Introdução a Copa do Mundo 2010 - África do Sul

África do Sul

África do Sul Copa 2010

Nome: Associação Africana de Futebol

Apelido: Bafana Bafana

Fundação: 1991

Presidente: Kirsten Nematandani

Técnico: Carlos Alberto Parreira

Artilheiro: Benni McCarthy (30 gols)

Destaques atuais: Steven Pienaar e Benni McCarthy

Participações em Copas
- 1930 - Não participou
- 1934 - Não participou
- 1938 - Não participou
- 1950 - Não participou
- 1954 - Não participou
- 1958 - Não participou
- 1962 - Não participou
- 1966 - Não participou
- 1970 - Não participou
- 1974 - Não participou
- 1978 - Não participou
- 1982 - Não participou
- 1986 - Não participou
- 1990 - Não participou
- 1994 - Não participou
- 1998 – Primeira fase - (24º lugar)
- 2002 – Primeira fase  – (17º lugar)
- 2006 - Não participou
- 2010 - Primeira fase (20° lugar)

A África do Sul teve em 2010 a missão mais importante de sua trajetória esportiva: representar todo um continente, castigado historicamente por problemas sociais e econômicos, como sede de um dos maiores espetáculos de entretenimento do planeta, a Copa do Mundo.

Essa foi, afinal, a primeira vez que um Mundial aconteceu em solo africano. Tal fato atribuiu à seleção sul-africana, conhecida mundo afora pela alcunha "Bafana Bafana" depois de surpreender na Copa das Confederações (2009), ainda mais responsabilidade, já que toda a nação estava na expectativa de uma participação honrosa na competição. E o responsável por gerir toda essa carga de ansiedade foi o técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira, que traz na bagagem o título mundial conquistado com a Seleção Brasileira, nos Estados Unidos, em 1994.

África do Sul Copa 2010
Cortesia da Associação Africana de Futebol
Carlos Alberto Parreira

Mas se há 16 anos o treinador contava com craques como Romário, Bebeto e Zinho, além do voluntarioso capitão Dunga – hoje técnico do Brasil –, o mesmo não ocorre em relação à atual projeção para a África do Sul. Há, claro, jogadores habilidosos, tais como o meia Steven Pienaar (Everton-ING) e o atacante Benni McCarthy (West Ham-ING), mas o elenco que o técnico brasileiro tem em mãos ainda está muito aquém dos principais favoritos ao título. A esperança era a de que os Bafana Bafana consigam superar as limitações técnicas com doses extras de garra e superação, uma vez que a torcida deve lotar os estádios com suas famosas “vuvuzelas” (instrumento musical típico da região).

A preparação da África do Sul para o Mundial deste ano teve vários percalços desde o momento em que o país foi escolhido como sede da competição. Parreira recebeu convite para o cargo de técnico e o exerceu entre 2007 e 2008, mas acabou retornando ao Brasil por motivos pessoais. O irreverente Joel Santana, em alta depois de ter faturado o bicampeonato estadual com o Flamengo, foi o escolhido para substituí-lo.

Depois de uma ótima campanha na Copa das Confederações, em 2009, na qual foi eliminado pelo Brasil, nas semifinais, com um gol de falta marcado por Daniel Alves nos últimos minutos de jogo, a relação entre Joel Santana e a imprensa sul-africana começou a declinar. O treinador era constantemente criticado pelos jornais, principalmente em razão de seus problemas particulares com o atacante Benni McCarthy, que ficou fora de várias convocações. Em outubro de 2009, após maus resultados com a equipe, o “Papai Joel”, atualmente no comando do Botafogo, foi demitido do cargo.

Os dirigentes da Associação Sul-Africana de Futebol (Safa, na sigla em inglês) decidiram reintegrar Parreira ao comando dos Bafana Bafana depois de uma reunião no Aeroporto Internacional de Johanesburgo. Como o técnico brasileiro também já havia dado sinais de que tinha interesse em reassumir o cargo, uniu-se o útil ao agradável: Parreira foi anunciado como “velho novo” treinador da seleção sul-africana quatro dias após a demissão de Joel Santana. E de lá para cá, buscou resolver supostas intrigas no elenco, reconvocou a estrela Benni McCarthy e traçou uma preparação em longo prazo com vários amistosos internacionais.

Recentemente, Parreira e seus comandados fizeram excursões ao Brasil e à Alemanha, com o intuito de aprimorar a questão física e disputar jogos amistosos com nível de competitividade possivelmente similar ao que encontraram na Copa do Mundo. Em solo brasileiro, por exemplo, os melhores resultados foram um empate sem gols contra o Cruzeiro, em pleno Mineirão; vitória por 2 a 1 ante à Ponte Preta, no Moisés Lucarelli; e triunfo por 1 a 0 no duelo com o Botafogo, no Engenhão. Já em Frankfurt, os sul-africanos empataram em 0 a 0 com a Coreia do Norte, no dia 13 de abril, e venceram por 2 a 0 a Jamaica, no dia 28 de abril – a seleção da América Central substituiu a China, obrigada a cancelar a participação no amistoso em razão do caos aéreo provocado pela erupção de um vulcão islandês.

A seleção comandada por Carlos Alberto Parreira estreou na Copa 2010 no dia 11 de junho empatando em 1 a 1 com o México no Soccer City, em Johanesburgo. Cinco dias depois, em Pretória, enfrentou o Uruguai e perdeu por 3 a 0. A equipe fechou a participação na primeira fase diante da França, vencendo por 2 a 1,dia 22, em Bloemfontein.