A história do futebol

Autor: 
Ana França

Afinal, como teve início o futebol?

Primeiro jogo internacional de futebol - Escócia x Inglaterra (1872) - placar final 0 x 0.

Primeiro jogo de futebol no Brasil - Funcionários da Cia. de Gás x Cia. Ferroviária São Paulo Railway (1895) - placar final 2 x 4 (obs - todos os jogadores eram ingleses radicados em São Paulo.

Existem as mais variadas referências sobre a origem do futebol. Alguns historiadores dizem que o futebol apareceu dois mil e quinhentos anos antes de Cristo, inventado pelo imperador chinês Huang-ti. O chinês criou o jogo apenas para treinar seus soldados para as guerras, como uma forma de prepará-los em corpo e espírito para as batalhas.

A referência mais importante sobre as origens do futebol está na Idade Média, mais precisamente em Florença. Chamado de “gioco del calcio”, o futebol foi levado à Inglaterra, no século XVII, pelos partidários do rei Carlos. Eles se refugiaram na Itália e voltaram à Inglaterra, quando o monarca recuperou o trono, levando entre os costumes assimilados na Itália, a prática do “calcio”. Assim, o futebol chegou à Inglaterra e de lá foi exportado para o mundo.

Aos poucos o futebol foi incorporado aos esportes escolares por toda a Inglaterra. Naquela época o futebol adquiriu todas as regras da rígida educação inglesa. Em 1855 nasceu o primeiro time de futebol, o Sheffiel, e em 1885 o futebol tornou-se um esporte profissional.

Assim como os produtos fabricados pela indústria inglesa, o futebol também foi exportado para o resto do mundo. No Brasil, o futebol chegou em 1894, trazido por Charles Miller, paulista, nascido de pais ingleses e que, depois de alguns anos de estudos na Inglaterra, trouxe para o Brasil uma bola e a nova paixão.

No Rio de Janeiro, Oscar Fox fazia o mesmo. Ele e Miller organizaram clubes e partidas de futebol. Fox fundou o Fluminense em 1902. Nesta época, o futebol era um esporte tão apaixonante como agora, mas com regras bem diferentes! Até 1904, os jogadores eram proibidos de usar calções acima dos joelhos. A tradição mandava ainda que as camisas tivessem colarinho e mangas compridas. Jogava-se de gravata. A torcida era formada de senhoras da sociedade da época que compareciam de vestidos longos e se protegiam do sol com sombrinhas rendadas espantando o calor com leques de babados.

Com o passar do tempo o futebol evoluiu. Surgiram os estádios, os clubes, os campeonatos e, como não poderia deixar de ser, a torcida. Mas a verdade é que a chama de um século e meio atrás, e que hoje atrai milhões de pessoas, ainda é a mesma: onze homens em campo, uma bola e um único objetivo: o GOL.

A evolução da bola

As primeiras bolas tinham uma abertura por onde entrava uma câmara inflável de borracha. O principal problema surgia na hora de cabecear, quando o cadarço que amarrava a fenda machucava a cabeça dos jogadores - por isso, muitos deles usavam uma touquinha!

Na década de 40, a bola que imperava nos gramados brasileiros tinha uma costura interna, sem a abertura e sem o cordão. Mas o seu couro marrom ficava encharcado nos dias de chuva e nos campos cheios de lama. A partir da Copa de 62, a bola passou a ser fabricada com 18 gomos, ganhando uma forma mais perfeita e estável. A cor branca que sempre foi usada nos jogos noturnos, tornou-se também a preferida nos diurnos depois da Copa de 70.

A bola utilizada na Copa do Mundo de 2006 foi fruto de muita tecnologia. Fabricada com uma nova configuração de 14 gomos, a bola passou por diversos testes realizados em laboratório antes de ser aprovada pela FIFA (Federação Internacional de Futebol). A tecnologia revolucionária permite que os jogadores coloquem em ação todas suas habilidades, já que as qualidades e atributos da bola permanecem absolutamente idênticos em todos os chutes. Até nome esta bola recebeu: Teamgeist, que significa “espírito de equipe”.