A equipe e a corrida

A Motorola (patrocinadora) fecha um contrato com o PacWest Racing Group (equipe) para administrar e manter a equipe, o carro e o piloto. O PacWest Racing Group gerencia dois carros para patrocinadores diferentes. Em 1999, havia 17 equipes administrando os carros que corriam no FedEx Championship Series.

O PacWest Racing Group compete na CART desde a sua fundação, em 1993, por Bruce R. McCaw. O PacWest Racing Group teve sua melhor campanha na CART em 1997, quando Mark Blundell e seu companheiro de equipe obtiveram juntos quatro vitórias, três pole positions e terminaram o campeonato em sexto e quarto lugar, respectivamente. Mark também venceu a corrida mais disputada da história da CART por uma diferença de apenas 27 milésimos de segundos, em Portland.

Antes da criação do PacWest Racing Group, McCaw tinha uma bem sucedida carreira de negócios. Ele fundou uma empresa de seguros de aviação, uma empresa aérea regional e, junto com seus irmãos, uma empresa de telefonia celular que foi comprada pela AT&T e atualmente chama-se AT&T Wireless.

O PacWest Racing Group é composto por 72 pessoas que ficam em Indianápolis, Estados Unidos. A equipe é muito completa, tanto em relação às corridas como em relação aos negócios, e inclui uma série de pessoas: vice-presidentes, diretores, gerentes, engenheiros, técnicos, mecânicos e assim por diante. O PacWest Racing Group é responsável por tudo, desde a aerodinâmica do carro até a alimentação da equipe no dia da corrida.

A parte da equipe que você vê em um dia de corrida é o grupo treinado especialmente para trabalhar nas oficinas e nos boxes. Estas pessoas estão familiarizadas com o carro e trabalham junto com o piloto, buscando a vitória.


Mark (terceiro da esquerda para a direita) e a equipe antes da corrida


A equipe trabalhando com os carros nos boxes

Para a equipe, a temporada começa em novembro, com a chegada e montagem dos chassis e dos motores. Os testes começam a ser realizados em janeiro e fevereiro. Nas pistas, a temporada de corridas começa em março e acontece quinzenalmente até o final de outubro. Ainda que a maioria das corridas da Champ Car aconteça nos Estados Unidos, várias são realizadas em países como Austrália, Canadá, Japão e Brasil. Ao todo, são 20 corridas por temporada que ocorrem geralmente aos domingos.

Todo o trabalho, treinamento e preparo tem um só objetivo: o dia da corrida. Nesse dia, a equipe espera que tudo esteja perfeito com o carro e com o piloto e que o resultado de toda essa preparação seja a vitória.

A equipe chega ao circuito na quarta-feira à noite ou na quinta-feira de manhã. Os preparativos para a corrida envolvem deixar os carros prontos para transporte, instalar uma oficina móvel completa dentro de um trailer e dirigir-se ao local do evento (o que acontece de avião, em caso de corridas internacionais).


A escuderia possui dois carros, motores extras, várias peças, ferramentas e todos os equipamentos necessários para qualquer reparo.

A equipe transfere tudo para a oficina instalada no circuito de corridas. Na quinta-feira, os mecânicos começam o trabalho de preparação do carro. À noite, há uma inspeção técnica: verificação de peso, medidas, características de segurança e assim por diante. Na sexta-feira, há o treino livre na parte da manhã e na parte da tarde, assim como a classificação temporária, no caso de a corrida estar sendo realizada em um circuito de rua. O sábado é reservado para o treino prático pela manhã e para a classificação à tarde. A corrida em si só acontece no domingo.

Uma parte importante da corrida são os pit stops. A cada equipe é destinada uma posição na fila do box, como mostrado abaixo:


Visão do piloto enquanto se direciona para o box


Visão do piloto pelo retrovisor quando arranca e sai do box


O lado da equipe na parede do box


O combustível e o nitrogênio comprimido para o uso durante a corrida


Equipe trabalhando no carro momentos antes da corrida


Equipe Motorola PacWest, durante a corrida, espera pela chegada do piloto Mark Blundell ao box

O pit stop é um local projetado para prestar serviços ao carro da forma mais rápida possível. Durante uma parada normal, a equipe coloca 130 litros (35 galões) de metanol no carro, troca os quatro pneus e ajusta o ângulo da asa dianteira. Ela treina durante meses, tanto com o carro quanto com a pesagem, a fim de atingir este nível de performance.

