Lidando com pais superprotetores

Pais competitivos
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Pais superprotetores se afligem com qualquer coisa que possa dar errado
Treinar crianças que nunca tenham participado de um esporte competitivo já é bastante difícil. Mais difícil ainda, porém, é lidar com aquelas que já vêm equipadas com pais superprotetores e que se afligem com qualquer coisa que possa vir a dar errado.

Frequentemente esses pais não são familiarizados com as regras do jogo ou precauções básicas. Se este for o caso, arrume um tempo para encontrá-los e explique as regras básicas do jogo e como as lesões são raras. Se eles se aborrecem com o menor arranhão, explique que isso é comum acontecer, mas que você sempre tem um kit de primeiros socorros à mão. Para minimizar as preocupações deles, pense em convidar um experiente juiz para falar aos pais durante alguns minutos sobre o jogo e potenciais perigos.

Esses pais superprotetores podem ter até mesmo atitudes que desestimulam o desenvolvimento atlético da criança.  Eles podem presumir que seus filhos não são bons o suficiente para competir, o que naturalmente permeia na psique da criança. Esteja preparado para incentivar as crianças para que não entrem nessa onda negativa.

Muitos pais “iniciantes” podem achar que você, como treinador, deve dar uma atenção especial ao seu filho ou filha. Ou, tais pais podem achar que seus filhos ficarão magoados se ficarem no banco de reservas, por exemplo. Como dissemos na página anterior, falar claro com os pais sobre sua filosofia enquanto treinador pode ajudá-los a entender todas essas coisas, tais como por que seu filho não joga tanto quanto os pais gostariam. Se for preciso, faça uma reunião individiual com os pais para reiterar suas regras sobre esses pontos e suas razões para agir deste modo. No encontro, deixe os pais expressarem suas preocupações e mostre que você se interessa por elas – mesmo que discorde.

Os pais de “primeira viagem” podem ser tímidos, o que é compreensível. Alguns treinadores estabelecem uma regra (e a deixam clara na reunião inicial com os pais) que as queixas como tempo de jogo devem partir do jogador – e não de seus pais [fonte: Haefner - em inglês]. Esta é uma boa oportunidade para as crianças que têm pais superprotetores de saírem de suas conchas.

Tão duro que possa parecer lidar com pais superprotetores, pais competitivos são também bem comuns e às vezes até mais difíceis.