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A história do esporte paraolímpico no Brasil teve início em 1958 com a fundação do Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro. A iniciativa partiu dos atletas paraplégicos, Robson de Almeida Sampaio e Sérgio Delgrande.
Nesse mesmo ano surgia, em São Paulo, o Clube dos Paraplégicos. Já no ano seguinte, 1959, foi realizada a primeira competição de atletas portadores de deficiência no Brasil – um jogo de basquete em cadeira de rodas que reuniu equipes do Rio e de São Paulo.
O basquete em cadeira de rodas foi o primeiro esporte paraolímpico disputado por aqui. Com o passar do tempo, porém, outras modalidades paraolímpicas começaram a ser praticadas, surgindo a necessidade da criação de uma entidade que passasse a organizar o esporte paraolímpico. Foi assim que, em 1975, foi fundada a Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE). Antes mesmo da criação da ANDE, atletas brasileiros disputaram pela primeira vez os Jogos Paraolímpicos. A estréia aconteceu nos Jogos de Heidelberg, em 1972, porém, sem grandes resultados.
No ano seguinte à fundação da ANDE, 1976, os brasileiros já viajaram de maneira mais organizada rumo ao Canadá, onde disputaram os Jogos de Toronto e conquistaram as primeiras medalhas. Robson Sampaio de Almeida e Luís Carlos Curtinho conquistaram a prata na bocha, colocando o Brasil na 31ª colocação geral no quadro de medalhas.
Em 1980, os atletas brasileiros disputaram os Jogos Paraolímpicos de Arnhem, na Holanda. Fomos representados apenas pela seleção masculina de basquete e um nadador, e acabamos voltando sem medalhas.
O número de atletas com deficiência cresceu vertiginosamente na década de 80, exigindo a criação de novas entidades para melhor organizá-lo. Dessa maneira, em 1984 foi fundada a Associação Brasileira de Desporto para Cegos (ABDC) e a Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas (ABRADECAR). Nesse mesmo ano os atletas brasileiros disputaram os Jogos de Nova Iorque, no qual conquistaram seis medalhas. A corredora deficiente visual, Márcia Malsar, conquistou a medalha de ouro nos 200 m rasos. Os Jogos de 84 foram realizados em duas sedes. Em Nova Iorque foram disputadas as provas para deficientes visuais, amputados e paralisados cerebrais. Já em Stoke Mandeville, na Inglaterra, foram disputadas as provas para cadeirantes. O Brasil também obteve uma boa colocação e conquistou 21 medalhas.
![]() Imagem cedida pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro |
- Associação Brasileira de Desporte para Cegos (ABDC) - Confederação de Desporto de Surdos (CBDS) - Associação Brasileira de Desporto para Amputados (ABDA) - Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas (ABRADECAR) - Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE) - Associação Brasileira de Desporto para Deficientes Mentais (ABDEM) |
Em 1988, os brasileiros disputaram os Jogos de Seul, batendo todos os recordes ao conquistar 27 medalhas, sendo quatro de ouro, 10 de prata e 13 de bronze. Destaque para Luís Claudio Pereira que conquistou três medalhas de ouro nas provas de arremesso de disco, dardo e peso, além de estabelecer três recordes mundiais. O Brasil terminou os Jogos em 25º lugar.
Os anos foram passando e o número de atletas com necessidades especiais não parava de crescer. Para organizar, classificar e promover eventos, novas entidades foram criadas. Em 1990 surgiu a Associação Brasileira de Desporto para Amputados (ABDA). Em 92, disputamos os Jogos Paraolímpicos de Barcelona. Não fomos tão bem quanto em Seul, mas terminamos em 30º lugar, entre 82 participantes. Esses Jogos, porém, revelaram ao Brasil e ao mundo a velocista Ádria Santos, que conquistou a sua primeira medalha de ouro.
Em 1995 foi criada a Associação Brasileira de Desporto para Deficientes Mentais (ABDEM) e, nesse mesmo ano, as cinco entidades paradesportivas brasileiras (ANDE, ABDC, ABRADECAR, ABDA e ABDEM) unem-se e criam o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CBP), órgão que, desde então, é o grande responsável pela organização de eventos no Brasil além de enviar equipes para disputar eventos organizados pelo Comitê Olímpico Internacional.
![]() Imagem cedida pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro |
O nadador brasileiro Daniel Dias tornou-se o atleta paraolímpico que mais conquistou medalhas nesses Jogos - nove ao todo, sendo quatro de ouro. O velocista Lucas Prado igualou o seu desempenho ao polêmico Oscar Pistorius, que entrou na competição como o grande nome do atletismo. Ambos conquistaram três medalhas de ouro. Destaque também para o ouro no futebol de cinco e no tênis de mesa por equipe. |
Participação brasileira em Jogos Olímpicos
| Ano | Local | Ouro | Prata | Bronze | Total |
| 1972 | Heidelberg, Alemanha | 0 | 0 | 0 | 0 |
| 1976 | Toronto, Canadá | 0 | 2 | 0 | 2 |
| 1980 | Arnhem, Holanda | 0 | 0 | 0 | 0 |
| 1984 | Nova Iorque, EUA | 1 | 3 | 2 | 6 |
| 1984 | Stoke Mandeville, Inglaterra | 7 | 11 | 3 | 21 |
| 1988 | Seul, Coréia do Sul | 4 | 10 | 13 | 27 |
| 1992 | Barcelona, Espanha | 3 | 0 | 4 | 7 |
| 1996 | Atlanta, EUA | 2 | 6 | 13 | 21 |
| 2000 | Sidney, Austrália | 6 | 10 | 6 | 22 |
| 2004 | Atenas, Grécia | 13 | 11 | 7 | 31 |
| 2008 | Pequim, China |
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Veja abaixo um vídeo cedido pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro, com alguns dos melhores momentos do esporte no Brasil.