Jogos parolímpicos
Assim como os Jogos Pan-americanos possui a sua versão parapan-americana para os atletas que possuem algum tipo de necessidade especial, os Jogos Olímpicos também têm sua versão paraolímpica.
O neurologista alemão, Sir Ludwig "Poppa" Guttmann é considerado o pai dos Jogos Paraolímpicos. Em 1944, Guttmann foi morar na Inglaterra, fugindo da perseguição aos judeus. Quatro anos depois ele começou a organizar competições para veteranos da II Guerra Mundial com lesões na medula.

Imagem cedida pelo Comitê Parolímpico Brasileiro
O sucesso das competições foi tão grande que o evento passou a ser realizado nos mesmos moldes dos Jogos Olímpicos, reunindo atletas de todos os países. Em 1960 foi realizada a primeira versão dos Jogos Paraolímpicos de Verão, em Roma, e em 1976 aconteceram os Jogos Paraolímpicos de Inverno, em Örnsköldsvik, na Suécia.
No início, apenas atletas cadeirantes podiam competir. Hoje, praticamente todas as pessoas com algum tipo de necessidade especial podem participar da Paraolimpíada. A tecnologia, a sofisticação e o glamour passaram a ser ingredientes indispensáveis neste que já é o segundo maior evento esportivo do mundo, perdendo apenas para os Jogos Olímpicos.
Na primeira ediçaõ, 400 atletas disputaram oito esportes. Em Atenas, 2004, 4 mil atletas disputaram 19 modalidades. A primeira cerimônia de abertura teve 5.500 espectadores, enquanto a última teve 75.000. A primeira edição dos Jogos contou com a presença de 23 países – Atenas contou com 123 países participantes. |
Em junho de 2001, o Comitê Olímpico Internacional determinou que os Jogos Paraolímpicos passassem a ser realizados paralelamente aos Jogos Olímpicos.
Nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, que serão realizados de 6 a 17 de setembro de 2008, estarão sendo disputadas as seguintes modalidades: atletismo, bocha, ciclismo, hipismo, futebol de 5, futebol de 7, goalball, alterofilismo, judô, natação, rúgbi, tênis, tênis de mesa, esgrima, basquete em cadeira de rodas, voleibol sentado, vela, remo, tiro com arco e tiro esportivo.
Veja como foi a participação dos atletas paraolímpicos brasileiros em todas as edições disputadas: 1972, Heidelberg – Alemanha Marco na história do esporte do Brasil. Primeira participação brasileira em uma Paraolimpíada. 1980, Arhem, Dinamarca O Brasil foi representado apenas pela seleção de basquete e por um nadador, mas não subiu ao pódio. 1984, Stoke Mandeville – Inglaterra Os brasileiros conquistaram seis medalhas, colocando o país entre os 29 melhores países do mundo. A corredora deficiente visual, Anaelise Hermany, foi medalhista de prata nos 100 m rasos, e bronze nos 800 m rasos e a corredora, Márcia Malsar, foi medalhista de ouro nos 200 m rasos e bronze nos 60 m rasos. 1988, Seul – Coréia do Sul O Brasil obteve um número recorde de medalhas conquistando 27, sendo quatro de ouro, 10 de prata e 13 de bronze. O destaque brasileiro foi Luís Cláudio Pereira, que conquistou três medalhas de ouro nas provas de disco, dardo e peso. O Brasil terminou os Jogos em 25º lugar. 1992, Barcelona – Espanha Os atletas brasileiros conquistaram sete medalhas, sendo três de ouro e quatro de bronze, terminando os Jogos em 30º lugar. Destaque para a revelação da velocista, Ádria Santos, que conquistou sua primeira medalha de ouro. 1996, Atlanta – Estados Unidos O Brasil conquistou 21 medalhas, sendo 2 de ouro, 6 de prata e 13 de bronze, terminando os Jogos entre os 37 melhores do mundo. 2000, Sidney – Austrália Os atletas brasileiros tiveram a melhor participação até então, ao conquistar seis medalhas de ouro, 10 de prata e seis de bronze, terminando os Jogos entre as 24 maiores potências paraolímpicas do mundo. 2004, Atenas – Grécia Resultado histórico do Brasil: 14º lugar dos Jogos, com 14 medalhas de ouro, 12 de prata e 7 de bronze. |
Jogos Olímpicos de Inverno
Os Jogos Olímpicos de Inverno tiveram início em 1924, através de um evento até então denominado Semana Internacional de Desportos de Inverno, realizado em Chamonix, na França. O sucesso foi tão grande que o Comitê Olímpico Internacional reconheceu o evento e tratou logo de mudar a sua denominação para a atual.
A partir de então, os Jogos passaram a ser realizados de quato em quatro anos, nos mesmos anos em que eram realizados os Jogos Olímpicos de Verão. Isso aconteceu até 1992. Em 1994, a tradição de realizar os Jogos de quatro em quatro anos foi quebrada para que, a partir de então, os Jogos de Inverno fossem realizados em anos diferentes dos Jogos de Verão.

Foto cedida Torino 2006
As provas dos Jogos Olímpicos de Inverno acontecem na neve ou no gelo. Nos Jogos de Turim, realizados em 2006, as modalidades disputadas foram: esqui alpino, biatlo, bobsled, cross country, curling, patinação artística, esqui livre, hóquei sobre o gelo, luge, combinação nórdica, patinação de velocidade, skeleton, salto com esqui, snowboard.
A próxima edição dos Jogos Olímpicos de Inverno acontecerão em 2010, em Vancouver, no Canadá.
1992, Albertville – França Primeira participação do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno. Sete atletas, seis homens e uma mulher, todos no esqui alpino, formaram a delegação brasileira em Albertville. Mesmo sem tradição em competições de inverno, devido às nossas condições climática, o país levou atletas motivados muito mais pelo prazer e a honra de competir do que de vencer. 1994, Lillehammer – Alemanha O Brasil foi representado por um único atleta, Christian Munder, nascido no Brasil e criado na Alemanha. Christian disputou o esqui alpino, terminando na 50ª colocação. 1998, Nagano – Japão Novamente o Brasil enviou apenas um atleta. Desta vez o representante brasileiro foi Marcelo Apovian, que ficou em 37º lugar na prova de slalom super gigante (esqui alpino). Marcelo foi ainda reconhecido como o melhor esquiador alpino de países sem neve. 2002, Salt Lake City – Estados Unidos Nesta edição o Brasil esteve representado por 11 atletas, sendo nove homens e duas mulheres. Até então, o Brasil só havia participado de provas de esqui alpino em Jogos de Inverno. Em Salt Lake, os brasileiros também participaram do cross country, do luge e do bobsled. A equipe do bobsled do Brasil, que ficou conhecida como os “bananas congeladas” fez bonito nos Jogos, ficando com a 27ª colocação. 2006, Turim – Itália Marco histórico para a participação brasileira em esportes do gelo e da neve. Pela primeira vez, o Brasil, um país tropical praticamente sem incidência de neve, ficou entre os dez primeiros colocados em um esporte. A façanha coube à snowboarder, Isabel Clark, que obteve o nono lugar na prova de boardercross. O Brasil esteve representado em Turim por nove atletas, sendo seis homens e três mulheres. Ao todo, os brasileiros disputaram quatro esportes: bobsled, esqui alpino, esqui cross country e snowboard. |