O Brasil nos Jogos Olímpicos de 2008

A delegação brasileira bateu recordes em Pequim, porém, os resultados ficaram um pouco abaixo do esperado. O Brasil levou a Pequim a maior delegação da história da participação brasileira em Jogos Olímpicos: 469 integrantes, sendo 277 atletas  (132 mulheres e 145 homens), em 32 modalidades. Em Atenas 2004, o Brasil competiu com 247 atletas, sendo 122 mulheres, em 28 modalidades. 

Clique aqui e confira a lista de atletas brasileiros que estiveram em Pequim, bem como suas respectivas modalidades.

Ao todo o Brasil conquistou 15 medalhas, porém, três delas apenas foram de ouro. César Cielo venceu os 50 m livre e trouxe a primeira medalha para a natação brasileira; as meninas do vôlei também ganharam o primeiro ouro e Maurren Maggi superou a si mesma e às adversárias para ficar com o ouro no salto em distância.

Cielo
Imagem cedida pela Confederação Brasileira de Natação
Crédito: Satiro Sodré

César Cielo, ouro nos 50 m livre em Pequim
Além desses três ouros, o Brasil conquistou mais quatro medalhas de prata e oito de bronze. Confira:

Prata

- 1 futebol feminino
- 1 vela classe star (Robert Scheidt e Bruno Prada)
- 1 vôlei masculino
- 1 vôlei de praia masculino (Fábio Luiz e Márcio)

Prada e Scheidt
Imagem cedida pelo Comitê Olímpico Brasileiro
Crédito: Wander Roberto/COB Divulgação
Bruno Prada e Robert Scheidt conquistaram a medalha de prata na classe Star em Pequim
Bronze

- 3 judô (Ketleyn Quadros, Tiago Camilo, Leandro Guilheiro)
- 1 futebol masculino
- 1 vela classe 470 (Isabel Swan e Fernanda Oliveira)
- 1 vôlei de praia masculino (Ricardo e Emanuel)
- 1 taekwondo (Natália Falavigna)
- 1 natação 100 m livre (César Cielo)

Natália Falavigna
Imagem cedida pelo Comitê Olímpico Brasileiro
Crédito: Wander Roberto/COB Divulgação
Natália Falavigna conquistou a inédita medalha de bronze para o taekwondo brasileiro

O COB e o antidoping nos Jogos Olímpicos de 2008

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) já disponibilizou a nova versão da cartilha “Uso de Medicamentos no Esporte”, com a lista de substâncias e métodos proibidos pela Agencia Mundial Antidoping (WADA), entre outras informações. A publicação teve como objetivo orientar para os perigos do doping, provendo uma série de informações relevantes e servindo de suporte para os atletas brasileiros se prepararem para os Jogos Olímpicos de Pequim e as demais competições de 2008. Visando ao controle preventivo da Delegação Brasileira que representou o país em Pequim, o COB realizou cerca de 600 exames antidoping com todos os atletas classificados ou com chances de integrar a delegação brasileira.

Com o intuito de facilitar o entendimento por parte do atleta, a cartilha utiliza o nome dos medicamentos proibidos, um avanço em relação à cartilha da WADA, que cita apenas o nome cientifico da substância. A cartilha foi enviada em sua versão impressa para todas as Confederações Olímpicas Nacionais.

Após o envio das cartilhas para as confederações, o COB iniciou os testes preventivos em cerca de 600 atletas classificados ou com chance de qualificação para os Jogos Olímpicos de Pequim. Os exames aconteceram entre maio e julho e foram programados pelo Departamento Técnico do COB. A entidade informou a data e o local onde os atletas estavam treinando para que fossem distribuídos os kits de controles. Os kits foram fornecidos pelo COB e os exames analisados pelo LADETEC, no Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O desenvolvimento de uma cultura antidoping no esporte brasileiro é baseado em três conceitos: educação, instrução e prevenção. O Comitê Olímpico Brasileiro começa a preparar os atletas nas Olimpíadas Escolares, através de palestras e da distribuição de cartilhas para os jovens, fazendo uma promoção de valores saudáveis e éticos do esporte, caracterizando assim a fase da educação. Posteriormente, através de textos impressos e veiculados pelo site do COB, os atletas são informados dos medicamentos ou substâncias que podem ou não ser ingeridos, que consiste na fase de instrução. Por último é realizado o controle prévio nos atletas que representam o país.

Clique aqui e baixe a versão 2008 da cartilha sobre o uso de medicamentos no esporte.


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