O lado bom e o lado ruim

Willie Anderson:

    "No dia depois da partida ,eu fico arrebentado pelos próximos cinco, seis dias. Em geral, a gente só começa a se sentir melhor no sábado à noite. Então acordamos no outro dia e já temos que apanhar outra vez - lá vamos nós fazer tudo de novo. Eu acho que todo mundo na liga se sente do mesmo jeito. É engraçado porque o treinador sempre diz que conserta a gente até o sábado. O sujeito sempre fica bom no sábado. A gente faz tudo novamente na manhã de domingo e ficamos doloridos da noite do domingo até o próximo sábado".

Jonas Jennings:

    "Sabe, é óbvio que ganhar ou perder faz uma diferença. Se você ganha, fica se sentindo bem, porque alguns dos errinhos que ainda estão na sua cabeça foram ignorados. Mas se você perder, aqueles pequenos problemas serão exagerados. Você pensa 'Puxa, eu errei aquela defesa', mas como nós ganhamos o jogo ninguém disse nada a respeito. Mas se você errar a defesa e o resultado for uma derrota, então parece que aquilo gruda na sua mente. A única maneira de você se livrar daquilo é conseguir uma vitória na próxima semana".

Carlos Emmons:

    "Você sempre acha que poderia ter feito mais como jogador depois de cada partida. O que eu quero dizer é que mesmo se todos disserem que foi um grande jogo, você sempre vai se lembrar de algumas jogadas da partida e 'Se eu tivesse feito isso um pouco mais rápido, talvez conseguisse  interceptar a bola, ou talvez eu teria conseguido um belo ponto, ou talvez eu teria feito isto.' Tem sempre alguma coisa que você acha que pode consertar no seu jogo".

Jonas Jennings:

    "Minha família assiste todas as partidas. Eles estão acostumados a me ver jogando bem, então quando alguma coisa acontece, eles são iguais ao resto das pessoas: 'Ei, como vai? Você está bem? Você está doente? O que está acontecendo?' As expectativas deles são sempre muito altas".

Carlos Emmons:

    "Alguns jogadores falam demais ou se exaltam com suas jogadas mais inexpressivas só para tentar atrair alguma atenção da mídia ou coisa parecida. Eu acho isso um tanto irritante. Quando você faz uma grande jogada ou marca um grande ponto, tudo bem, eu gosto de comemorar. Quando o sujeito faz uma jogada básica, se levanta e começa a pular por todo o campo, isso às vezes é ridículo".

Jonas Jennings:

    "Uma das coisas que a gente quer manter é a atmosfera familiar dentro do vestiário. Assim como no seu trabalho, pode ser que você não goste de alguém lá, mas você precisa ir trabalhar. Depois que bate o ponto, você não tem necessariamente que ir para o happy hour com aquela pessoa porque aí é sua escolha - você já não está mais no trabalho. Você faz o que tem que fazer para ganhar, faz o que tem que fazer para ser um time e daí em diante você vive sua própria vida depois que sai do estádio".