![]() Caratecas adiantados na Karate International of Raleigh praticam suas posições |
Escolas de caratê podem ter vários significados, dependendo do interesse das pessoas que as procuram. Alguns estudantes consideram o caratê como uma forma de exercício ou um modo de aliviar o estresse. Outros querem apenas aprender alguns movimentos para auxílio na autodefesa. O caratê pode também ser excelente para a autoconfiança. Seja qual for seu interesse, muitos caratecas se apaixonam por este esporte: o caratê torna-se um modo de vida.
As maiores escolas de caratê normalmente satisfazem uma grande variedade de estudantes. Elas incluem elementos de exercício, relaxamento e autodefesa. O objetivo do caratê não é necessariamente o progresso através de diferentes kyus. Mas a maioria dos caratecas que frequenta as aulas regularmente termina avançando para níveis mais altos.
![]() O instrutor mestre Rob Olevsky guia os caratecas através de exercícios práticos |
As escolas de caratê combinam elementos de várias formas de artes marciais. Robert Olevsky, o instrutor chefe na Karate International, não é somente faixa preta 9º dan, mas também 2º dan em judô, 6º dan em jiujitsu e 1º dan em kendo. Ele incorpora técnicas de arremesso e outros movimentos de combate destas disciplinas nas suas instruções de caratê. Entre outras coisas, essas habilidades complementares aumentam a capacidade de autodefesa do carateca.
As escolas de caratê podem ensinar também técnicas com armas mesmo que isto não seja um elemento tradicional. Nas artes marciais, os estudantes aprendem a usar armas como extensões do seu próprio corpo. Eles canalizam seu poder até os equipamentos externos do mesmo modo que canalizam seu poder para o punho ou para o pé.
![]() Na Karate International of Raleigh, os caratecas adiantados podem se aperfeiçoar nas armas tradicionais das artes marciais. À direita, Rob Olevsky segura o Nunchaku. À esquerda, Mindy Mayernik segura um bastão staff. |
Inúmeras armas tradicionais nas artes marciais foram desenvolvidas a partir de equipamentos de casa e fazenda. Quando a classe dominante baniu espadas e outras armas, os camponeses aprenderam a usar esses objetos de uso comum para defesa. O nunchaku, por exemplo, se desenvolveu a partir de um instrumento de separação da colheita usado na colheita de grãos. Algumas escolas de caratê também ensinam como usar armas improvisadas - como vassouras e telefones - para combater ataques inesperados.
Se você está procurando uma escola de caratê. Certifique-se de que a escola cobre as suas áreas de interesse e se os horários se adequam a sua programação. Assista a algumas aulas para sentir o estilo do instrutor. Pergunte a outros caratecas sobre suas experiências.
Kathy Olevsky sugere que mulheres encontrem uma escola de caratê que tenha uma boa atitude em relação a mulheres caratecas. Procure uma escola que tenha mulheres caratecas adiantadas (e, preferencialmente, instrutoras) e descubra se elas estão felizes com o ambiente.
De acordo com Olevsky, pais que matriculam seus filhos em aulas de caratê devem procurar escolas com áreas ao ar livre. Deve haver área para os pais assistirem as aulas de seus filhos, e não devem ser escondidas, fora dos limites das áreas de treino. Além disso, os pais devem exigir um instrutor que tenha uma boa aptidão com crianças. Uma criança que é tímida ou tem dificuldade de aprendizagem necessita de um instrutor que seja paciente e encorajador, em vez de intimidador e militarista. Visto que crianças e adultos aprendem em ritmos distintos, procure uma escola que ensine crianças separadamente.
O caratê requer força e boa técnica, mas também depende de foco mental e disciplina. Na seção a seguir, veremos o papel da inteligência, atitude e espiritualidade no caratê.