O primeiro grande ídolo da história alvinegra foi o atacante Neco. O craque defendeu o Corinthians de 1914 a 1932 e destacou-se em diversos títulos no período. Individualmente foi o destaque em 1914 e 1920, quando sagrou-se artilheiro do Campeonato Paulista com 12 e 24 gols, respectivamente.
Teve, no começo da década de 1920, um parceiro quase perfeito. Gambarotta levantou a taça estadual em 1922, 1923 e 1924, tendo sido o artilheiro do certame em 1922, com 19 gols.
No fim daquele período, o Esquadrão Mosqueteiro ainda garantiria novo tri ao Timão. Em 1928, 1929 e 1930, o Corinthians venceu o torneio com Rato, De Maria e Del Debbio como grandes artífices.
Com a saída desses craques para o Lazio, da Itália, no começo da década de 1930, a torcida ficou órfã de grandes nomes. Essa carência só seria suprida na segunda metade do período, quando Teleco chegou ao clube.
O atacante veio do Britânia, do Paraná, e ficou muito conhecido pelo número de gols marcados com a camisa do Timão. Foi artilheiro do Campeonato Paulista cinco vezes (1935, 1936, 1937, 1939 e 1941), e campeão em quatro (1937, 1938, 1939 e 1941). Na última oportunidade em que venceu a taça, Teleco teve ao seu lado outros craques, como Dino, Brandão e Jango.
Mais uma vez, um grande momento precedeu um período de estiagem. Foram dez anos sem o Corinthians no lugar mais alto do pódio. Já no fim da década de 1940 o time, que tinha o ex-jogador Rato no comando técnico, apresentava sinais crescentes de mudança. Revelações da base como Luizinho (o “Pequeno Polegar”, pela altura) e Idário ganhavam espaço na equipe profissional.
Cláudio, Carbone e Gilmar também firmariam seus nomes naquela geração. Juntos, eles foram bicampeões estaduais (1951 e 1952) e também da Pequena Taça do Mundo da Venezuela. O mais importante deles, porém, foi o Paulista de 1954, que comemorou o 4° Centenário da cidade de São Paulo.
Existe a história de que, em 1952, a diretoria alvinegra teria perguntado aos atletas bicampeões paulistas se eles preferiam vencer o Estadual de 1953 ou o de 1954. Eles teriam respondido que preferiam a conquista de 1954. O ano de 1953, então, teria sido apenas uma preparação para a conquista marcante.
Depois disso, o Corinthians entraria no maior jejum de títulos de sua história. Ficaria sem conquistas importantes até 1977, e, mesmo assim, não passaria em branco em termos de grandes jogadores. O maior de todos os tempos, inclusive, pode ter surgido nessa época.
Considerado até hoje um dos melhores tecnicamente na história do clube, Roberto Rivellino surgiu das categorias de base em 1965, viveu intensamente a fila alvinegra e sofreu com ela. Apesar de ótimas exibições e participações exemplares na seleção brasileira (ele foi campeão mundial em 1970, no México), terminou sua trajetória no Corinthians de maneira trágica.
Imagem cedida pelo Sport Club Corinthians Paulista
Corinthians/Divulgação
Após a perda da final do Paulista para o Palmeiras, em 1974, o meia foi apontado pela mídia e pela torcida como o principal culpado pelo revés. Acabou sendo vendido para o Fluminense, onde conquistaria, finalmente, um título como profissional.
Naquele momento, ele não era o único grande craque do Timão. Além dele, os laterais Zé Maria (o “SuperZé”) e Wladimir também estavam na equipe, mas foram poupados pelas arquibancadas. Para os dois, o perdão ainda representaria a participação em um dos capítulos mais sofridos da história do clube.
Ambos participariam, três anos depois, da conquista do Campeonato Paulista de 1977, de maneira heróica, contra a Ponte Preta. O grande nome daquela festa, porém, foi Basílio. Iluminado, o atleta acertou o ângulo esquerdo de Carlos em lance conturbado, depois de Wladimir e Vaguinho terem tentado sem sucesso o gol.
Depois disso, o Timão se fortaleceria politicamente. Isso porque, com a chegada de Sócrates, Biro-Biro, Casagrande e Zenon, o Corinthians começou a tentar mudar a estrutura do futebol em meio às mudanças políticas brasileiras que aconteciam no momento.
Foi fundada a “Democracia Corinthiana”, que, com o apoio de alguns intelectuais corintianos, aboliu o regime de concentrações e se posicionou contra o sistema. O resultado em campo foi o bicampeonato paulista de 1982 e 1983.
