Os componentes eletrônicos

Um Champ Car é quase um computador móvel. Nos dois túneis de ar dos radiadores é encontrada uma série de subsistemas eletrônicos.

Na Figura 2 podemos ver:

  • o computador de registros de informações
  • a unidade de controle do motor (ECU), que é um outro computador
  • o alternador de controles eletrônicos
  • a bateria de todos os eletrônicos a bordo (uma caixa comprida montada na lateral do suspensor)


Figura 1 - componentes eletrônicos à direita do piloto

Figura 2 - componentes eletrônicos à esquerda do piloto

A função do computador aumentou muito nos últimos 10 anos. O motor agora é completamente controlado pelo computador (se este computador desligar, o motor não funcionará). Entre outras coisas, a ECU controla:

  • ignição
  • mistura de combustível
  • sincronia
  • SWOL ("Mudança Sem Elevação") - permite ao piloto alternar a marcha sem tirar o pé do acelerador
  • controle de velocidade (nos boxes, por exemplo)

Cada equipe oferece ao seu carro um sistema de registros de informações, bem como um sistema de telemetria capaz de transmitir informações do carro para os boxes em tempo real. Cada equipe tem ao menos um membro carinhosamente conhecido como DAG (Data Analysis Geek - Perito em Análise de Dados), cuja função é estudar todas as informações que um carro produz durante um treino ou corrida e auxiliar a equipe a utilizar estas informações para aumentar o desempenho do carro.

Um computador de registro de dados é capaz de medir 200 parâmetros diferentes do carro enquanto está em movimento. Além disso, é capaz de transmitir 72 canais de dados para os boxes em tempo real. Todos os 200 parâmetros também são armazenados a bordo para uma transferência posterior (download). A equipe pode conectar um laptop ao macaco (mostrado na foto abaixo) localizado embaixo do santo antônio, para transferir os dados armazenados no carro para o computador:


Alguns dos muitos sinais que o registro de sistemas de dados engloba:

  • escolha da marcha
  • velocidade das quatro rodas
  • velocidade do vento (utilizando o tubo pitô montado na ponta do carro)
  • configuração de aceleração
  • temperatura do óleo
  • pressão nos quatro pneus
  • pressão do calibre dos freios
  • temperatura do calibre dos freios
  • temperatura dos diferentes pontos de sistema de escapamento
  • posição dos amortecedores
  • carga de direção
  • ângulo de direção
  • aceleração alinhada, vertical e lateral
  • localização na pista
  • altura do veículo medida em quatro pontos da pista


A altura do veículo é medida utilizando lasers muito precisos. A equipe instala os lasers no carro durante os testes (é proibida a utilização dos lasers durante a corrida). Nesta foto, é possível ver um pequeno suspensor de laser instalado logo atrás da suspensão frontal.


Em quatro pontos do circuito existem radiofaróis infravermelhos. Cada carro possui um sensor infravermelho para detectar estes radiofaróis. Nesta foto podemos ver o sensor logo atrás da antena.

A localização do carro na pista é medida de duas formas. Em quatro pontos do circuito existem radiofaróis infravermelhos. Cada carro tem um sensor infravermelho para detectar estes radiofaróis. Quando o carro passa pelo radiofarol, envia um sinal de volta aos boxes; isso permite à equipe registrar divisões de tempo precisas ao longo do circuito. A equipe também pode utilizar o velocímetro do carro como um sistema de navegação inerte para apontar a posição em que o carro se encontra.