Regras

Autor: 
MBPress

O iatismo é dividido em classes de acordo com o formato dos barcos, as especificações técnicas e o número de tripulantes. As classes que participam das Olimpíadas são: Finn, 470 (disputada por duplas masculinas e femininas), 49er, Yngling (apenas por mulheres), Tornado, RS:X (prancha a vela), Star e Laser. As classes RS:X e Laser (que no feminino é Laser Radial) são disputadas por homens e mulheres.

Em Pequim, todas as modalidades ocorrerão em 11 regatas, a não ser a 49er, que terá  16. Os competidores podem descartar um resultado antes da Regata da Medalha - novidade na Olimpíada desse ano -, que é mais curta, disputada apenas entre os dez melhores barcos. Essa prova vale o dobro de pontos e não pode ser descartada.

Iatismo
Imagem cedida pela Confederação Brasileira de Vela

Nesse esporte, diferente da maioria, vence quem somar menos pontos. Quanto melhor a colocação, menos pontos o competidor acumula. O que tiver menos pontos ao fim das regatas leva a medalha de ouro.

Uma regata é dividida em cinco fases. A largada; o contravento (parte em que os barcos velejam em direção à bóia marcadora); través (mudança de direção depois de passar pela bóia); a popa (etapa em que os competidores buscam chegar ao fim da prova) e, por último, a chegada.

Uma prova de iatismo é demarcada por bóias. A posição dos barcos em relação a elas varia de acordo com a classe que está sendo praticada. Os trajetos mais comuns são o outside e o inside, nos quais as embarcações contornam as bóias por fora e por dentro, respectivamente. Em algumas provas também pode ser adotado o percurso luff (ziguezague).

Os competidores devem seguir três regras básicas ao tentar fazer uma ultrapassagem em relação a um adversário. Quando os barcos estão em direções a 45º da proa (amuras) opostas, o barco que está com amuras a bombordo (esquerda) deve dar passagem para a embarcação de sotavento (aquele que está na direção para onde o vento sopra). Quando os barcos estão em mesmas amuras e em compromisso, o barco que está na direção para onde o vento sopra  deve dar passagem ao barco na direção contrária. E quando os barcos estão nas mesmas amuras e não estão em compromisso, o safo de popa deve dar passagem ao safo de proa.

Na Olimpíada de 2008, vale a regra da classe 720, ou seja, os barcos que infringirem as regras de passagem podem voluntariamente dar duas voltas em seu próprio eixo e continuar na regata. Nas classes Tornado e 49er, uma volta basta.

No fim de cada regata é comum os competidores protestarem após a prova. A comissão de árbitros julga as queixas e determina desclassificações de embarcações que cometeram irregularidades durante a disputa.