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| Copa da Uefa |
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O início da Copa da Uefa foi em 1955, quando dirigentes europeus resolveram criar uma competição entre cidades importantes do continente. A idéia era fazer com que municípios de diferentes países participassem de um torneio que decidisse qual tinha o melhor futebol. Por isso, desde o início, a regra principal da disputa, conhecida como Inter-Cities Fairs Cup, era que só um time por cidade jogaria o torneio. Além disso, apenas cidades que sediavam feiras internacionais de negócios, como Frankfurt e Londres, poderiam participar.
A competição, então, serviu como uma divisão inferior da também recém-criada Liga dos Campeões, já que os clubes que participavam dela eram justamente aqueles que não conseguiam vaga no torneio principal. Apesar dessa relação, a Inter-Cities Fair Cup nunca foi organizada pela Uefa, a entidade responsável pelo futebol europeu.
No primeiro ano, os grandes clubes não estavam, oficialmente, participando da competição. No entanto, “emprestavam” seus jogadores para as equipes municipais. A cidade de Barcelona, por exemplo, foi a primeira campeã com atletas do time homônimo.
Já na segunda edição, então, os dirigentes alteraram o formato. Liberaram a participação dos clubes, mas mantiveram a regra de um time por município. Em campo, o domínio inicial foi dos espanhóis, que venceram quatro dos cinco primeiro troféus (Barcelona e Valencia conseguiram dois cada).
O domínio foi interrompido, porém, durante a década de 60. Em 1967/68, o Leeds United conseguiu sua primeira conquista e deu início ao período de predomínio inglês. Foram quatro títulos - dois do próprio Leeds, um do Arsenal e um do Newcastle.

Imagem cedida pelo Anderlecht
Anderlecht/Divulgação
Na temporada 1971/72, o torneio passou por mudança significativa em sua história. Já naquele ano, a competição ganhou a chancela da Uefa. A entidade, por sua vez, aboliu a regra de um clube por cidade e a ligação com feiras internacionais de negócios. O torneio ganhou a nomenclatura atual, Copa da Uefa.
Na primeira década após a mudança, os ingleses conseguiram manter a seqüência de conquistas. Venceram quatro das dez primeiras disputas. Ao mesmo tempo, times que não tinham espaço também chegavam lá, como os holandeses do Feyenoord e os alemães do Borussia M’gladbach.
Nos anos 80, a disputa se firmou como a mais democrática entre as semelhantes continentais. Era vencida por clubes como o Goteborg, Napoli e também por gigantes como o Real Madrid, bicampeão em 1984/85 e 1985/86. Isso porque era a terceira competição mais importante da Europa. Depois da Liga dos Campeões, a Recopa era a mais assediada pelos clubes.
A disputa ficou com times de maior expressão na década de 90, quando os italianos passaram a dominá-la. Inter de Milão, Juventus e Parma se destacaram. Em 1999/00, mais uma mudança drástica na história do certame. A Recopa foi extinta pela UEFA e os clubes que dela participavam entraram na Copa da Uefa, que passou, finalmente, a ser a segunda mais importante da Europa.
No primeiro ano com o novo modelo, foi vencida pelo Galatasaray, que derrotou o Arsenal nos pênaltis. Desde então, com o inchaço da Liga dos Campeões, tem sido o grande alvo de equipes médias como o Sevilla, o CSKA Moscou e o Feyenoord, que triunfaram no período.
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