O papel da Motorola

A Motorola é uma empresa muito interessante para usar como exemplo, pois seu papel nas corridas da Champ Car tem quatro partes distintas, pois:

  • Patrocina um carro.
  • É uma “title sponsor” (possui sua marca no nome do evento) das corridas.
  • Fabrica circuitos e outros componentes usados no carro. Ela produz a Central de Gerenciamento Eletrônico ou ECU (Engine Control Unit) para os motores da Honda e fornece semicondutores, microprocessadores e microcontroladores para as ECUs da Magneti Marelli/Mercedes-Benz e ECUs de outro fabricante.
  • Também fornece todos os rádios utilizados durante a corrida (como pode ser visto na seção sobre rádios).
A Motorola também é o "Official Communications Hardware of CART" (Hardware Oficial de Comunicações da CART). Seus equipamentos de comunicação sem fio auxiliam a manter equipe de segurança, equipe médica, pilotos e funcionários de operações da CART em constante comunicação. O ambiente de alta velocidade e tecnologia das corridas Champ Car é um perfeito campo de testes para os produtos da Motorola. É interessante observar que os equipamentos sem fio utilizados pela CART, equipes e funcionários de apoio são os mesmos comprados para o uso pessoal pelo público em geral.

Trabalhando com organizações como a Racing Radios, a Motorola auxilia a prover as comunicações para a maioria das equipes da Champ Car, juntamente com o Pace Car Program e circuitos individuais. A experiência da Racing Radios em conjunto com os produtos da Motorola formam a infra-estrutura de comunicações nos circuitos, sem isso, as corridas não aconteceriam.

Os patrocinadores são essenciais para todas as grandes competições automobilísticas. São eles que fornecem o capital que sustenta a equipe e as permite competir. Sem os patrocinadores não haveria equipes e, conseqüentemente, corridas.

Patrocinar uma Champ Car não é um investimento barato. Há muitos níveis diferentes de patrocínio e as equipes ocupam diferentes faixas de qualidade. Em equipes de menor expressão, um patrocinador pode formar um sindicato e pagar na faixa de US$ 250 mil ou US$ 500 mil para ser um dos patrocinadores de um carro com vários patrocínios. Já nas equipes de alto nível, um patrocínio exclusivo pode ultrapassar a soma de US$ 10 milhões por ano. Em retorno, o objetivo do patrocinador é ter uma grande exposição de sua empresa. O carro, os banners na fileira dos boxes e outros tipos de publicidade fazem milhões de telespectadores e fãs no autódromo verem o patrocinador como parte da Champ Car.

Além da exposição que os esportes automobilísticos proporcionam à Motorola, eles utilizam seu planejamento para desenvolver relações de negócios com clientes e consumidores e estabelecer oportunidades e parcerias de negócios. A Motorola também utiliza os esportes automobilísticos para ampliar o conhecimento de marca junto a grandes audiências globais, que comprovam ter fidelidade a patrocinadores de esportes automobilísticos de maneira geral. Além disso, com a CART sendo uma série mundial, a Motorola tem a oportunidade de atingir todos os clientes em nível global, unidades de negócios e setores para desenvolver planos de ação e promoções no mundo inteiro.

O patrocínio da Champ Car funciona bem para a Motorola. A exposição que a empresa ganha é associada com a alta tecnologia de um esporte excitante, utilizando-se de dois dos principais produtos da Motorola, rádios e microprocessadores.


Os círculos vermelhos mostram a localização de dois microprocessadores Motorola na maioria dos carros da Champ Car e o quadrado amarelo mostra a localização do rádio do piloto

A empresa sente que tem um bom retorno sobre este investimento.

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