Introdução a O Brasil na Copa do Mundo de 2002

Depois da boa, mas conturbada campanha brasileira da Copa de 1998, quando a seleção terminou com o vice-campeonato, a esperança no Mundial de 2002, na Coréia do Sul e no Japão, era uma só: dar a volta por cima e fazer bonito na primeira vez em que a competição seria dividida entre dois países.

O treinador escolhido para comandar a equipe foi Luiz Felipe Scolari, o Felipão, que acumulava um título brasileiro e dois da Copa Libertadores.  O gaúcho assumiu em 2001 e no mesmo ano já teve seu trabalho colocado em xeque após a vergonhosa derrota para Honduras na Copa América, que eliminou a equipe da competição continental.

A campanha nacional nas eliminatórias para o Mundial também foi sofrível e a classificação veio apenas na última partida, com uma vitória por 3 a 0 sobre a Venezuela.

Para a Copa do Mundo, Felipão fez algumas reformulações e convocou jogadores com pouca experiência com a camisa da seleção, casos de Gilberto Silva e Kleberson. E também apostou no atacante Ronaldo, que vinha de grave lesão no joelho, assim como no meia Rivaldo. Além disso, o treinador resistiu à pressão para chamar Romário, principal responsável pelo título de 94, por não aprovar a postura do jogador fora de campo.

Apesar de cair em um grupo no Mundial considerado fácil, com Turquia, China e Costa Rica, nada parecia favorecer os brasileiros às vésperas do torneio. Um dia antes da estréia contra os turcos, o volante Emerson, capitão e homem de confiança de Scolari, sofreu uma luxação no ombro direito em um treino recreativo enquanto “brincava” de goleiro. Para seu lugar foi chamado o volante Ricardinho.

A Copa de 2002 marcou a 7ª participação brasileira na história da competição – única seleção a estar presente em todas as edições. E tinha início a chamada “Famíla Scolari”, com seus 23 jogadores escolhidos:


Marcos (Palmeiras)
Dida (Corinthians)
Rogério Ceni (São Paulo)
Lúcio (Bayer Leverkusen – ALE)
Roque Júnior (Milan – ITA)
Edmilson (Lyon – FRA)
Anderson Polga (Grêmio)
Cafu (Roma – ITA)
Roberto Carlos (Real Madrid – ESP)
Belletti (São Paulo)
Júnior (Parma – ITA)
Gilberto Silva (Atlético-MG) Kléberson (Atlético-PR)
Vampeta (Corinthians) Ricardinho (Corinthians)
Ronaldinho Gaúcho (Paris Saint Germain – FRA) Juninho Paulista (Flamengo)
Kaká (São Paulo)
Ronaldo (Inter – ITA) Rivaldo (Barcelona – ESP)
Denílson (Betis – ITA) Edílson (Cruzeiro)
Luizão (Grêmio)