A Itália em competições internacionais

Tetracampeã mundial, a Itália desde os primeiros mundiais surgiu como uma das potências futebolísticas. Tradicionalmente contando com uma defesa forte, a Azzurra impõe respeito nos adversários. Na era pré-guerra, a seleção conquistou duas copas de três possíveis, mostrando sua supremacia diante das outras equipes.

Com um Benito Mussolini de espectador ilustre, a Itália era a grande favorita a conquistar a Copa do Mundo de 1934. Atual campeão da época, o Uruguai, não participou do primeiro torneio realizado na Europa, o que deixava o caminho aberto para a Azzurra se sagrar campeã.

E foi isso que aconteceu. Exceto o primeiro jogo, a Itália ganhou as outras partidas com placares apertados ou na prorrogação. Na final, contra a Tchecoslováquia, a seleção italiana, com a ajuda de Schiavo, principal jogador da Azzurra na competição, venceu no tempo extra. Alegria para Mussolini e todo o povo italiano.

Itália
Imagem cedida pela Federação Italiana de Futebol
Quatro anos após o primeiro triunfo, a equipe chegou à França ainda com as pompas de campeã mundial. Assim como na copa anterior, mostrou um futebol consistente na defesa e pouco brilho no ataque. A tática funcionou novamente, com a seleção italiana derrotando a Hungria na final. Piola foi o destaque da Itália no mundial, sendo o vice-artilheiro.

Após o final da Segunda Guerra, a Itália não repetiu as boas atuações. Muito se deve pelo desastre do time do Torino, onde vários atletas morreram em queda de avião. Para simbolizar a decadência, a Azzurra nem conseguiu a classificação para a Copa do Mundo de 1958. Outro fato que marcou a derrocada da seleção italiana foi a derrota para a Coréia do Norte no Mundial de 1966.

O ressurgimento italiano no cenário futebolístico aconteceu em 1968, quando a Azzurra conquistou a Eurocopa desse ano. Em 1970, chegou à final da Copa do Mundo, mas foi derrotada pela fortíssima seleção brasileira comandada por Pelé.

A partida final valia a posse definitiva do troféu Julius Rimet, já que a taça era dada para a primeira seleção que conquistasse o tricampeonato mundial. Apesar de perder por 4 a 1 a decisão, a Itália protagonizou o jogo conhecido como “a partida do século” nas semifinais contra a Alemanha. Nessa Copa, quem se destacou pela Azzurra foi Luigi Riva.

Porém, a geração posterior a de Riva e Mazzola deu o terceiro título mundial para a Itália. Com o goleiro Dino Zoff e o atacante Paolo Rossi, a equipe mostrou ao mundo, em 1982, que a seleção estava rejuvenescida e com condições para conquistar títulos.

Mesmo enfrentando uma seleção brasileira repleta de craques, venceu o Brasil por 3 a 2 nas quartas-de-final e se classificou no grupo que também contava com a Argentina. O carrasco brasileiro foi Paolo Rossi, autor dos três gols que classificaram o país às semifinais.

Depois, triunfo diante da Polônia, uma das surpresas do Mundial e, na final, vitória em cima da Alemanha. Além do artilheiro da competição, Paolo Rossi integrou, juntamente com Dino Zoff e Antognoni, a seleção da Copa do Mundo.

Oito anos depois, a Itália sediou mais um Mundial, mas caiu nas semifinais para a Argentina. Em 1994, foi mais longe, mas novamente perdeu uma decisão para o Brasil, desta vez na disputa por pênaltis, após o astro Roberto Baggio desperdiçar sua cobrança.

Outro título mundial foi conquistado apenas em 2006. Com um time mais uma vez forte na defesa, a seleção italiana derrotou a França de Zidane, nos pênaltis, sagrando-se a segunda seleção a ser tetracampeã mundial. Destaque para o zagueiro Fabio Cannavaro, eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa em 2006.