Ídolos, títulos e artilharia

O primeiro grande ídolo do Guarani foi o atacante Nenê, que estreou balançando a rede em abril de 1926, no empate por 1 a 1 com o CA Ypiranga. Pelo clube, chegou à seleção paulista, jogando contra times como Torino, da Itália, e Peñarol, do Uruguai.

Os jornais de Campinas colocavam Nenê como ídolo da cidade, com o jogador chegando a fazer propagandas de fortificante, joalheria e alfaiataria. Terminou sua história como atleta bugrino em 1934, numa partida contra o Corinthians de Campinas. Em oito anos, marcou mais de 100 gols.

Durante várias décadas o time teve, no entanto, suas glórias em um âmbito apenas regional, como campeonatos da cidade de Campinas, do estado de São Paulo e amistosos contra times de fora do estado.

O segundo ídolo em potencial foi o meia Zenon. Famoso no Corinthians e na seleção brasileira, o inteligentíssimo armador de jogadas chegou ao Guarani vindo de Santa Catarina, onde atuou no Avaí. O meio-campista, excelente cobrador de faltas, desembarcou em Campinas em 1976 e ficou na agremiação até 1980, ajudando na conquista do Brasileiro de 1978.

Zenon teve ao seu lado Careca, que é o maior ídolo da história do Guarani. O centroavante chegou no clube ainda menino e cresceu nas categorias de base do alviverde. Ele iniciou sua carreira profissional em 1976, com apenas 16 anos. Em 1978, venceu o primeiro e único Campeonato Brasileiro da história do bugre, marcando o gol do título no triunfo contra o Palmeiras por 1 a 0.

O atacante permaneceu até 1982, quando se transferiu para o São Paulo. No mesmo ano, foi convocado para a seleção brasileira que ia disputar a Copa do Mundo. Mas, em virtude de uma lesão, acabou cortado. Careca marcou, ao final de seis anos, 109 gols.

Depois, na metade dos anos 80, o ponta-esquerda João Paulo ingressou no time alviverde. Vindo das categorias de base, chegou ao elenco profissional em 1984 e atuou por quatro anos, até sair para o Bari, da Itália, onde ficou por cinco anos. Ao mesmo tempo, o centroavante Evair subiu ao time profissional em 1985, defendendo o clube até 1988. Depois, também foi para a Itália, jogar na Atalanta.

No final dos anos 80, quem desembarcou no clube campineiro foi o meia Neto, sendo titular em várias competições. Em 1988, foi peça chave na campanha da equipe vice-campeã paulista.

Na década de 90, mais três jogadores tiveram grande destaque com a camisa alviverde. O primeiro deles foi o meia Djalminha. Filho do zagueiro Djalma Dias, chegou em Campinas vindo do Flamengo em 1993. Jogou por uma temporada e foi para o Japão, voltando no ano seguinte. Dotado de grande técnica, fez com que o time rivalizasse com os grandes do estado, ao lado de Luizão e Amoroso.

Amoroso, por sinal, foi revelado pelas categorias de base e, em 1992, com 18 anos, foi emprestado para o futebol japonês para adquirir experiência. Voltou em 1994 e, de forma extraordinária, foi Bola de Ouro do Brasileirão.

Artilharia

O maior artilheiro da história do Guarani é o craque Careca, que defendeu o clube na década de 1970 e é considerado o melhor jogador da história da agremiação. O centroavante balançou as redes adversárias em 109 oportunidades.


Principais títulos

Campeonato Brasileiro
1978