Apelido: Los Catrachos, La Bicolor, La H Fundação: 1851 Técnico: Reinaldo Rueda Artilheiro: Carlos Pavón (56 gols) Destaques atuais: David Suazo (Genoa) e Wilson Palacios (Tottenham) Principais títulos: - Copa Ouro (1981) - Copa da Concacaf (1991). Participações em Copas - 1930 Não participou - 1934 Não participou - 1938 Não participou - 1950 Não participou - 1954 Não participou - 1958 Não participou - 1962 Não participou - 1966 Não participou - 1970 Não participou - 1974 Não participou - 1978 Não participou - 1982 18° lugar - 1986 Não participou - 1990 Não participou - 1994 Não participou - 1998 Não participou - 2002 Não participou - 2006 Não participou - 2010 Primeira fase (30° lugar) |
Poucos sabem, mas Honduras não foi a caçula da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. A seleção da América Central, que representa um país subdesenvolvido marcado recentemente por conflitos políticos e sem grandes tradições esportivas, debutou em Mundiais no ano de 1982, na Espanha, e obteve um rendimento relativamente honroso: dois empates e uma derrota, sendo eliminada na primeira fase.
Vinte e oito anos depois, a expectativa da equipe dirigida pelo técnico Reinaldo Rueda era conseguir o primeiro triunfo na competição futebolística mais importante do planeta – o que vier depois, segundo o próprio treinador, é lucro.
E, para isso, os hondurenhos depositavam suas esperanças no atacante David Suazo, que atualmente defende o Genoa, da Itália. Os outros destaques eram o zagueiro Maynor Figueroa, do Wigan (Inglaterra); os meias Edgar Alvarez, do Bari (Itália), e Wilson Palacios, do Tottenham (Inglaterra); e o experiente atacante Carlos Pavón, do Real España (Honduras), maior artilheiro de toda a história da seleção centro-americana, com 56 gols em 93 jogos.
Essa era a espinha dorsal da equipe comandada por Reinaldo Rueda. Estavam ainda no Grupo H as seleções da Espanha, do Chile e da Suíça.
O treinador, contudo, teve um desfalque de peso para o Mundial da África do Sul: o atacante Carlos Costly. O artilheiro da seleção hondurenha nas Eliminatórias da Concacaf fraturou o pé direito em jogo válido pelo Campeonato Romeno – ele atualmente defende o FC Vaslui – e acabou ficando fora da lista de 23 jogadores.
Honduras esperava repetir a façanha de 2001, ano em que participou da Copa América, substituindo a Argentina. Na ocasião, o time obteve a sua campanha de maior importância em uma competição internacional: o terceiro lugar, com destaque para a vitória por 2 a 0 sobre a Seleção Brasileira, então comandada por Felipão, nas quartas-de-final. Os gols foram marcados por um dos maiores ídolos do futebol hondurenho em sua história recente, o atacante Saul Martinez.
Na campanha das Eliminatórias da Concacaf, Honduras conseguiu a classificação no saldo de gols. Após os dez jogos do hexagonal final, o time centro-americano obteve 16 pontos, com cinco vitórias, um empate e quatro derrotas, o mesmo desempenho da Costa Rica. Mas os hondurenhos acumularam um saldo de seis gols positivos, enquanto os concorrentes ficaram zerados.
Para infelicidade dos hondurenhos ainda não foi desta vez que o país conquistou uma vitória na maior competição futebolística do mundo. Honduras empatou com a Suíça por 0 a 0, perdeu para a Espanha por 2 a 0 e para o Chile por 1 a 0, terminando a Copa na 30ª colocação.