Apesar de ser um clube antigo, o Duisburg viveu sua grande fase entre os anos 1950 e 1970. Antes disso, passou muito tempo longe da elite do futebol nacional, e só conseguiu se estabelecer na primeira divisão no período em questão.
Portanto, seus principais ídolos apareceram nesta época. Na década de 1960, por exemplo, os torcedores da agremiação viram surgir Michael Bella. O jogador, nascido na cidade e torcedor do clube, defendeu as cores do Duisburg durante toda a sua carreira.
Sua longevidade à frente da zaga da equipe até hoje não foi superada. Ficou de 1964 a 1978, e disputou nada menos que 405 partidas, 11 a mais que o segundo colocado no ranking, Bernard Dietz.
Durante esse período, Bella participou das campanhas mais vitoriosas da história da agremiação. Foi vice-campeão do Campeonato Alemão em sua primeira temporada, vice da Copa da Alemanha em 1965/66 e 1974/75 e semifinalista da Copa da UEFA de 1977/78. O bom desempenho lhe rendeu convocações para a seleção nacional, e ele participou do grupo que venceu a Eurocopa de 1972.
Na década de 1970, porém, viu surgir um rival à altura em termos de idolatria no clube. O líbero Bernard Dietz foi revelado nessa época e passou 12 anos no Duisburg, até que a equipe caiu na temporada 1981/82 e ele foi negociado para o Schalke 04, onde encerrou a carreira.
No Duisburg, se destacou principalmente pela presença ofensiva. Apesar de jogar no setor defensivo, Dietz marcou nada menos do que 70 gols, um a menos que o maior artilheiro da história do time, Ronald Worm.
Além disso, foi o atleta da equipe que mais se destacou vestindo a camisa da seleção. Considerado o herdeiro de Franz Beckenbauer, foi o capitão do time que venceu a Eurocopa de 1980.
Ao lado dessas duas lendas do Duisburg, atuaram outros grandes jogadores, como Hebert Buessers e Raine Budde, que também conseguiram seu espaço na galeria de ídolos da agremiação. Quem conseguiu se igualar aos outros dois heróis, porém, foi o atacante Ronald Worm.
Revelado pelo próprio clube, atuou de 1971 a 1979, e se destacou pelo número de gols marcados. Foram 71 em 231 partidas. As participações, porém, não o garantiram na seleção alemã. Ele atuou com a tradicional camisa branca em apenas sete oportunidades.
Só que toda essa geração foi consumida pela ganância dos dirigentes, que venderam o time e tiveram um verdadeiro naufrágio nos gramados com a queda em 1981/82. A recuperação viria somente nos anos 1990, com a chegada de outros atletas que se tornaram ícones.
Nomes como Stefan Boerger e Stefan Emmerling fizeram o Duisburg voltar à primeira divisão, mesmo que sem muito destaque. Já no século XXI, após novo momento longe da elite, o clube apostou no alemão descendente de marroquinos Abdelaziz Ahanfouf.
Ele chegou em 2003 e foi o grande responsável pelo último acesso à primeira divisão. Em três anos, fez nada menos que 40 gols em 83 partidas, com média de quase um a cada dois jogos. Ao garantir o acesso, porém, transferiu-se para o Arminia Bielefeld.
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Artilharia
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Imagem cedida pelo Meidericher Spielverein Duisburg
Duisburg/Divulgação
Melhores colocações
| Posição | Ano |
| 2º | 1963/64 |
| 6º | 1977/78 |
| 7º | 1970/71 |
| 7º | 1964/65 |
| 7º | 1967/68 |
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