Considerado por muitos o melhor jogador da história do Fluminense, Rivelino foi contratado pelo presidente Francisco Horta em uma das negociações mais ousadas de que já se ouviu falar. Em 1975, o dirigente tricolor foi até São Paulo oferecer flores para a mulher do então jogador do Corinthians e conversar com o meia para convencê-lo a jogar nas Laranjeiras. Conseguiu. O craque era o principal jogador da Máquina Tricolor, time que encantou o Brasil em 1975 e 1976, sendo bicampeão estadual.
Mas ninguém mostrou mais dedicação ao Fluminense do que o goleiro Castilho. Ele chegou ao clube no fim da década de 40 para marcar seu nome na história tricolor. Era conhecido como “Leiteria”, gíria utilizada na época para designar pessoas com muita sorte. O ex-camisa 1 é o recordista em número de partidas disputadas com a camisa do clube, com 696 atuações.
Além disso, o atleta deu um dedo pelo clube: seu mindinho da mão esquerda. Quando seu médico disse que teria de passar dois meses tratando uma lesão, o atleta optou por uma amputação parcial para não ficar tanto tempo longe dos gramados. Na sede da agremiação, na rua Álvaro Chaves, existe um busto em homenagem ao goleiro, considerado o melhor da história do Fluminense. Faleceu em 2 de fevereiro de 1987, cometendo suicídio.
João Coelho Netto, mais conhecido como Preguinho, é uma lenda do Fluminense. Ele não era apenas um jogador de futebol, era uma atleta. Representando o clube, conquistou 387 medalhas e 55 títulos em nove modalidades, entre elas o futebol. Com a camisa tricolor, atuou 174 vezes e marcou 129 gols. Participou de um dos melhores times da história da equipe das Laranjeiras, os tricampeões de 1936, 1937 e 1938, e foi o autor do primeiro gol brasileiro em uma Copa do Mundo, em 1930.
Outro grande craque desse time da década de 30 foi Tim. Ele chegou ao Fluminense em 1937, contratado da Portuguesa Santista. Participou das campanhas campeãs daquele ano e do seguinte. Foi o principal jogador tricolor enquanto atuou no clube. Em 1940 e 1941, conduziu a equipe ao bicampeonato. Tim jogou 226 vezes com a camisa tricolor e marcou 71 gols. Era conhecido como um dos melhores dribladores do futebol brasileiro. Depois de se aposentar, virou técnico e chegou a comandar o Fluminense, onde foi campeão estadual em 1964.
O atacante Hércules era quem formava a linha de frente do Fluminense do fim da década de 30, ao lado de Romeu e Tim. Tinha o apelido de “Dinamitador” devido à potência de seus chutes. Nas campanhas do tricampeonato, foi o artilheiro do time, com 56 gols.
Telê Santana ganhou sua maior fama como treinador, sendo bicampeão mundial pelo São Paulo. Mesmo assim, nunca escondeu de ninguém que sua verdadeira paixão era por outro tricolor, o do Rio. Segundo ele, sua maior emoção foi ter marcado os dois gols que deram o título estadual ao Fluminense em 1951, diante do Bangu. Quando jogava no clube, era conhecido como “Fio de Esperança” por sua entrega em campo e sua mania de nunca desistir, sem se importar com o quão adversa era a situação. Telê é o terceiro jogador a mais vezes ter vestido a camisa tricolor, com 556 jogos. Ele morreu em 21 de abril de 2006, aos 74 anos de idade.
O primeiro grande goleiro do Fluminense foi Marcos Carneiro de Mendonça, que começou a atuar pelo clube em 1914. Ele foi também o primeiro a defender as cores da seleção brasileira. Com a camisa tricolor, foi tricampeão estadual em 1917, 1918 e 1919. Posteriormente, chegou a ser presidente da instituição, durante o bicampeonato de 1940 e 1941.
Na mesma época em que teve seu primeiro grande goleiro, o Fluminense também encontrou em Welfare um grande goleador. O “tanque inglês”, como era chamado, tem uma das médias de gol mais impressionante da história do clube: em 166 jogos, marcou 163 vezes. Foi tricampeão estadual na década de 1910. No cinqüentenário da agremiação ele foi homenageado com uma medalha de ouro por 50 anos de serviço à equipe tricolor.
O maior craque da história do futebol paraguaio também marcou os torcedores do Fluminense que o viram jogar. O meia Romerito era conhecido por sua técnica refinada, vontade de vencer e precisão no passe. Ele chegou ao time das Laranjeiras em 1984, aos 23 anos, e foi campeão estadual de 1984 e 1985, além de ter feito o gol que deu o título brasileiro de 1984 ao Fluminense.
Na mesma época, os atacantes Assis e Washington formaram uma dupla de sucesso que ficou conhecida como “Casal 20”, devido ao grande entrosamento entre os dois jogadores. Com jogadas combinadas, ambos marcaram muitos gols e fizeram sucesso pelo Fluminense. Pelos gols contra o Flamengo nas finais do Campeonato Estadual de 1983 e 1984, Assis ficou conhecido como “Carrasco” dos rubro-negros.
Renato Gaúcho é, provavelmente, a figura mais importante da história recente do Fluminense. Chegou ao clube em 1995, desacreditado, e logo ganhou a torcida tricolor com sua dedicação em campo e técnica apurada. Ajudou também o grande aproveitamento do atacante contra o rival Flamengo, contra quem costumava marcar muitos gols. Na final do Estadual de 1995, marcou dois gols, sendo o segundo a lendária “barrigada” aos 41 min do segundo tempo, que deu o título ao time tricolor, tirando o clube de uma fila de nove anos. Como treinador, levou o Fluminense de volta à Copa Libertadores com a conquista da Copa do Brasil de 2007.
Atualmente, o maior ídolo da torcida do Fluminense é o zagueiro Thiago Silva. Uma peça fundamental na conquista da Copa do Brasil de 2007, primeiro título nacional do Fluminense em 23 anos, o jogador conquistou os tricolores com seu estilo de jogo sério, desarmes precisos e dedicação em campo. Uma curiosidade: o jogador se declara torcedor do clube e explicou como escolheu a equipe. Foi o gol de barriga de Renato Gaúcho, contra o Flamengo, em 1995, que transformou o então coração vascaíno de Thiago Silva em tricolor.
Confira abaixo uma entrevista com o craque Edinho.
Waldo não era querido pela torcida tricolor por causa de sua técnica apurada, mas sim pela sua capacidade incrível de balançar as redes adversárias. O centroavante é o maior artilheiro da história do Fluminense, com 314 gols em 403 jogos. Com a camisa tricolor, foi campeão estadual de 1959 e do Torneio Rio-São Paulo em 1957 e 1960. |
Principais títulos
Copa Rio Internacional
| 1952 |
| 1970 |
| 1984 |
| 1999 |
| 2007 |
| 1957 |
1960 |
| 1906 | 1907 | 1908 | 1909 |
| 1911 | 1917 | 1918 | 1919 |
| 1924 | 1936 | 1937 | 1938 |
| 1940 | 1941 | 1946 | 1951 |
| 1959 | 1964 | 1969 | 1971 |
| 1973 | 1975 | 1976 | 1980 |
| 1983 | 1984 | 1985 | 1995 |
| 2002 | 2005 | |
|