A era pós-Jordan: novos talentos

Uma dinastia renasceu e outra foi estabelecida depois da aposentadoria de Jordan. Até essa época, a NBA já havia adicionado os dois times finais da expansão - o Toronto Raptors e o Vancouver (mais tarde Memphis) Grizzlies - elevando o número de clubes para 29.

O equilíbrio de poder pendeu para a Conferência Oeste da NBA, que fora empurrada para as sombras pela série de campeonatos do Bulls durante a maior parte da década de 90.

Shaquille O’Neal foi negociado no fim da temporada 1996-97, do Orlando Magic para o Los Angeles Lakers, onde fez dupla com o astro armador - e herdeiro legítimo do “air” Jordan, Kobe Bryant - para um tri próprio. A dinastia do Lakers não ressuscitou até que Phil Jackson, antigo técnico de Jordan com o Bulls, tornou-se técnico do Lakers e manobrou para domar e controlar os egos de O’Neal e Bryant pela série do tri.

Se o Lakers não estava ganhando campeonatos, então era o San Antonio Spurs que estava tomando a coroa. Liderado por David Robinson e Tim Duncan, o Spurs ganhou seu primeiro campeonato em 1999 durante uma temporada, encurtada por uma greve, na qual os times jogaram apenas 50 jogos em vez da tabela normal de 82 jogos. O Spurs conquistou títulos em 2003, 2005 e 2007.

Os times da Conferência Leste provocaram agitação durante essa época, com o Detroit Pistons mais uma vez se tornando um clube de campeonato em 2004 e o Miami Heat - agora com O’Neal como pivô e em dupla com o armador All-Star Dwayne Wade - ganhando todas as partidas em 2006.

Uma proliferação de jovens talentos – alguns contratados direto das universidades – emergiu e os fãs imaginaram se jogadores como Bryant, Wade e LeBron James do Cleveland Cavaliers poderiam, algum dia, calçar os tênis de Jordan. E a era atual ostenta uma tendência que o beisebol e o futebol viram durante anos: a globalização da liga e jogadores internacionais sendo contratados para as listas da NBA.

Os nomes dos superastros atuais refletem essa diversidade internacional da NBA: o alemão Dirk Nowitzki do Dallas Mavericks; o argentino Manu Ginobli do Spurs; o francês Tony Parker; o espanhol Pau Gasol do Lakers; e o chinês Yao Ming do Rockets, entre outros.

Mesmo com sua expansão em mercados estrangeiros, a NBA teve uma viagem animadora de volta ao passado na temporada 2007-08, quando uma das rivalidades mais célebres da liga uma vez mais tomou o centro das atenções nas finais da NBA de 2008.

Dessa vez foi o Los Angeles Lakers, de Bryant e Gasol, versus um time do Boston Celtics ancorado por Paul Pierce, Kevin Garnett e Ray Allen. Pela 17a o Celtics levou a série - e o título - em seis jogos, reacendendo a célebre rivalidade com o Lakers.

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