Como funciona o Autódromo de Daytona
O Autódromo de Daytona é uma pista que pode botar medo. Com cerca de 4 km de extensão, ela não é o maior circuito da Nascar (essa honra fica com o Autódromo de Talladega, no Alabama, com seus 4,18 km). E ela também não é a pista mais rápida (esse título fica com o Autódromo de Atlanta). Mas com uma reta que produz velocidades em torno de 320 km/h, pode-se dizer que Daytona é muito rápida.
O formato dela é chamado de trioval. A superelevação da pista varia de 31 graus nas curvas a 18 graus na reta dos boxes e 3 graus na principal. E quão íngreme são 31 graus? É só pensar em uma montanha de esquiar. Se a superelevação não fosse tão grande, os carros sairiam voando da pista quando estivessem procurando fazer as curvas na maior velocidade possível.
Wieck Media
É a superelevação de Daytona que permite que os carros andem a velocidades tão altas
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Em Daytona e outras pistas grandes semelhantes, os pilotos usam uma estratégia chamada de "pegar o vácuo". O carro da frente faz um buraco no ar e os carros de trás andam no vácuo criado por ele (lembre-se de que quando você anda na estrada e coloca sua mão para fora da janela, ela leva um baita empurrão do ar. Mas se colocar sua mão atrás do retrovisor, esse empurrão acaba, pois o retrovisor pára o vento. Então, de uma maneira bem simplificada, podemos dizer que sua mão está pegando o vácuo do retrovisor).
Dois ou mais carros andando um atrás do outro podem ganhar velocidade, enquanto um carro separado irá acabar ficando para trás. Mas então como é que o carro de trás faz a ultrapassagem? O truque é ganhar velocidade no vácuo e usar essa força para estilingar e ultrapassar o carro da frente.
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