abriu o placar aos 8 min e fez seu primeiro gol em copas. Rivaldo, aos 2 min e Bebeto, aos 8 min do segundo tempo, fecharam o placar e, assim, a seleção garantiu a sua classificação para a próxima fase do torneio de forma antecipada.

Camisa do Brasil na Copa de 1998
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Uniforme do Brasil na Copa de 1998


Classificados, os jogadores foram para Marselha, enfrentar a Noruega. A equipe escandinava vinha de dois empates e precisava da vitória para passar para a próxima fase da competição.  Por incrível que pareça, os noruegueses conquistaram o triunfo. O Brasil abriu o placar com Bebeto aos 32 min do segundo tempo, mas a Noruega, com Tore Flo e Redkal virou o jogo no fim e obteve a classificação.

Mesmo com o susto por ter perdido para a Noruega, o Brasil passou em primeiro lugar do grupo e enfrentou o Chile nas oitavas-de-final.  A partida foi realizada na cidade de Paris e o Brasil fez uma boa partida, goleando a seleção chilena. Logo aos 10 min, César Sampaio abriu o placar. Aos 26 min, ainda do primeiro tempo, César Sampaio de novo ampliou o marcador. No segundo tempo, Ronaldo, de pênalti, com 1 min fez 3 a 0. Aos 13 min da segunda etapa, Salas descontou para o Chile. Mas Ronaldo, aos 26 min, fechou o placar e classificou o Brasil para as quartas-de-final.

A adversária foi a Dinamarca e o duelo foi muito difícil para o Brasil. Aos 2 min de partida Jorgensen abriu o placar para os dinamarqueses.  Contudo, o empate brasileiro veio aos 11 min com Bebeto. Tocando bem a bola, a seleção de Zagallo virou aos 27 min em chute de Rivaldo.

 Mas, no segundo tempo, Laudrup, astro dinarmaquês, empatou aos 5 min. O gol para levar o Brasil para as semifinais veio aos 15 minutos, com Rivaldo marcando mais uma vez, em arremate certeiro de fora da área.

O confronto das semifinais foi contra a Holanda, seleção que em 1994 havia sido eliminada pelo Brasil nas quartas-de-final por 3 a 2. Mais uma vez, os holandeses fizeram jogo duro contra a seleção brasileira.

Após um primeiro tempo sem gols, Ronaldo abriu o placar logo no primeiro minuto do segundo tempo, após completar passe preciso de Rivaldo. No entanto, o centroavante Kluivert empatou ao 32 min e forçou a prorrogação.

Depois de 30 min tensos e sem gol – na época a prorrogação era chamada de “morte súbita”, pois quem fizesse o primeiro gol se classificava - a disputa foi para as penalidades. Brilhou, então, a estrela do goleiro Taffarel. O camisa 1 defendeu as cobranças de Cocu e Ronald de Boer e classificou o Brasil. Pela seleção brasileira, Ronaldo, Rivaldo, Dunga e Emerson converteram.

Artilheiro da seleção

Ronaldo “Fenômeno”, dono do prêmio de melhor jogador da Fifa em 1997, vivia grande fase e a confirmou sendo o artilheiro do Brasil na Copa do Mundo da França. O atacante marcou quatro gols no Mundial. As vítimas foram: Marrocos, Chile em duas oportunidades e Holanda.

Já Bebeto, César Sampaio e Rivaldo também brilharam e cada um marcou três gols, contribuindo para o Brasil chegar à sua segunda final de Copa consecutiva. Destaque também no torneio para o goleiro Taffarel, que defendeu dois pênaltis na semifinal contra a Holanda.


A final foi entre Brasil e os donos da casa, a forte seleção da França, que contava com o craque Zinedine Zidane. A seleção brasileira era a favorita. Afinal, era a atual campeã mundial e tinha em seu elenco o principal jogador do mundo, o atacante Ronaldo.

Porém, exatamente este jogador seria o personagem principal de uma história que jamais será esquecida. Estavam todos os jogadores brasileiros na concentração, se preparando para a grande final, quando Ronaldo teve uma convulsão em seu quarto, horas antes do jogo e foi levado para o hospital às pressas.

Após uma bateria de exames, não foi constatado nada no jogador, que partiu para o estádio, onde a equipe já estava nos vestiários. Na preleção sem a presença de Ronaldo, Zagallo escalou Edmundo ao lado de Bebeto. Entretanto, o Fenômeno chegou ao estádio minutos antes da partida, pediu para jogar e foi escalado.

Porém, em campo o que se viu foi um time cabisbaixo e apático, que nem de longe mostrava a garra da semifinal contra a Holanda. Aos 27 min do primeiro tempo, Zidane, de cabeça, abriu o placar para os franceses. Pouco temo depois, o mesmo Zidane, em lance idêntico, ampliou.

Sem forças, o Brasil não conseguiu reagir na segunda etapa, embora tenha ficado mais tempo com a posse de bola. Para fechar a conta e definitivamente sagrar-se campeã, a equipe francesa, aos 47 min, fez o terceiro com Petit, enlouquecendo os torcedores no Stade de France.