Com a debandada dessa geração para o futebol europeu, o Timão passou por um período de pasmaceira até o fim da década de 80. Foi nesse momento que surgiram Ronaldo e Viola, os heróis do Paulista de 1988, conquistado de maneira heróica sobre o Guarani.
O primeiro ganhou seu espaço no começo daquela temporada, em um clássico contra o São Paulo. Ele substituiu Carlos e garantiu a vitória por 2 a 1 sobre o rival ao defender um pênalti do uruguaio Dario Pereyra. Já Viola foi ainda mais longe. Foi dele o gol do título, já na prorrogação, contra os campineiros.
A grande fase seria estendida até o começo da década de 90, quando o Corinthians estenderia seu domínio ao Brasil inteiro. Logo no começo do período foi campeão brasileiro, consagrando novos ídolos como Wilson Mano e Tupãzinho.
Mas o maior daquela geração foi Neto. Meia-esquerda habilidoso e polêmico, ganhou espaço no coração dos corintianos com chutes fortes. Seu começo no Parque São Jorge, inclusive, foi dos mais curiosos. Isso porque o jogador chegou desacreditado do Palmeiras, trocado por Ribamar, que nunca deu certo no Alviverde.
Anos depois, novos ídolos ganhariam espaço no Timão. Raçudos como Célio Silva, Henrique, Zé Elias (o “Zé da Fiel”) e Bernardo tinham tanto espaço quanto outros mais habilidosos, como Marcelinho Carioca e Marques. O primeiro escreveria seu nome na história da agremiação como o maior vencedor de todos os tempos.
Ao longo dos anos, conquistou quatro Paulistas (1995, 1997, 1999 e 2001), uma Copa do Brasil (1995) e um Campeonato Mundial (2000). Teve, em quase todas essas conquistas, grandes parceiros.
Em 1997, por exemplo, foi campeão paulista ao lado de Antonio Carlos e André Luiz. Em 1998, foi companheiro de craques como Gamarra, Rincón, Vampeta e Edílson, todos no auge de suas carreiras.
O paraguaio Gamarra, inclusive, tinha acabado de se eleito o melhor zagueiro do Mundial de 1998, na França, quando não fez nenhuma falta. Os outros atletas eram praticamente um barril de pólvora. Com muita personalidade, os craques marcaram suas histórias no clube com muitas confusões.
Edílson, por exemplo, deixou o Parque São Jorge na metade de 2000, uma dia após a segunda eliminação seguida na Copa Libertadores para o Palmeiras, nos pênaltis. Na ocasião, torcedores uniformizados invadiram o Parque São Jorge e chegaram a agredir o atacante.
Um ano depois, foi a vez de Marcelinho Carioca deixar o Timão de maneira conturbada. Após a perda da decisão da Copa do Brasil para o Grêmio, o camisa 7 foi acusado pelos seus companheiros de passar informações do grupo à comissão técnica.
Em 2001, uma nova geração fez sucesso sob o comando de Carlos Alberto Parreira. O “melhor lado esquerdo do mundo”, com Kléber, Gil e Ricardinho foi campeão da Copa do Brasil e Paulista, em uma grande temporada.
Anos depois, os estrangeiros ganhariam vez no Corinthians. Com a parceira MSI investindo forte no clube, Carlos Tévez chegou do Boca Juniors, da Argentina, conquistou a torcida com seu jeito aguerrido e sua técnica. Venceu, ao lado de seu compatriota Mascherano, o Campeonato Brasileiro de 2005.
O goleiro Felipe, que veio do Bragantino, foi o grande destaque da pífia campanha alvinegra no Nacional de 2007, tendo sido eleito um dos destaques da competição.
Em 2009 o grande destaque foi Ronaldo, maior artilheiro das Copas.
Confira abaixo uma entrevista com outro Ronaldo - o goleiro - que foi ídolo do time.
O maior artilheiro da história do Corinthians é o centroavante Cláudio, que defendeu o clube de 1945 a 1957, e balançou as redes adversárias em 306 oportunidades. |
| 1914 | 1916 | 1922 | 1923 |
| 1924 | 1928 | 1929 | 1930 |
| 1937 | 1938 | 1939 | 1941 |
| 1951 | 1952 | 1954 | 1977 |
| 1979 | 1982 | 1983 | 1988 |
| 1995 | 1997 | 1999 | 2001 |
| 2003 | 2009 |
| 1950 | 1953 | 1954 | 1966 |
| 2002 |
| 1990 | 1998 | 1999 | 2005 |
| 1995 | 2002 | 2009 |
| 2000 |