Cromatografia a gás / Espectrometria de massa
A cromatografia a gás e a espectrometria de massa são os métodos mais comuns de análise química. Esses testes podem ser feitos com amostras de urina ou sangue. Na cromatografia a gás , a amostra é vaporizada na presença de um solvente gasoso e colocada para percorrer um longo caminho em uma máquina. Cada substância dissolve de modo diferente no gás e permanece no estágio gasoso por um período específico, chamado de tempo de retenção. A substância sai do estado gasoso e é absorvida por um sólido ou líquido, que é analisado por um detector. Quando a amostra é analisada, o tempo de retenção é transferido para um relatório ou uma planilha, para criar um cromatograma. São adicionadas amostras padrões de drogas, bem como amostras de sangue ou urina, a fim de que drogas específicas possam ser identificadas e quantificadas nos cromatogramas.
Na espectrometria de massa, as amostras são separadas com um raio de elétron e os fragmentos são empurrados por um longo tubo magnético até chegar a um detector. Cada substância tem uma única "impressão digital" no espectrometro de massa. Novamente, as amostras padrões de drogas são adicionadas para identificação e quantificação de drogas.
Imunoanálises
Algumas substâncias (tais como hCG, LH, ACTH) podem ser medidas em amostras de urina, por meio de uma imunoanálise. Nesse teste, a amostra é misturada com uma solução, contendo um anticorpo específico para a substância testada. Um anticorpo é uma proteína que se prende somente a uma substância específica e é como o organismo reconhece os corpos estranhos. No exame, o anticorpo é marcado com um corante fluorescente ou com uma substância radioativa. A quantidade de luz fluorescente ou de radioatividade é medida e está relacionada com a concentração da substância testada na amostra.
Testes em desenvolvimento
Ainda não há testes confiáveis para hGH, IGF-1 e EPO. Todavia, um teste para EPO está em desenvolvimento. É realizado através da análise do tamanho dos glóbulos vermelhos, pois tem sido notado que o EPO sintético produz glóbulos vermelhos menores e que seguram mais ferro do que o natural. Sendo assim, o tamanho e o conteúdo de ferro dos glóbulos vermelhos de uma amostra de sangue são analisados para investigar se o atleta usou EPO.
Embora exista uma pequena evidência estatística de generalização do doping, atletas e treinadores enfatizam que a maioria dos competidores não toma substâncias ilícitas. Apesar disso, os testes para detectar drogas estão cada vez mais se tornando parte das competições esportivas. À medida que novas substâncias para aumento de desempenho são desenvolvidas, novos testes para detectá-las também são. A batalha para manter os esportes livres das drogas continua.
O Governo Federal Brasileiro investiu R$ 8, 415 milhões no Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico do Instituto de Química da UFRJ (Ladetec), único no Brasil credenciado pela Agência Mundial antidoping (Wada). Este é o laboratório responsável por realizar os exames antidoping nos atletas que disputam o Pan do Rio de Janeiro. Durante os Jogos, o Ladetec funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana. Espera-se analisar 60 amostras de urina por dia e dez procedimentos diferentes. No total, serão realizados cerca de 1.500 exames. Com exceção dos medalhistas e recordistas pan-americanos (todos são obrigados a realizar o exame), a seleção dos atletas que se submetem ao teste antidoping é aleatória. A análise é sigilosa desde o momento da coleta. As amostras chegam ao laboratório apenas com um código e, internamente, é dado um outro código, para que o técnico de laboratório não saiba que competidor está sendo controlado. Os atletas selecionados para o exame são convocados logo ao final das partidas ou competições. Nos esportes coletivos, em geral, são convocados dois membros de cada equipe aleatoriamente. Uma vez notificados, os atletas devem comparecer ao local de realização do exame, em uma hora no máximo. A coleta é feita individualmente, pelo próprio esportista, na presença de um observador, para garantir a qualidade e evitar fraudes. O Comitê Olímpico Brasileiro realizou em abril os exames preventivos de controle de dopagem com os atletas brasileiros. Os testes foram feitos em todos os atletas com chances de classificação para a competição. A UNESCO no Brasil, lançou no dia 11 de julho no Rio de Janeiro, uma campanha a favor do “jogo limpo”, buscando sensibilizar os atletas e o público em prol do esporte ético. |