História

O Juventus foi fundado em 20 de abril de 1924, na região da Mooca, na capital paulista, por funcionários do Cotonifício Rodolfo Crespi, sob a denominação Extra São Paulo. A idéia era meramente uma diversão para os dias de folga, numa época em que havia muitos campos de futebol na cidade.

Juventus

Nome: Clube Atlético Juventus

Apelido: Moleque Travesso

Data de Fundação: 1924

Localização: Rua Comendador Roberto Ugolini, 20 – Mooca, São Paulo - SP

Estádio: Conde Rodolfo Crespi

Principais títulos

Campeonato Brasileiro Série B (Taça de Prata) (1): 1983.

Campeonato Paulista Série A2 (2): 1929 e 2005.

Copa Federação Paulista de Futebol (1): 2007.

Destaque na temporada 2007: João Paulo

Logo em seguida, o time foi rebatizado para Cotonifício Rodolfo Crespi Futebol Clube, em 1925. Nesse ano pediu inscrição na APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos) e já foi campeão da Liga Amadora. O estatuto dessa mudança, registrado no dia 1º de Maio do mesmo ano, é guardado pelo clube até os dias de hoje.

Sempre na região da Mooca, o clube mudou de sede por algumas ocasiões. Em 1925, se instalou na Rua da Mooca, 504. Já em 1928, foi para a rua João Antônio de Oliveira, número 9. No ano seguinte, conseguiu, enfim, o ingresso na APEA, e trocou de sede pela terceira vez, desta vez para a mais famosa: a Rua Javry, 25 (antigo nome da Rua Javari, cujo número é hoje o 117). No fim desse mesmo ano de 1929, foi campeão da Liga Amadora, conseguindo o acesso à primeira divisão do Campeonato Paulista no ano seguinte.

Os patronos do clube, os italianos Rodolfo Crespi e o filho, Adriano Crespi, eram torcedores de dois times da Itália. Rodolfo era fanático pela Juventus, e o filho era torcedor da Fiorentina. Então, quando a equipe conseguiu a vaga no Campeonato Paulista de 1930, renomearam a agremiação, a chamando Clube Atlético Juventus, com o uniforme em lilás – como o do time de Florença. Com o passar dos anos a cor foi passando ao grená de hoje em dia.

O Juventus foi chamado de “Moleque Travesso” quando já disputava o Campeonato Paulista. O caçula enfrentou e venceu o Corinthians por 2 a 1, em pleno estádio Parque São Jorge, casa do rival do Tatuapé. Com o feito, o jornalista Thomaz Mazzoni, do Jornal A Gazeta, publicou matéria em seu jornal com o apelido. A partir dali, o Moleque Travesso passou a ser o símbolo do clube.

O Juventus teve desempenhos relativamente bons em seus primeiros campeonatos, mas, em 1933, surgiu um problema. O futebol passou a se profissionalizar no Brasil e a alta cúpula juventina não estava completamente decidida sobre a adesão ao movimento. Portanto, não ingressou diretamente na Liga Profissional, ficando no Campeonato Amador. Com a nova direção futebolística, os Crespi decidiram efetuar uma nova mudança: o time passou a se chamar Clube Atlético Fiorentino, mantendo o uniforme lilás. Seguiu desempenhando a sua função no futebol amador, vencendo o campeonato de 1934.

Depois, no entanto, os dirigentes italianos se arrependeram e resolveram tornar o clube profissional. Em 1935, o Clube Atlético Fiorentino voltava, então, a ser o Clube Atlético Juventus, passando a disputar a Liga Bandeirante de Futebol.

Em 1941 o estádio da Rua Javry sofreu a primeira reforma. Foram instaladas arquibancadas e vestiários de madeira, e o nome foi alterado para estádio Conde Rodolfo Crespi. Já no final dos anos 40, o clube se juntou a Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Portuguesa, Ypiranga, Jabaquara, Nacional e Comercial e fundou a Federação Paulista de Futebol.

Em 1954, o Juventus caiu para a segunda divisão, fato que causou crise na direção da equipe, com o presidente Rodolfo Crespi deixando o clube. No entanto, um ano depois o Moleque Travesso já estava de volta à elite paulista.

Em 1959, uma partida histórica. O time recebeu o Santos de Pelé, e o atacante era muito vaiado. Foi ai que o camisa 10 marcou o que julga ser o gol mais bonito de sua carreira, no dia 2 de agosto, quando aplica seguidos lençóis em seus marcadores. O gol foi para o filme que conta a história do craque, Pelé Eterno, com uma animação gráfica computadorizada.

Nos anos 1960 o novo presidente Roberto Ugolini iniciou um projeto de reforma generalizada no clube. A agremiação, que até então só contava com o departamento de futebol, passou a ter as atividades de basquete, vôlei, futebol de salão, judô, karatê, tênis e outros. A reforma durou, no total, 20 anos. Em meio à obra, o clube completou cinqüenta anos e fez uma grande festa, tendo inclusive a composição de um novo hino para a data.

No final dos anos 60 e início dos anos 70, o Juventus contou com os serviços do jogador argentino César Luis Menotti, em fim de carreira, por pouco mais de um ano. Nos anos 80, o técnico Candinho, famoso posteriormente na Portuguesa, comandou o time que foi campeão da Série B do Campeonato Brasileiro, na época Taça de Prata, no ano de 1983.

Na década de 1990, o Moleque Travesso continuou aprontando das suas. Em 1992, venceu o Corinthians por 2 a 1. No ano seguinte, venceu o campeão Palmeiras pelo mesmo placar. Em 1997, disputou a Série C e, após muitas partidas de ida e volta, classificou-se para a Série B.

Em 2006, o clube subiu para a Série A1 do Campeonato Paulista após muitos anos em que perdeu espaço na elite. Com uma parceria com o grupo Pão de Açúcar, o Juventus venceu a Série A2 em 2005 e passou a revelar jovens valores, dando continuidade a um projeto já existente no clube. O Juventus foi o responsável por revelar nomes como Deco (Barcelona-ESP), Thiago Motta (Atlético de Madrid-ESP), Luisão (Benfica-POR), Pinga (Internacional-RS) e outros.

Infelizmente o Juventus não foi bem no Campeonato Paulista 2008 e, ao lado do Rio Preto, Sertãozinho e Rio Claro, acabou rebaixado e terá que disputar a série A2 do Campeonato Paulista em 2009.

MASCOTE

A mascote do clube é o Moleque Travesso. Foi criado em 1930, quando o time do Juventus enfrentou o Corinthians pela Liga Paulista e venceu o clube alvinegro por 2 a 1, em pleno Parque São Jorge. Depois da partida, o jornalista Thomaz Mazzoni publicou em seu jornal a expressão “Moleque Travesso” para denominar o grande feito juventino. A figura do jovem garoto surgiu anos depois, na disputa do primeiro Campeonato Paulista oficializado pelos clubes, em 1933.

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Mascote do Juventus

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