História

O Guarani surgiu em uma época em que vários clubes eram fundados por jovens atletas, que praticavam esportes no Gymnasio do Estado, nos anos de 1900 a 1910. No ano seguinte, então, alguns adolescentes resolveram formar uma agremiação diferente das demais.

Guarani

Nome: Guarani Futebol Clube

Apelido: Bugre

Fundação: 1911

Localização: Av. Imperatriz Dona Tereza Cristina, 11 – Campinas - SP

Estádio: Brinco de Ouro da Princesa

Maior artilheiro: Careca (109 gols)

Principais títulos

Campeonato Brasileiro (1): 1978

Destaque na temporada 2007: Gisiel

* ACOMPANHE AQUI OS RESULTADOS DO CAMPEONATO PAULISTA.

Os alunos Pompeo de Vito, Vincenzo Matallo e Hernani Felippo Matallo se reuniram na praça Carlos Gomes (nome de um autor de grandes óperas internacionais, nascido em Campinas) e decidiram fundar um clube, chamando amigos e parentes para entrar na associação. Os jovens, então, decidiram jogar futebol sobre o espaço de lazer e, numa reunião de dez garotos, fundaram o Guarany Foot-Ball Club, em homenagem à obra do compositor de óperas que dá nome à praça. As cores foram escolhidas de forma peculiar: o branco, da luz que iluminava o local, e o verde, do gramado da área.

Após a formação, foi estabelecida a mensalidade do clube como 500 réis de taxa. Mas, então, surgiu o primeiro problema. O time estava sendo formado no dia 1º de abril do ano de 1911. Com medo de serem ridicularizados no futuro por se tratar do Dia da mentira, a diretoria decidiu que a data oficial de fundação do clube seria o dia seguinte, 2 de abril. Em seguida, o time foi formando os seus estatutos e seguiu com as suas atividades.

Em 1918, o clube passou a ser chamado de Bugre, em alusão ao indiozinho que é mascote da agremiação. O índio representa a força e luta do time no início de sua trajetória.

O Guarani construiu seu estádio no ano de 1923. Para a inauguração, fez uma partida com a principal agremiação da época, o Club Atlhetico Paulistano. A partida foi vencida por 1 a 0, com gol de Zequinha.

Mas, a partir dali, a rivalidade com a Ponte Preta passou a se acirrar, com os jogos ocorrendo no novo estádio até o ano de 1948, quando o rival alvinegro inaugurou o Moisés Lucarelli. Antes disso, a partida verdadeiramente considerada como dérbi era Guarani FC x Campinas FC, um time famoso na época, e que em nada se assemelha com o Campinas FC, criado pelo ex-jogadores Careca e Edmar.

Ainda nos anos 20, surgiu o primeiro ídolo da história do futebol do clube. O atacante Nenê estreou aos 20 anos com a camisa alviverde. Após nove anos, marcou mais de 100 gols, ficando na agremiação até 1934.

Em 1947, o futebol tornou-se profissional no estado de São Paulo, e foram organizados os campeonatos da primeira e da segunda divisões. O Guarani ingressou na divisão inferior e logo a venceu, subindo para a primeira em 1950.

Em 1953, a diretoria achava que o clube necessitava de um estádio maior para seu público. Então, foi construído o Brinco de Ouro da Princesa. O estádio tem esse nome pelo fato de um jornalista, que necessitava de uma manchete chamativa para o seu jornal, ter dito: “Brinco de Ouro para a Princesa”, sendo a palavra Princesa uma alusão à cidade de Campinas, que era chamada de Princesa D’Oeste. O estádio já sofreu duas reformas, em 2002 e 2006.

 
Imagem cedida pelo Guarani Futebol Clube
Guarani/Divulgação

Brinco da Princesa em 1990

 
Imagem cedida pelo Guarani Futebol Clube
Guarani/Divulgação
Brinco da Princesa em 2007

Na década de 50, o clube teve, pela primeira vez, jogadores convocados para a seleção brasileira principal. São eles: Tião Macalé, Oswaldo, Amauri e Hilton, que jogaram o Sul-Americano (atual Copa América) de 1963. Com atletas tão valiosos, o time passou a vencer os seus primeiros campeonatos profissionais, como os Torneios dos Campeonatos Paulistas de 1953, 1954 e 1956.

Se os anos 60 foram de resultados pouco expressivos, a década seguinte foi marcante. O clube revelou grandes nomes, como Careca, Zenon, Renato Pé Murcho e Jorge Mendonça, conquistando o Brasileiro de 1978, o maior título de sua história.

O centroavante Careca defendeu o clube de 1976 a 1982 e foi o maior artilheiro da história do Guarani, marcando 109 gols nesses seis anos. Um deles o da decisão do Nacional de 1978, na histórica final contra o Palmeiras, em que o Bugre triunfou por 1 a 0.

Oito anos depois, a chance do bicampeonato. Porém, em uma final emocionante com o São Paulo, a equipe do Brinco de Ouro amargou o vice-campeonato nacional após disputa por pênaltis. Por ironia, o “carrasco” daquela decisão foi justamente Careca, que na época defendia o Tricolor paulista e brilhou com a camisa são-paulina na decisão.

Posteriormente, o clube chegou à final do Campeonato Paulista de 1988, contando com jogadores como o meia Neto. Na ocasião, perdeu para o Corinthians a decisão.

Nos anos 1990, o Guarani continuou montando bons times, com atletas como Djalminha, ex-Flamengo, e Amoroso, formado nas categorias do clube. Amoroso, inclusive, foi Bola de Ouro no Campeonato Brasileiro de 1994. Ainda brilharam pelo clube os atacantes Luizão e Dinei.

Depois de vendidos esses jogadores, o Guarani passou a sofrer com problemas de má administração. No século 21, acumulou rebaixamentos tanto no Brasileiro quanto no Paulista. Agora, tenta se reerguer, estando já na elite do futebol estadual. Contudo, inicia o ano de 2008 na Série C do Nacional.

Mascote

O Bugre, mascote do Guarani, surgiu como homenagem ao filho da terra, o compositor Carlos Gomes, autor da ópera “O Guarany”, um enorme sucesso em 1911, ano da fundação do clube de Campinas.


Mascote do Guarani

A figura do indiozinho nada mais é do que uma representação dos homens que formavam a tribo dos Guaranis, conhecidos por sua grande coragem e espírito de luta, características que o clube carrega ao longo de sua existência.