O que torna a Daytona 500 tão especial

A Daytona 500 é diferente das outras 35 provas da Nascar Nextel Cup, mas não apenas por causa da Flórida, que oferece aos fãs o oceano Atlântico, palmeiras e biquínis.

A Daytona 500, que se realiza no fim de fevereiro, é o ápice de uma orgia de motores de duas semanas conhecida como Speed Weeks (semanas da velocidade). Os maníacos por velocidade adoram as Semanas da Velocidade.

Até mesmo antes das Semanas da Velocidade começarem, o lugar já está fervendo, pois as equipes da Nascar passam todo o mês de janeiro testando seus carros no circuito, para então as coisas realmente esquentarem com a 24 Horas de Daytona (uma corrida de resistência para carros esporte), a Corrida Internacional dos Campeões (um evento com os melhores pilotos de várias modalidades de corrida diferentes), a Bud Shootout (uma exibição de 70 voltas da Nascar com os pilotos que obtiveram as pole positions na última temporada), uma corrida com picapes preparadas, uma corrida da Nascar com pilotos de divisões inferiores, duas corridas classificatórias para a Daytona 500 e, finalmente, o evento principal.

Parece loucura? E é!

A Daytona 500 é a primeira corrida no calendário da NASCAR.
Wieck Media
A Daytona 500, também conhecida como "Super Bowl da Nascar", é a primeira corrida no calendário da Nascar, com várias semanas de eventos anteriores a data da corrida

A Daytona 500 é a única corrida da Nascar em que a posição de largada não é determinada pelos treinos de classificação (nos quais os motoristas ganham suas posições de acordo com as velocidades conseguidas após correrem sozinhos na pista por uma ou duas voltas). Na Daytona 500, só as duas primeiras posições são definidas pelas velocidades nos treinos de classificação, o restante das posições de largada é definido pela posição dos pilotos após duas corridas de 125 milhas (200 km).

Parece confuso? E é.

Antes das Semanas da Velocidade, as equipes já passaram um mês inteiro testando e ajustando seus carros, uma indicação do quão importante é a Daytona 500: o Super Bowl da Nascar. Mas enquanto o Super Bowl é a final da temporada de futebol americano, a Daytona 500 é a abertura da temporada da Nascar. Por quê? Porque a Nascar acha que isso produz o máximo de tensão.

Parece que eles trocaram as bolas? Trocaram mesmo!

Mas a estratégia funciona. "Acho que é uma grande idéia", diz Sterling Marlin, que venceu a Daytona 500 duas vezes. "Começamos a temporada com a tensão lá em cima. Há muita expectativa, muita ansiedade, e então fazemos a maior corrida da temporada, o que, de certa forma, prepara o palco para o resto do ano. Para mim, vencer em Daytona é como vencer o Super Bowl, a única diferença é que acontece em um momento diferente".

A diferença é que o vencedor da Daytona 500 não vai necessariamente ser coroado o campeão da temporada. A Nascar tem um sistema de pontos (em inglês), realçado por uma disputa de 10 corridas (no fim da temporada) que se chama de Perseguição da Nextel Cup e que determina o campeão de toda a temporada. Os pilotos ganham seus pontos baseados em suas posições a cada corrida do calendário.

Parece matemático demais? E é.

A Daytona 500, por outro lado, é fácil de se entender: o piloto que primeiro cruzar a linha de chegada é o vencedor e, no processo, recebe uma certa medida de imortalidade.

A mística da Daytona 500 foi sendo produzida ao longo de décadas. Na próxima seção, vamos examinar a história da corrida, incluindo o motivo de ela acontecer na ensolarada Flórida.

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