Estilos

Até que o alpinista chegue a escalar uma grande montanha, ele passa por várias etapas e vários estilos de escalada. O ideal é que o praticante comece participando de cursos de montanhismo e de guia de montanha que geralmente são oferecidos por clubes específicos. No Brasil, a grande maioria dos clubes e dos alpinistas concentra-se nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

Através da participação em cursos e da experiência prática o alpinista vai aos poucos adquirindo conhecimento no esporte e se especializa em determinada técnica. É muito importante que o alpinista saiba usar o equipamento com segurança. Não é raro encontrar atletas com o último modelo de equipamento, mas que não sabem utilizá-lo da maneira correta. Por isso, o estudo e profundo conhecimento da técnica do esporte são fundamentais para o sucesso em uma expedição, seja ela grande ou não.

“Nem sempre o objetivo do alpinista é chegar ao cume, mas sim vencer algum trecho bastante difícil”
Waldemar Niclevicz


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Crédito: Waldemar Niclevicz
Cordilheira de Huayhuash, Peru

 

Existem vários estilos de escalada. Porém, os conceitos de estilos ainda não estão sedimentados no Brasil. Por não termos nossa natureza marcada por muitas montanhas, o Brasil é um país que não tem tradição no alpinismo. Em razão disso não há uma cultura alpina, nem termos definidos. Tudo é alpinismo. Seguem alguns dos estilos mais conhecidos por aqui:


- Expedições pesadas: o alpinista monta o acampamento e volta para a base o tempo todo.

- Escalada indoor: praticada em paredões de concreto ou madeira repletos de pontos de apoio de diversos tamanhos, cores e formas, localizados dentro de ginásios, escolas ou academias.

- Escalada esportiva: paredões não tão altos, porém de bastante dificuldade (curtos e difíceis).

- Escalada livre: escalar sem se apoiar em nada, usando os grampos apenas como segurança. Antigamente o homem se apoiava em pontos de apoio para escalar a montanha, como troncos. Tentava-se chegar ao cume de qualquer jeito, não importando os meios. Com o passar do tempo o homem foi deixando esses pontos de apoio. Atualmente, o prazer do escalador é subir o paredão sem se apoiar. Isso é chamado de escalada livre.

- Big wall: grandes paredes - paredões de vários esticões ou cordadas. A partir de 8 esticões o paredão já pode ser considerado um big wall. Dependendo da via, o Pão de Açúcar pode ser um big wall.

- Alta montanha: escalada em montanhas que possuem 5.000 m ou mais. Na alta montanha o alpinista precisa muitas vezes utilizar técnicas apropriadas aos diversos estilos, pois paredões dessa altura possuem trechos de big wall, escalada esportiva, etc.

Glossário

Mepar: eliminar os pontos de apoio.

Via: rota da escalada.

À vista: primeira vez que uma via é escalada. A possibilidade de mepar uma via à vista é bem menor do que uma via que já foi escalada.

Cascata: técnica utilizada para atravessar rios congelados.

Cordada: dois ou mais alpinistas unidos pela mesma corda. Uma corda de escalada tem geralmente entre 50 e 60 m, que é aproximadamente a distância entre uma parada e outra, ou a distância da base até a primeira parada. O primeiro alpinista da cordada é chamado de “guia” ou “primeiro da cordada”. O segundo alpinista de uma cordada pode ser chamado de “segundo” ou “participante”. O ideal é que os dois alpinistas tenham o mesmo nível técnico, para que na parada ocorra o revezamento de quem vai à frente.