História e clubes participantes

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O Campeonato Paulista de Futebol é o torneio oficial mais antigo do Brasil. Ele surgiu logo no começo do século 20, depois que o esporte trazido por Charles Miller foi ganhando espaço e formando adeptos. Foi fundada, então, em 1901, a Liga Paulista de Foot-Ball, que reunia os principais clubes da época (Paulistano, Germânia, SPAC, Internacional e Mackenzie).

A princípio, apenas essas agremiações disputavam a competição. Com a regularidade do torneio, no entanto, outras equipes começaram a surgir, como os tradicionais Santos, Corinthians e Palmeiras. Só que a popularização da modalidade desagradou as forças elitistas do futebol. Insatisfeitos com o rumo do Campeonato Paulista, Paulistano e A.A. das Palmeiras fundaram, em 1913, a Apea (Associação Paulista dos Esportes Atléticos), que organizou uma disputa paralela.

Por quatro temporadas, então, dois times foram consagrados campeões paulistas. Como as grandes forças do futebol estavam na Apea, a LPF foi esvaziando e acabou sendo engolida pela “rival”, em 1917. Nessa época, dentro de campo, três forças despontavam no cenário: Corinthians, Palestra Itália (Palmeiras) e Paulistano, sendo o último o maior de todos.

Os dois primeiros, no entanto, diferenciavam-se pela popularidade. Outros como Germânia, Mackenzie e Paulistano ficavam restritos à elite. A separação ficou ainda mais evidente quando começou a crescer um processo em prol da profissionalização da atividade. Em 1926, essas agremiações fundaram a LAF (Liga Amadora de Futebol), que passou a competir com a Apea.

Para não perder a disputa, a Apea começou a aceitar equipes do interior do Estado, como Comercial de Ribeirão Preto, Ponte Preta, Guarani de Campinas e Paulista de Jundiaí. O resultado foi a desvalorização da LAF, que culminou com a desistência de equipes como o Paulistano e a A.A. das Palmeiras, que fecharam seus departamentos de futebol em protesto contra a profissionalização dos anos 1930.

São Paulo
Imagem cedida pelo São Paulo
São Paulo/Divulgação

Em campo, os atuais grandes clubes começavam a se afirmar como as principais forças da competição. Na década de 1930, por exemplo, todos os títulos estaduais foram divididos entre Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras. A alternância de taças seria comum até os anos 1950, quando a equipe da Baixada Santista começaria a se destacar.

Foram 11 títulos em 20 anos (de 1953 a 1973). Neste período, o Alvinegro da Vila Belmiro formou uma das maiores equipes de futebol de todos os tempos, que chamou a atenção do mundo com Pelé como grande destaque. Aquela geração detém até hoje alguns dos recordes do Campeonato Paulista.

Foi nessa época, também, que começou o calvário do Corinthians. De 1954, no IV Centenário da cidade de São Paulo, a 1977, o Timão não venceu nada de importante. Uma das vezes em que passou perto foi em 1974, quando perdeu para o arqui-rival Palmeiras na decisão e viu a torcida “expulsar” Roberto Rivellino do Parque São Jorge, o acusando pelo revés.

Outra final memorável foi a de 1973, a única que teve dois campeões do mesmo certame. Na decisão, Santos e Portuguesa foram para a disputa de pênaltis. Cada equipe tinha tido três oportunidades e o placar era 2 a 0 para o time litorâneo. Por um erro de contagem, Armando Marques, árbitro do duelo, declarou a Lusa derrotada. Indignados, jogadores e comissão técnica retiraram-se do gramado e, no dia seguinte, viram a Federação Paulista admitir a divisão do troféu.

Quatro anos depois, o Corinthians celebrava o fim de sua tragédia. Em final contra a Ponte Preta, de Campinas, acabou com o jejum de troféus com o 1 a 0 no Pacaembu, gol de Basílio.

Nos anos 1980, quem passou por martírio foi o Palmeiras. Campeão em 1976 sobre o XV de Piracicaba (na despedida de Ademir da Guia), o Verdão ficou 16 anos na fila. Perdeu, no período, chances inacreditáveis de vencer o Paulista. A maior delas foi em 1986. Na decisão contra a modesta Inter de Limeira, caiu devido a uma falha do lateral Denys, que errou um recuo e deixou Tato livre para marcar o gol do título caipira.

Santos
Imagem cedida pelo Santos
Santos/Divulgação

A redenção veio no início dos anos 1990. Com Evair, Edmundo e Edílson (entre outros craques), o time do Parque Antarctica venceu o Corinthians na final do Estadual de 1993 por 4 a 0, pondo fim à fila e iniciando, por sua vez, uma época vitoriosa para o Alviverde.

Com o Palmeiras campeão, o Santos passou a chamar a atenção negativamente. Não vencia desde 1983 e convivia com a pressão da mídia e das arquibancadas. Em 2001, foi às semifinais contra o Corinthians e enfrentaria o Botafogo de Ribeirão Preto na decisão caso superasse os arqui-rivais.

O triunfo sobre o Timão estava próximo, já que o placar era 1 a 1 e o empate favorecia o Santos. Aos 47 minutos do segundo tempo, porém, Ricardinho completou de primeira um belo passe de Gil e acabou com as esperanças do time da Vila, que só acabaria com o drama no ano seguinte, pelo Campeonato Brasileiro.

Em meio a todas essas confusões por falta de títulos estava o São Paulo. Grande campeão da década de 1990, comemorou especialmente o troféu de 1998. Depois de ter perdido a primeira partida da decisão contra o Corinthians, trouxe o meia Raí da França especialmente para a disputa. Com a camisa 26, o ídolo tricolor garantiu a conquista para a equipe do Morumbi.

No início do século 21, o Paulista ainda passou por um período de incertezas. Em 2002, com um calendário diferenciado aprovado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), a competição perdeu força para o Rio-São Paulo, do qual participaram as principais equipes paulistas. O resultado foi que, neste ano, o Ituano sagrou-se campeão, tendo sido o terceiro do interior a alcançar o feito.


Campeonato Paulista - clubes que participam da temporada 2011

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