Domínio mental

Fred Beasley:

    "Eu não acho que futebol americano é só habilidade. Eu acho que é mais mental - ser constante. Ninguém quer ter altos e baixos durante as partidas. Você quer atuar de um jeito para que eles sempre possam contar com você. Então eu acho que é mais mental do que físico, baseado em destreza. Este esporte é 70% intelecto e 30% físico".

Jonas Jennings:

    "Eu estudo e conheço meus pontos fortes e investigo os pontos fracos dos adversários. Quando estamos estudando os adversários, eu não olho muito para eles. Eu observo os jogadores que estão jogando contra o adversário - o que é que um jogador tentou fazer contra o adversário e como foi a reação dele contra aquele movimento. Então eu descubro várias linhas de ação, sabendo que se eu fizer a mesma coisa, ele vai agir desse jeito e eu vou saber como neutralizá-lo".

Willie Anderson:

    "Eu sou um atleta muito bom, mas ao mesmo tempo dou muito duro para aprimorar minha técnica, porque vai chegar um momento quando eu não serei tão forte como agora, ou tão rápido. A técnica é o que conduz qualquer jogador até o fim - quer você tenha uma lesão, esteja ficando devagar por causa da idade ou qualquer outra coisa. Você precisa ser um jogador essencialmente seguro. Isso é algo que eu recomendaria a algum novato praticante do esporte: aprenda como jogar na sua posição. Aprenda como dominar sua posição".

Takeo Spikes:

    "Se as coisas estão difíceis para mim dentro de campo eu digo a mim mesmo: 'Spikes, você tem condições de jogar melhor. Eu sei que você é melhor do que isso. Eu sei que você é melhor do que isso, então vamos provar.' E eu sempre digo que você tem uma oportunidade. Agora, não me diga que você vai desperdiçar esta oportunidade? Se você saísse desse jogo, você iria sair dizendo 'se eu tivesse feito isso ou aquilo' .E eu não acredito em sair de qualquer coisa dizendo 'se'".

Jonas Jennings:

    "Eu procuro seguir em frente. Se você erra uma jogada defensiva e fica pensando nisso é quase certo que vai errar novamente. Você tem de descartar aquilo, tem de inibir o que é negativo. Quando eu cometo um erro ou faço algo que é fora do meu modo normal, eu começo a rir. Você acha graça daquilo e passa para a próxima jogada".

Carlos Emmons:

    "Eu não acho que há nada que se possa fazer para tornar alguém capaz de lidar com situações de pressão. Há pessoas que conseguem lidar com isso e outras pessoas que não conseguem. Sempre vão existir aquelas pessoas que não vão agir conforme o esperado quando estão sob pressão. E sempre vão existir outras pessoas que, não importa a situação, sempre estarão presentes quando você precisar delas. Eu acredito que isso é algo que vem com a pessoa quando ela nasce. Não é algo que você consegue ensinar".

Willie Anderson:

    "Os bons jogadores e as boas equipes sempre conseguem se livrar das fases ruins e dos sustos e alcançar um ritmo. Os treinadores sempre dizem para a gente manter nosso ritmo elevado - fazer a jogada, sair do huddle (reunião onde os jogadores combinam a próxima jogada), executar a jogada com velocidade, voltar para o huddle. Quanto mais rápido a gente consegue implementar a jogada, mais confusa a defesa vai ficar. Quando você não está concentrado, quando não está no ritmo, você entra na rotina e é aí que você percebe aquele receiver (jogador que recebe lançamentos) pular para fora da formação quando ele não tinha outra coisa para fazer senão ficar parado".

Jogadores em jogo
Será que os jogadores de verdade jogam vídeo games de futebol americano? Sem dúvida que jogam.

Carlos Emmons:

    "Isso é algo muito importante na nossa profissão. A gente até joga durante o trabalho. Tem uma sala onde, sempre que há um tempinho livre, nós jogamos umas partidas uns contra os outros. O negócio fica tão disputado que alguns caras saem da sala irritados como se fosse uma partida de verdade".

Fred Beasley:

    "Hoje os jogos são muito realistas. Tudo aquilo que você vê os jogadores profissionais fazendo no domingo, eles colocam nos games: a dança, o estilo de corrida, movimento da bola, movimento completo. Alguns caras organizam torneios. Eles se reúnem na casa de alguém e fazem um torneio de Madden. Cada um aposta uma parada de US$ 100 e depois jogam entre si. Uma vez a bolada chegou perto de US$ 3.500".

Jonas Jennings:

    "Eu só acho que eles deixaram o jogo muito fácil em certos momentos. Eles precisam colocar mais dificuldade na disputa mano a mano. Agora, quando se joga contra o computador no nível "all Madden", o jogo fica bem difícil. Só que na competição entre jogadores reais eles sempre deixam um jeito de você encontrar uma falha. Mas eu acho que eles fazem o jogo com o máximo de realismo que conseguem".