O ideal é que a preparação de uma grande expedição tenha início, no mínimo, um ano antes da mesma. Isso se deve principalmente a um importante fator: custo. Uma grande expedição chega a custar em torno de US$ 200 mil e envolve cerca de 200 pessoas. Arrecadar fundos (patrocínios) para a expedição requer um bom tempo.
Para que o alpinista concentre-se e foque em sua principal atividade, subir a montanha, é necessário que ele tenha uma equipe que o auxilie. A grande maioria dos alpinistas trabalha com agentes que fazem toda a parte burocrática de uma expedição, que por sinal, não é pequena.
O alpinista não pode simplesmente chegar a um determinado país e começar a escalar a montanha. É necessário o preenchimento de uma ficha de permissão, contando a experiência do mesmo, bem como uma assinatura de compromisso e responsabilidade por possíveis danos e acidentes. Normalmente, o simples preenchimento dessa ficha (sem ela não há consentimento) custa em torno de US$ 10 mil. Esse valor é pago para o ministério de turismo do país em questão. Também é necessário efetuar um depósito de resgate, para que o país envie o resgate se preciso for. Se o resgate não for pago antecipadamente, o alpinista corre o risco de não ter a quem recorrer em caso de acidente. Outra taxa deve ser paga pelo uso da comunicação via satélite.
O staff que envolve uma expedição inclui, além do(s) alpinista(s), o agente, cozinheiro, auxiliar de cozinheiro, carregadores, equipe de marketing, nutricionista, meteorologista, entre outros.
O bom planejamento de uma expedição pode ser o fator chave para o sucesso da mesma. Nesse ano que antecede a expedição, o alpinista e sua equipe estudam as vias da montanha. Todas as dificuldades procuram ser previstas com antecedência. O alpinista deve saber exatamente o que ele vai fazer lá na montanha. Tudo é programado e planejado, principalmente em função da segurança.
![]() © 2007 www.niclevicz.com.br Crédito: Waldemar Niclevicz |
Nos seis meses que antecedem a expedição, o alpinista procura intensificar a sua preparação física. Aumentar a sua capacidade muscular e aeróbica ajuda bastante a enfrentar as dificuldades da montanha. O brasileiro Waldemar Niclevicz costuma correr cerca de 10 km em 50 minutos, nadar cerca de 3 mil metros em uma hora, e fazer exercícios de musculação regularmente. Nos meses que antecedem a uma expedição ele ainda inclui em sua preparação uma pedalada de 70 km e, como não poderia deixar de ser, uma caminhada na montanha. Niclevicz costuma colocar a mochila nas costas e caminhar cerca de 25 km em um único dia.
Tudo pronto? É só começar a subir. Na próxima página saiba como funciona um acampamento base.